Tenho passado por um período de transição. Uma mudança que vem de dentro e era imensamente desejada - 2018 seria o ano para isso acontecer e vários sinais foram aparecendo até que eu tomasse essa decisão - a transição é necessária e será melhor para minha qualidade de vida.
Então desde Janeiro tenho analisado vários pontos da minha rotina e descobrindo quais são àqueles que valem a brigar por (ou não). Com base nisso, fiz algumas regras pro meu dia a dia:
1. Escolha a briga pra comprar - não adianta querer meter no peito qualquer coisa pequena. Nem toda vírgula vai ser ponto e você precisa aprender a descobrir o que merece o seu tempo...
2. Ou resolve, ou releva! - então se você tem um problema, ou vai lá e resolve aquilo que te aflige, ou ignora e deixa o coração livre! Segurar essa angústia estraga seu dia (mês, ano...)!
E confesso que tenho me sentido muito bem! Com menos "problemas" na minha mente, tenho vivido melhor, jogado melhor, treinado melhor e meu humor está nas alturas! Começamos 2018 no pé certo pra novos bons caminhos...
Mas claro, nenhuma mudança vem sem desafios e tenho alguns pontos que ainda me tiram do sério...
E um deles é a tal da mediocridade. É sobre pessoas de potencial aceitarem serem somente boas. É sobre pegarem as pedras que a vida coloca no caminho e construirem um muro ao invés de um castelo.
Eu não sou melhor que ninguém. Mas eu quero construir um P*** castelo com todas as pedras que eu pego.
Eu quero ser a melhor pessoa/jogadora/auditora com as condições que me foram dadas! Ser a média para mim não é parte do que eu busco - eu posso até falhar, mas meu objetivo não será mediano.
E você pode falar: mas ela tem boa auto estima, ela tem isso, aquilo. Não.
Eu tenho é vontade.
Eu tenho a crença de que posso ser melhor.
E eu quero ser a melhor versão daquilo que eu posso ser.
Isso foram pedras que peguei no caminho.
E uma das minhas batalhas pessoais é que quero que esses potenciais vejam que podem ser mais que a média. Podem alcançar coisas incríveis e fazer a diferença no mundo. Não só passar por ele.
Quando me deparo com essas situações de pessoas desperdiçando potencial, tenho dificuldade de aplicar as minhas regras. Porque não consigo definir até que ponto é uma briga que posso comprar, e não tenho ainda força mental suficiente para resolver ou relevar.
Então me frustro.
Nesse momento, volto para aquilo que eu quero ser. Planejo meu objetivo e estabeleço minhas metas.
Vou ser minha melhor versão nesse momento perante a dificuldade que encontro. Umas pedrinhas a mais para construir num futuro próximo...
Mas lembrem-se: Não aceitem ser medianos. Inspirem. Façam. Lutem pela SUA crença.
VOCÊ PODE SER SUA MELHOR VERSÃO!
Vá atrás dela.
terça-feira, 27 de março de 2018
segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018
Sobre ganhos e perdas
Há uma semana começou o Desafio 40 dias de Treino do Studio Ação - são 40 dias seguidos de pelo menos 30 minutos de treino! E claro que eu, que quase não gosto de uma competição, to ali na pegada diária!
Na verdade essa rotina não é tão fora da minha de sempre entre cricket, golfe e funcional. Mas é interessante saber que você não pode tirar um dia inteiro de descanso - vai ter que estruturar 30 min de exercício para "descansar".
E foi o que fiz ontem - era domingo e minha única atividade programada era "apitar" dois jogos de cricket da nossa liga atual. Então, para ter meus 30 minutos de treino, decidi correr para o campo, coisa que já tinha feito no passado quando o golfe era na zona Sul.
Correr não é minha atividade favorita, mas ontem foi algo diferente - sem querer, eu fiz o mesmo trajeto que corri em agosto 2014, quando comecei a descobrir que não tinha algo correto comigo naquela época. Foi nas corridas de 2014 que descobri o benditinho tumor... e desde então, nunca mais tinha corrido.
E confesso que fiquei um pouco emocionada! A vida tem um jeitinho estranho de mostrar como as coisas evoluem e se você está atento, as respostas aparecem quando você menos espera.
Não tem como eu não ter algumas ocasionais incertezas sobre as escolhas que tomei na minha vida. Esse é o segundo ano que estou bastante envolvida em competições, preparações, treinos e isso afeta bastante minha rotina no geral. Minha vida familiar e social acabaram se transformando MUITO e eu não tenho mais a mesma rotina daquela pessoa que fez as corridas de 2014. Eu tenho uma dieta que sigo bem, quase nunca bebo, durmo cedo para acordar disposta para os treinos e passo bastante tempo viajando em competições.
Mas e dai!?
Daí que eu tenho descoberto que são ganhos e perdas. Nessa corrida de ontem, notei que ganhei coisas espetaculares nesse novo estilo de vida - eu tenho uma saúde linda, me sinto mais disposta, tenho mais confiança das minhas escolhas. É a vida crua, nua e maravilhosa!
Mas é claro, com todas essas viagens e atividades, eu perdi momentos da família, perdi tempo curtindo casa e cama, perdi amigos...
São ganhos e perdas.
2018 tem sido um ano de muita introspecção. Estou me observando mais, tentando evoluir nos meus pontos fracos e avaliando esses ganhos - e isso é um processo solitário. E às vezes até dolorido. Mas eu acho que na loucura de manter trabalho, casa, esportes e vida nos malabares diários é necessário parar e ver seus valores bem de pertinho!
Enquanto faço meu Desafio e só observo os sinais que Papai do Céu me dá.
Essa solidão era algo que eu estava precisando. E tem sido Especial!
Na verdade essa rotina não é tão fora da minha de sempre entre cricket, golfe e funcional. Mas é interessante saber que você não pode tirar um dia inteiro de descanso - vai ter que estruturar 30 min de exercício para "descansar".
E foi o que fiz ontem - era domingo e minha única atividade programada era "apitar" dois jogos de cricket da nossa liga atual. Então, para ter meus 30 minutos de treino, decidi correr para o campo, coisa que já tinha feito no passado quando o golfe era na zona Sul.
Correr não é minha atividade favorita, mas ontem foi algo diferente - sem querer, eu fiz o mesmo trajeto que corri em agosto 2014, quando comecei a descobrir que não tinha algo correto comigo naquela época. Foi nas corridas de 2014 que descobri o benditinho tumor... e desde então, nunca mais tinha corrido.
E confesso que fiquei um pouco emocionada! A vida tem um jeitinho estranho de mostrar como as coisas evoluem e se você está atento, as respostas aparecem quando você menos espera.
Não tem como eu não ter algumas ocasionais incertezas sobre as escolhas que tomei na minha vida. Esse é o segundo ano que estou bastante envolvida em competições, preparações, treinos e isso afeta bastante minha rotina no geral. Minha vida familiar e social acabaram se transformando MUITO e eu não tenho mais a mesma rotina daquela pessoa que fez as corridas de 2014. Eu tenho uma dieta que sigo bem, quase nunca bebo, durmo cedo para acordar disposta para os treinos e passo bastante tempo viajando em competições.
Mas e dai!?
Daí que eu tenho descoberto que são ganhos e perdas. Nessa corrida de ontem, notei que ganhei coisas espetaculares nesse novo estilo de vida - eu tenho uma saúde linda, me sinto mais disposta, tenho mais confiança das minhas escolhas. É a vida crua, nua e maravilhosa!
Mas é claro, com todas essas viagens e atividades, eu perdi momentos da família, perdi tempo curtindo casa e cama, perdi amigos...
São ganhos e perdas.
2018 tem sido um ano de muita introspecção. Estou me observando mais, tentando evoluir nos meus pontos fracos e avaliando esses ganhos - e isso é um processo solitário. E às vezes até dolorido. Mas eu acho que na loucura de manter trabalho, casa, esportes e vida nos malabares diários é necessário parar e ver seus valores bem de pertinho!
Enquanto faço meu Desafio e só observo os sinais que Papai do Céu me dá.
Essa solidão era algo que eu estava precisando. E tem sido Especial!
terça-feira, 26 de dezembro de 2017
Sobre um ano intenso
Foi um ano intenso.
Nessa mesma época, em 2016, eu estava terminando de determinar meu plano de campeonatos para 2017. Eram viagens, muito treino, muita organização e muita vontade.
Seis campeonatos de cricket e dez campeonatos de golfe depois, eu posso dizer uma coisa: que ano!
No cricket, tenho certeza de uma coisa: nunca treinei tanto. Tanto na parte técnica, quanto física, quanto emocional.
Tive a oportunidade capitanear nossa equipe de Poços nos Nacionais e conseguir a vitória com um time sólido e maduro - sim, menininhas maduras!
Tive a honra de ser nomeada capitã da Seleção e chegar muito perto do Tricampeonato. De sentir a emoção de ver a estratégia funcionar, de jogadores crescerem, de amigas chorarem de emoção!
Conheci atletas que admirava e treinei com jogadoras internacionais, de nível que almejo.
Foram muitos positivos e deixaram muita vontade de ter um 2018 de ainda mais intensidade. Eu quero mais para mim, para Poços, para as jogadoras do Brasil, para a Seleção. E vou buscar isso.
No golfe, foi uma introspecção inimaginável - me conheci como nunca. Vi como reajo no meu melhor. Vi como reajo no meus momentos de fraqueza. Tomei decisões maduras e acertadas. Vi tacadas que nunca tinha conseguido fazer e estratégias bem determinadas.
Também vi comportamentos que posso melhorar e colapsos que não quero repetir. Mas mesmo assim, nada tira de mim o quanto foi um ano de evolução.
Fisicamente, fiz milagres. Estendi a temporada de torneios ao limite - até chorar para parar de treinar.
E essas lágrimas foram minha forma de desacreditar que 2017 havia acabado.
E olhando pra trás, realmente difícil acreditar que em um ano coube toda essa bagagem e experiência.
Essa semana, assim como 2016, fiz o rascunho dos meus planos de 2018. Não poderia estar mais empolgada, mais feliz e com mais certeza que estou fazendo o que eu amo, pelos motivos certos.
Que venha 2018!
Que toda intensidade vire alegria!
segunda-feira, 27 de novembro de 2017
Sobre Pequenas Vitórias
Foi uma das semanas mais excitantes da minha vida.
Há algumas semanas recebi o e-mail para representar o Brasil na Copa Los Andes, competição sul americana em equipes, jogada na Bolívia em 2017. Eu sabia que o ano tinha sido difícil, que o nível da competição é alto e que seria desgastante fisicamente e mentalmente.
Mas o que eu não sabia era o que a Los Andes faz por você.
Eu não sabia o que o espírito de equipe faz com seu jogo. Eu não sabia que o esporte individual golfe pode ser tão coletivo quanto o que vivi essa semana. Eu não sabia que poderia tirar tanta força para buscar buracos que pareciam improváveis.
Foi uma semana de pequenas vitórias. De andar com a cabeça erguida e representando nossa bandeira com uma garra inexplicável. Foi de levantar a energia em cada batalha e dormir com a consciência em paz, sabendo que no final do dia, o melhor tinha sido feito.
Foi de lágrimas e de arrepios. Foi de gritar no green do 18 com a vitória no último buraco. Foi de embocar e gritar do coração "VAMOS BRASIL!".
Foi de Garra e de Amizade!
Eu jogo esportes coletivos há algum tempo - e mesmo assim, não encontrei palavras para explicar esse campeonato.
Mas uma coisa eu posso dizer: Jaqueta, Tati, Lau, Nina, Fer, Mimito: lutamos e saímos de cabeça erguida. Tenho muito orgulho de ter passado essa experiência com vocês.
Filho Teu Não Foge À Luta.
Hasta La Vista, P****!
quarta-feira, 1 de novembro de 2017
Finding inspiration in books
I'm reading a book about the Ronda Rousey and I'm FASCINATED. I have not even reached 25% of the reading yet and each chapter inspires me a little in the struggle of a woman, in a path unknown to the genre to show that YES, it is possible to pursue their dreams. I know that she had a great defeat in the past days, and I know they will value this detail more in the present times than other details. But there is no deny: if it weren't for Ronda, the competitors themselves would not have had room to develop and open the paths they are going through now. Anyway, I'm in super fan mode this week. And one thing that got my attention is that she talks about all her fights: from the one of who wants to wake up later and needs to train, from the fight between reconciling life and her dreams, the daily struggle to become a carrer person and a woman. That is, she has shown that every fight is valid. And each one has its own personal battle - small or large - but all valuable to whoever faces it! In my life, I bought a fight in February 2015 - after my thyroidectomy, I was trying to get back to golf and cricket practice and I heard a gentleman say: "Roberta, you will never be the same as before. You had Cancer and your body is not the same anymore. " Damn it!
What do you mean?
Will I never be able to be an athlete? Will my life change, and will I be that
person at the office desk going to the plaza on the weekend? Will I change my
crazy routine into a predictable one? And the future? And now? I was not even
30 years old yet. So much that I wanted to do and achieve. It's not possible
that I would have to abandon those dreams now. I was shocked! For a few days...
But I am a Moretti
and the stubbornness has struck! I promised myself I would show that YES, it
was possible to return to the life I had before and I would show.
These were months of daily battles. Trainings with pain, endless fatigue, difficulty in performance, concentration, memory. Each day with goals hit seemed a whole war defeated. These good days happened once a week, then twice, then 3 times...
During these months, Studio Ação came along, who offered to help in the physical area
(they are a functional training gym in my hometown). A few months later, I
received help on the nutritional side. And in a few months my body was back to
normal, the training was as before and the mindset started to
believe again. I returned to the competitions of golf and cricket still in
2015, I had great achievements and today I am in my best physical and
professional moment.
The battle is
STILL a daily one. There are moments that the pains return, the hormonal
control has to be constant, my mind sometimes is slaughtered, and don’t feel
like training. But with every bad moment, I want to be stronger. I want
to be more on top and look at that day that "I would never be
the same as before," hit my chest and say: NO, I WON’T.
Today, I am
better than I was before 2015! And I want to be better every day.
Every training session. Every competition.
I want to be better with every fall. Every disappointment. Every moment of weakness.
The fight is now. It is to overcome barriers and say: YES, I can!
We ALL can all,
every day!
The first step
to getting what you want may be the next one.
Believe in it. NOW! ;)
terça-feira, 31 de outubro de 2017
Sobre livros que inspiram
Estou lendo um livro sobre a Ronda Rousey e estou FASCINADA. Não cheguei nem em 25% da leitura ainda e cada capítulo me inspiro um pouco na luta de uma mulher, num caminho desconhecido para o gênero para mostrar que SIM, é possível buscar seus sonhos.
Eu sei que ela teve uma grande derrota atualmente, e sei que vão valorizar mais esse detalhe nos tempos atuais que outros. Mas não há o que negar: se não fosse ela, as próprias concorrentes não teriam tido espaço para se desenvolver e abrir os caminhos que estão percorrendo agora. Enfim, estou no momento super fã essa semana.
E algo que me chamou atenção é que ela fala de todas as suas lutas: daquela de quem quer acordar mais tarde e precisa treinar, da luta entre conciliar a vida e seus sonhos, a luta diária de se fazer profissional e mulher. Ou seja, ela evidenciou que toda batalha é válida. E cada um tem a sua própria batalha pessoal - pequena ou grande, mas todas de valor para quem a tem!
Na minha vida, eu comprei uma batalha em fevereiro de 2015 - após minha cirurgia para retirada da tireoide, estava tentando voltar aos treinos de golfe e cricket e ouvi um senhor falar: "Roberta, você nunca mais vai ser a mesma de antes. Você teve Câncer e seu corpo não é mais o mesmo."
Caramba!
Como assim? Será que eu nunca mas vou conseguir ser atleta? Será que minha vida vai mudar e vou ser aquela pessoa na mesa do escritório indo à praça no fim de semana? Será que vou trocar minha rotina louca por uma rotina previsível? E o futuro? E agora? Eu não tinha nem 30 anos ainda. Tanta coisa que eu queria alcançar e conseguir. Não é possível que eu iria ter que abandonar esses sonhos agora. Me vi chocada! Por alguns dias...
Mas sou Moretti e a teimosia bateu! Eu me prometi que iria mostrar que sim, era possível voltar a vida que tinha antes e eu iria mostrar.
Foram meses de batalhas diárias. Treinos com dores, cansaço interminável, dificuldade de performance, concentração, memória. Cada dia com objetivos atingidos pareciam uma guerra inteira vencida. Esses dias bons passaram a acontecer uma vez à semana, depois 2, depois 3...
No meio do caminho, surgiu o Studio Ação, que se ofereceu para ajudar na parte física. Alguns meses depois, recebi ajuda na parte nutricional. E em poucos meses o meu corpo voltou à normalidade, os treinos voltaram a ser como antes e a cabeça voltou a acreditar. Voltei às competições de golfe e cricket ainda em 2015, consegui conquistas lindas e hoje estou no meu melhor momento físico e profissional.
A batalha AINDA é diária. Há períodos que as dores voltam, o controle hormonal tem que ser constante, o psicológico às vezes se abate, que não dá vontade de ir treinar. Mas a cada baque, eu quero ser mais forte. Quero dar uma volta ainda maior por cima e olho praquele dia que "eu nunca seria a mesma de antes", bato no peito e digo: NÃO MESMO.
Eu hoje sou melhor que era antes de 2015! E quero ser melhor a cada dia.
A cada treino. A cada competição.
Quero ser melhor a cada tombo. A cada decepção. A cada momento de fraqueza.
A luta é agora. É vencer barreiras e dizer: eu posso sim!
Todas nós podemos, todos os dias!
O primeiro passo para conseguir o que você quer pode ser o próximo.
Acredite. Agora!
Eu sei que ela teve uma grande derrota atualmente, e sei que vão valorizar mais esse detalhe nos tempos atuais que outros. Mas não há o que negar: se não fosse ela, as próprias concorrentes não teriam tido espaço para se desenvolver e abrir os caminhos que estão percorrendo agora. Enfim, estou no momento super fã essa semana.
E algo que me chamou atenção é que ela fala de todas as suas lutas: daquela de quem quer acordar mais tarde e precisa treinar, da luta entre conciliar a vida e seus sonhos, a luta diária de se fazer profissional e mulher. Ou seja, ela evidenciou que toda batalha é válida. E cada um tem a sua própria batalha pessoal - pequena ou grande, mas todas de valor para quem a tem!
Na minha vida, eu comprei uma batalha em fevereiro de 2015 - após minha cirurgia para retirada da tireoide, estava tentando voltar aos treinos de golfe e cricket e ouvi um senhor falar: "Roberta, você nunca mais vai ser a mesma de antes. Você teve Câncer e seu corpo não é mais o mesmo."
Caramba!
Como assim? Será que eu nunca mas vou conseguir ser atleta? Será que minha vida vai mudar e vou ser aquela pessoa na mesa do escritório indo à praça no fim de semana? Será que vou trocar minha rotina louca por uma rotina previsível? E o futuro? E agora? Eu não tinha nem 30 anos ainda. Tanta coisa que eu queria alcançar e conseguir. Não é possível que eu iria ter que abandonar esses sonhos agora. Me vi chocada! Por alguns dias...
Mas sou Moretti e a teimosia bateu! Eu me prometi que iria mostrar que sim, era possível voltar a vida que tinha antes e eu iria mostrar.
Foram meses de batalhas diárias. Treinos com dores, cansaço interminável, dificuldade de performance, concentração, memória. Cada dia com objetivos atingidos pareciam uma guerra inteira vencida. Esses dias bons passaram a acontecer uma vez à semana, depois 2, depois 3...
No meio do caminho, surgiu o Studio Ação, que se ofereceu para ajudar na parte física. Alguns meses depois, recebi ajuda na parte nutricional. E em poucos meses o meu corpo voltou à normalidade, os treinos voltaram a ser como antes e a cabeça voltou a acreditar. Voltei às competições de golfe e cricket ainda em 2015, consegui conquistas lindas e hoje estou no meu melhor momento físico e profissional.
A batalha AINDA é diária. Há períodos que as dores voltam, o controle hormonal tem que ser constante, o psicológico às vezes se abate, que não dá vontade de ir treinar. Mas a cada baque, eu quero ser mais forte. Quero dar uma volta ainda maior por cima e olho praquele dia que "eu nunca seria a mesma de antes", bato no peito e digo: NÃO MESMO.
Eu hoje sou melhor que era antes de 2015! E quero ser melhor a cada dia.
A cada treino. A cada competição.
Quero ser melhor a cada tombo. A cada decepção. A cada momento de fraqueza.
A luta é agora. É vencer barreiras e dizer: eu posso sim!
Todas nós podemos, todos os dias!
O primeiro passo para conseguir o que você quer pode ser o próximo.
Acredite. Agora!
terça-feira, 17 de outubro de 2017
Sobre um Sul Americano
Essa é a imagem que tenho na minha cabeça do campeonato.
Há cerca de três meses tivemos algumas mudanças na Seleção. Perdemos nossa capitã, perdemos nossa rebatedora de abertura e perdemos nosso coach. Tudo junto. Em uma só mensagem.
Eu, que já estava a mil no organização da viagem do Sul Americano, levei alguns momentos pra me recompor. Eu sabia que um dia eu teria que tomar essa decisão com o cricket - mas nunca imaginava que seria agora.
Respirei e me coloquei a disposição para ser Capitã da equipe e estruturar o time para o Campeonato. E junto comigo, foi indicada e mais que aceita, outra parceira de equipe, Ana!
E foram três meses de noites dormidas pela metade, stress, planilhas, números e determinação. Eu já tenho uma rotina acelerada somente com o meu trabalho, família e treinamentos - de golfe e cricket - então, adicionar as atribuições da capitania da Seleção foi algo que levou minha ansiedade e tensão a mil. Me fez pensar: o que eu posso fazer em três meses que fará o time dar e ser o seu melhor? Como eu posso melhorar esse time?
Junto com a Ana, fizemos um plano. E seria jogar com Respeito, jogar com Garra e jogarmos Unidas! Que mesmo com todas as dificuldades que todas as jogadoras estavam passando, íamos dar o nosso melhor e lutarmos!
E o campeonato foi assim! Foi como essa foto. Foi de garra, foi de trazer o melhor de cada uma, foi de dar 1% a mais daquilo que costumamos dar.
Vi jogadoras tímidas serem mulheres de peito no jogo. Vi meninas se tornarem muralhas no fielding. Vi arremessos que jogadoras experientes não batiam. Vi rebatidas em quem não confiava e vi confiança ser dividida por quem não acreditava mais.
Chorei, gritei, me emocionei.
Foi de crescer a cada dia e chegar como o melhor time que podíamos ser na final!
E chegamos. Perdemos a final em detalhes. Lutamos até a última bola.
Saímos aplaudidas de pé por todos que assistiam.
E disse para minha equipe e repito: se não estamos no cricket por esses momentos, não sei porque estamos aqui.
Obrigada, Seleção Brasileira de Cricket Feminino 2017!
Somos Vice Campeãs com gosto de quero mais.
Que venha Bogotá 2018!
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