terça-feira, 22 de abril de 2014

IV WSAC!


O sentimento dessa foto é difícil de ser explicado.

Tive o imenso prazer de ser convocada para a Seleção Brasileira de Cricket, no Women's South American Championship, que aconteceu nos dias 17-20 de abril em Lima, no Peru. O Cricket é um esporte pouco divulgado no Brasil, mas está crescendo com projetos em Poços e futuros projetos "in the making" em Brasília! Há equipes masculinas em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Belo Horizonte, e homens e mulheres em Brasília e Poços. Com pouco dinheiro e muita vontade, o Cricket vem crescendo...


A primeira convocação para esse campeonato saiu em dezembro, e desde então estávamos treinando firme para representar a nação - a equipe foi composta de 11 meninas de Brasília e 3 meninas de Poços, sendo que a tradição em Brasília é mais longa e as meninas são, na maioria, mais maduras nesse tipo de competição. De Poços, além de mim, tivemos duas meninas de 14 e 15 anos - um grande orgulho para um projeto que ainda está engatinhando e crescendo na cidade.


Confesso que estava nervosa - primeira viagem num esporte coletivo a nível internacional, onde não conhecia nossas adversárias e nunca havia viajado com as meninas da minha equipe. Podia levar certa experiência conquistada com o Golfe, como a concentração, garra, foco... Mas sabia que ainda estava crua. Os resultados foram tão bons que será uma viagem pra levar na memória e contar para os netos.


Jogamos muito: na raça, no amor à camisa e com muita emoção! O Cricket é conhecido por ser um esporte jogado de "calças brancas", ou seja, de cavalheiros, onde as leis invisíveis imperam e são respeitadas! Nós as respeitamos, muito, mas jogamos sem a quietude gringa e o silêncio gentlemen - competimos com música, emoção à flor da pele, e distinta alegria que contagiou os umpires, torcida e levou sorrisos em todo o pitch! Explicamos várias vezes: o Brasil é feliz e o Brasileiro não desiste - então a música e a garra andaram de mãos dadas na nossa seleção!


No fim, numa final disputadíssima entre os rivais Brasil e Argentina, chegamos muito perto da vitória e apenas 4 pontos e uma penalidade nos separaram da taça. Mas o jogo foi de uma vida tão intensa, de sorrisos e lágrimas tão reais que voltei ao Brasil maravilhada.

Em um momento em que o esporte é sugado por emoções negativas, o Cricket se posicionou ao lado do meu tão amado Golfe e renovou minhas energias! Acredito que ambos me ensinam todos os dias e trazem coisas que não conseguiria numa vida sem esportes: a amizade, a garra, a luta pela vitoria, a honestidade e o respeito pelo outro são vividos a cada instante - e isso é respeitável.

Todo mundo deveria competir um esporte e sentir tal emoção, pelo menos uma vez na vida!

O sentimento daquela foto é somente um: ORGULHO DE SER SELEÇÃO BRASILEIRA!
Obrigada meninas, pela experiência incrível.


(Na foto, da esquerda para direita, em pé: Harry, Duda, Silvia, Dela, Denise, Dani, Anthony. Agachados: Elisa, Joana, Kika, Roberta, Nany, Renata e Gabi. Capacete representando Kathy e Lúcia que estavam no hospital, após uma lesão na final!) 



segunda-feira, 31 de março de 2014

De geração para geração!

Mauro, Walison, Genilton e Peterson - do Golfing Kids, Poços de Caldas

Esse fim de semana foi nostálgico!
Tivemos a 1° Etapa do Torneio Juvenil da Federação Paulista de Golfe - Oficial em Poços! Muitas crianças, muito estilo, muita determinação e amizade: o futuro do nosso Golfe Paulista!!!

É emocionante pelo fato de ter começado a amar o golfe dessa forma - sócios apaixonados pelo esporte nos levavam para campeonatos quando tínhamos pouco mais de 11-12 anos, com muito suor e muita vontade de passar o golfe para a próxima geração!! Não tínhamos dinheiro, os clubes eram longe, mas estávamos sempre nos Torneios e Interclubes Juvenil! E fortaleceu-se essa paixão que hoje é maior que eu poderia um dia imaginar!

Nessa etapa do Juvenil, tivemos a participação de meninos e meninas do FPG Juvenil, Golfe Nota 10 e também uma categoria "Especial" jogada em 9 buracos por dia em Stableford - com quatro jogadores do nosso projeto social de Golfe gratuito para crianças até 16 anos, que engloba crianças das escolas da cidade e tem dado oportunidade também aos caddies com potencial no clube que amam o esporte e tem muito talento!

Durante a entrega de prêmios, foi anunciado que o primeiro colocado da categoria "Especial" teria o handicap da FPG pelo Golfe Nota 10 e foram intimados a jogar a próxima etapa, em São José! E na mesma hora eu e Eder Cisternas concordamos em não só agilizar o handicap desses meninos, mas de também levarmos juntos essa meninada para as próximas etapas!!

É hora de passar para a próxima geração a oportunidade de conhecer o golfe competitivo e reacender a paixão nos mais jovens!!! Se conseguirmos passar para eles metade do amor que temos no esporte, me sentirei muito realizada!

Sou eternamente agradecida à todos que fizeram por nós o que fazemos hoje pelos juvenis do clube, em especial ao João Bosco DAmbrósio que com muita energia nos manteve no esporte e no Tour Juvenil, sempre com um sorriso no rosto!!!

E Meninos do Pcgc: bem vindos ao golfe! Muito orgulho de vocês!!!

segunda-feira, 17 de março de 2014

Superação!

Semana passada não parecia semana de torneio! Estava focada em inúmeros fatos fora do campo de golfe, com um swing bem fraco e bastante dificuldade de me concentrar - fomos para o Aberto de Avaré, há quase 400km de Poços para o terceiro torneio do Tour Paulista do ano, mas com um pé atrás, como todo bom mineiro.

Na sexta, tive muita dificuldade. Bati mal, errei putters, e o fantasma shank estava de volta! Mais de 5 shanks no jogo. Fui para o driving range e pedi uma aula com meu parceiro de golfe, Eder Cisternas - eu tinha na cabeça que não podia de forma alguma ir pra campo daquele jeito! Não poderia me frustar DE NOVO! E depois de mais de 50 bolinhas de aula, eu tinha cerca de 30 shanks e muito cansaço. Parecia um pesadelo.

Decidi que não iria perder o sono - fingi que esse dia não havia acontecido, dormi e acordei pensando que era um novo jogo, com mais concentração e precisaria fazer algo que nunca tinha feito em jogos: jogar com apenas meio swing nos próximos 36 buracos. Essa era a única forma de evitar o overswing e a entrada de quadris que estava me prejudicando...

Com muita conversa com meu super caddie, foco e bastante paciência, consegui rodar sem shanks e com uma boa batida no sábado!! Estava me sentindo bem - apesar dos putters estarem bem instáveis, o contato na bola estava como eu gosto e até um pouco de draw voltou.

E agora precisava superar o trauma do segundo dia!! Depois de dois Abertos esse ano com liderança no sábado e fracassos imensos no domingo, eu precisava de auto controle e concentração para manter a batida. Estava tudo bem até o buraco 9, quando errei o driver e o híbrido com dois shanks. Minha cabeça estava a milhão por hora - eu não podia deixar que isso acontecesse novamente. Buraco 10 tive outro contratempo e acabei relaxando no putter e ficando 2 tacadas atrás da líder. 
Meu caddie me chamou atenção e com isso a ficha caiu! Eu ainda tinha 8 buracos, estava batendo bem e o putter ia entrar... e se fosse pra ser meu dia, o jogo iria mostrar isso! Eu não precisava surtar antes de acabar os 36 buracos!E era meu dia - estava com as duas tacadas atrás da líder e fechei com par, par, par para acabar com 2 na frente, embocando um putter de 3 metros que havia me assombrado o torneio inteiro. 

A felicidade não cabia dentro de mim, eu queria correr, tremia, queria pular de felicidade: eu tinha conseguido vencer os meus demônios do segundo dia! Me controlei até o 36° buraco e isso não tinha preço. Ainda vejo o último putter entrar e o grito de "VAI" que mais parecia um grito oprimido depois de bater na trave na categoria scratch em tantos outros torneios e depois de quase 3 anos, conseguir levar a taça.

Escrevo sorrindo! Ainda estou muito feliz. Não seria nada sem tanto apoio que tive das minhas pessoas próximas (principalmente do meu supper caddie) e muita fé - sem contar que jogar entre as meninas que joguei é uma energia maravilhosa (na derrota e na vitória) e isso faz do esporte um prazer imensurável na nossa vida.


E no final, é só um jogo! 


Roberta Moretti Avery com Prefeito de Avaré

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

As lições do esporte

Sempre acompanho o futebol inglês, graças ao meu marido que é torcedor fanático do Liverpool. E como sempre fui fã de esportes e o futebol inglês é FANTÁSTICO, confesso que não é difícil passar 90 minutos em frente à TV discutindo ataques e vendas de jogadores, assim como táticas dos técnicos e bom, apreciando bom futebol.


O que me surpreendeu foi esse gol e essa atitude espetacular - uma super lição sobre o esporte:

Liverpool x Swansea - Shelvey's goal

Shelvey saiu do Liverpool em agosto passado para Swansea! Jogando Liv x Swa nesse domingo, estadio lotado em Anfield, Shelvey marcou um gol maravilhoso contra os reds.... Lindo mesmo! Shelvey levantou a mão em sinal de respeito à torcida do Liverpool e a torcida aplaudiu o golaço marcado pelo ex-jogador contra o ex-time! Lindo de ver! 


Fair play, respeito e admiração ao futebol é isso! Precisamos aprender muito....

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Olimpíadas de Inverno

Eu sou fascinada pela época de Olimpíadas!! Esqueça a Copa do Mundo - eu quero é acompanhar, ver, ler tudo sobre Olimpíadas (somente perde na minha lista de preferências para os Majors do Golfe). Então essa semana não tem sido diferente: qualquer tempo livre eu estou na frente da TV vendo quase tudo que posso.

E nas Olimpíadas de Inverno, o que mais me fascina é a Patinação Artística. É simplesmente lindo o controle corporal, as expressões facial, a força física e psicológica, além dos anos de treinos colocados em alguns minutos de pura magia - não dá pra piscar os olhos!!

E agora mesmo, me emocionei com o atleta Zoltan Kelemen. Com uma música muito expressiva na Patinação Livre, concentrado, com belos giros, transições lindas e em um salto, caiu! Se levantou, concentrou-se,e logo em seguida quando a música parou e pediu um salto de triunfo, caiu novamente. Teve o mesmo retorno, rápido, fez a transição musical com leveza... O público reconheceu as duas falhas de bastante impacto e apoiou, bateu palmas e Zoltan continuou, com a mesma expressão, concentração, não abandonou a música em nenhum momento e manteve o sorriso. No final, após mais uma pequena penalidade, Zoltan saiu, com um sorriso mas abanando a cabeça. Sentou-se para ouvir a nota e era fácil ver o desapontamento nos seus olhos. Anos de intenso treino....

Mas viver como atleta é isso: saber viver com as vitórias e derrotas - dar o seu melhor sempre, mesmo que aquilo não seja o melhor para vencer aquele dia! E se conseguirmos fazer isso, não há porque ficar triste - podemos não vencer outros atletas, mas vencemos nossos limites. E isso, por si só, é admirável!

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Como mudar seu jogo - loucamente - em 700 jardas...

Sexta passada estava super calma - joguei alguns buraquinhos em Bauru Golfe Clube, onde aconteceu o segundo Torneio Aberto válido para o Ranking Paulista desse ano! Estava batendo bem na bola e devido à forte estiagem o campo parecia muito com o nosso PCGC em fortes invernos (seco, rolando bastante e um pouco mais duro)! Então com o Game On no sábado, e mesmo sem nenhum birdie o resultado de 81 gross veio tranquilo, sem fortes emoções!! Poderia ter jogado ainda melhor.

Acordei no domingo confiante - não super confiante - mas centrada. Fui ao driving range, fiz alguns ajustes, me mantive calma e fui pro jogo. Minha intenção era bater bem na bola e focar nos putters porque assim o resultado viria - e veio. Mesmo com alguns erros nos par 3, joguei um 40 fácil, com 2 birdies e com uma batida muito natural! Estava feliz!

Pra quem não sabe minha história no mundo das competições,  jogo golfe competitivo há 3 anos, mas somente agora com maior intensidade - sou muito raçuda, me concentro bem e quero ganhar! Estou sempre batendo na trave e tenho potencial para fazer o gol... Então a sensação de estar na última volta com bom golfe e algumas tacadas de vantagem é muito gostosa e tudo que precisava era fazer o que havia feito até lá - jogar meu golfe.

E joguei! Até o buraco 15 estava bem e concentradíssima - nos approachs do buraco 16 tive dois azares seguidos de cair em locais sem grama, com terra meio molhada, e tentei um approach mais tradicional que não deu certo - tomei um 9! Minha vantagem com uma jogadora havia acabado e estávamos empatadas no tee do 17 e com a outra ainda teria 3 tacadas de vantagem.

Com o driver na mão, meu melhor taco do campeonato, havía jogado drivers lindos, firmes e retos o fim de semana todo, subi ao tee mais uma vez. Sabendo que havia perdido uma vantagem, mas estava jogando bem e continuava firme na luta. Fiz o swing, marquei minha direção e senti uma batida forte. Ao acompanhar a bola, vejo um hook e O.B.. Há meses não sabia o que era dar um hook de driver então assustei. Fui ao carrinho, peguei uma bola provisória e fiz a mesma rotina - e tive o mesmo resultado: O.B.. Nessa hora senti meus pés derreterem - peguei uma terceira bola: O.B. Ao pegar uma quarta bola, mudei o taco, com madeira 3 e bati com toda a revolta e frustação que cabia dentro de mim, num movimento quase involuntário e emocionado - tive um lindo vôo, bola estava no meio e bem posicionada.

Essa caminhada até o meio do fairway foi cruel. Eu estava a 3 buracos de minha primeira vitória e sem notar, sumi do jogo! Eu não conseguia entender onde tudo havia dado errado - mas aconteceu. Não conseguia segurar a emoção - foi tudo muito forte. Acabei o buraco com um par + 3 O.b: resultado 10! E assim enterrava mais um campeonato.

Sai do campo com o 1° Net e 3° gross. Mas o sentimento de derrota foi demasiado e por alguns minutos exalava aquele sentimento e via cada bola em câmera lenta. Foi cruel pegar o telefone e avisar todas aquelas pessoas que haviam me enviado mensagens de bom jogo e torcendo por mim que eu tinha perdido - dessa vez muito mais perto do final do jogo.

Mas não poderia ficar mal - limpei o sentimento, abri um sorriso e fui aproveitar o dia quente e amigos, porque no final: é só um jogo!

Teve até temporal - FPG

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Abrindo portas e focando no jogo!

Desde que voltei a morar em Poços de Caldas, decidi que gostaria de jogar golfe e competir - isso em 2010, onde ainda estava com handicap acima de 20! Competir sempre foi a forma de me incentivar a melhorar e focar nos treinos.
O esporte não só é uma diversão, mas é minha terapia (pouco entendida pelas pessoas de fora). O treino me dá paz e apesar de não superar uma rodada de golfe bem jogada, me trás uma sensação bem prazerosa!!
Após meu primeiro torneio do Ranking esse ano ter sido um pouco aterrorizador, joguei muito bem nesse fim de semana e estou focado para o próximo Aberto! Foco, treino e concentração!!

E tive a felicidade de estar nas notícias da FPG também - leiam: Dama Pioneira! Sempre um grande prazer em representar as mulheres!