No começo do ano, inicei esse blog com o intuito de registrar meus torneios no golfe, tanto minhas derrotas quanto as vitórias, os méritos e pontos a melhorar no fim de competição. Acabei levando um pouco do blog também para o cricket, onde o foco mental e estratégico também prevalecem e agora vou trazer um pouco para minha vida pessoal.
Esse ano de 2014 foi bastante produtivo no golfe: ganhei maturidade e perdi alguns medos. Com isso, o swing ficou mais compacto e alguns resultados começam a aparecer. Acredito que essa combinação foi o porquê obtive alguns resultados e mantendo isso tenho muito a crescer. Estava firme e forte para acabar 2014 com o meu melhor resultado pessoal e bem colocada no ranking net e scratch, focando em aprimorar para 2015.
Mas ao sair do Aberto do SPGC, o que eu não esperava é que não jogaria mais em 2014 nos torneios paulistas programados e Bandeirantes. Há alguns messes, fiz alguns exames por causa de uma mudança súbita de pressão e acabei encontrando um nódulo que depois de uma biópsia se revelou maligno. Ou seja, na última semana troquei treinos por médicos, exames e trocarei os próximos torneios por cirurgia para retirada do tumor e depois no mínimo 30 dias sem nenhum exercício físico, além de 6 meses sem sol.
Eu poderia ficar revoltada! Aclamar por que eu seria vítima do tal câncer? Ou reclamar por que raios eu que sou saudável, pratico esportes, como bem, não tenho nem 30 anos, vegetariana... por que raios EU teria isso?
Porém, eu não consigo cair nesse perfil de vítima. Na verdade, eu prefiro que aconteça em mim a ter o mesmo em uma pessoa que eu amo. Porque eu sei que eu tenho força para passar pela cirurgia, pelo tempo sem o esporte, pelo questionário de pessoas próximas e pelo hospital sem problemas, sorrindo. Eu me conheço: na primeira oportunidade no centro cirúrgico farei uma piadinha e sei que meu médico vai me dar bronca por estar batendo putters ao invés de estar quieta em casa!
Faz uma semana que li a biopsia que me deixou em choque por algumas horas. E o que eu vi foi que não tive má sorte com o resultado. Eu fui uma pessoa SORTUDA PRA CARAMBA - encontrei um câncer tranquilo de ser tratado, com chance de cura acima de 90%, provavelmente ainda no início e tive um apoio fantástico de todo mundo que convivo - desde a minha família, até meus amigos próximos, até pessoas que convivo no esporte que foram e estão sendo fantásticas...
Estive de visita no Japy no último fim de semana e acompanhei o Aberto do CCSP de longe nessa semana - claro que a mão coça de vontade de jogar. O golfe me faz bem, estar com os amigos me faz bem! Mas o momento agora é de me cuidar e voltar forte pra 2015!
Estou animada para os treinos até a data da cirurgia e depois vou respeitar meu tempo de descanso. Torcer para que não seja necessário nenhuma terapia extra e voltar aos campos o mais rápido possível. Não somente para ganhar, não somente para ser a primeira do ranking: mas para jogar o esporte mais maravilhoso que conheço, que me faz ser uma pessoa melhor e encontrar amigos sensacionais.
Já já estou de volta ao Tour! Crianças, comportem-se até lá! :)
quinta-feira, 16 de outubro de 2014
segunda-feira, 29 de setembro de 2014
Decepção com o esporte coletivo
Logo após o término do Aberto do SPGC, voltei à Poços para a 2° Etapa do Campeonato Brasileiro Feminino de Cricket. Estava muito animada, pois adoro as meninas de Brasília - que são nossas adversárias - temos uma sintonia legal e tenho um respeito ainda maior por todas elas desde que viajamos para o Peru juntas como Seleção Brasileira.
Eu sou muito competitiva no golfe e no cricket - tenho raça, determinação e vontade. Entro para ganhar, mesmo sabendo que não sou a jogadora/time mais forte. Não abaixo a cabeça até o final e como capitã da equipe do cricket Poços de Caldas, tenho que ter energia para contagiar minhas atletas com determinação, foco e raça.
Mas acima de tudo isso, há um princípio em mim muito forte e prevalecente: o Respeito! Eu vou até onde acho que o respeito permite e faço até onde eu acho que seria justo se fizessem comigo.
Entrei no cricket para aprender a viver nos esportes coletivos novamente. No golfe, o jogo é entre você e o campo, você julga seu jogo e analisa suas penalidades e azares e isso é extremamente auto crítico. Já tive penalidades que foram auto aplicadas mesmo que nenhum competidor tenha visto e pratico o esporte para ser uma melhor jogadora e ainda mais MELHOR PESSOA. O cricket é diferente: a pressão é explícita e as penalidades são impostas pelo umpire, quer você aceite ou não. O jogo é individual, mas você depende do seu time - e eu acho essa combinação fascinante.
Tivemos dois jogos no sábado, mas nossa equipe não teve conexão no primeiro e perdemos. No segundo, tudo deu certo e conseguimos uma vitória - fomos para a final no domingo com chance de sermos campeãs. Essa vitória foi muito boa para nossa equipe, que desde março sofre com comentários sobre problemas que houveram na primeira etapa, onde muitos acham que foi injusta. Eu tenho minha opinião própria sobre isso e respeito quem tenha uma divergente. Porém, nossa auto estima ficou mais forte com esse jogo por sabermos que conseguimos ganhar de uma equipe mais experiente.
Na final, o jogo foi tenso. As meninas de BSB rebateram bem e tínhamos que superar nosso recorde para acompanhar o resultado. Entrei no jogo focada e sabia que não poderia ser eliminada! Não teria outra chance.
Em um lance apertado, onde buscamos um ponto com pouca margem de erro, corri para o wicket e vi que estava muito justo e saltei para a linha. Na queda, vi que havia acertado a bowler de BSB. Primeira coisa que fiz foi perguntar se ela estava bem, com nós duas ainda no chão. Estava meio atordoada, meus pads viraram, tirei a luva, consertei os pads, demorei além do normal para me recompor - pedi desculpas (detesto atrasar o jogo) e continuei.
Logo depois disso, vi que o jogo estava muito tenso. Mesmo nos overs finais, quando nossa chance de ganhar era mínima, tudo ainda estava muito tenso. Achei que fosse pela concentração de final de campeonato, ou por alguns erros que afetaram o jogo. Mas algumas horas mais tarde descobri que não - o jogo estava tenso pois algumas atletas acharam que meu lance de contato com a bowler havia sido proposital.
Eu fiquei chocada. Durante toda a preparação do campeonato, das minhas meninas, durante o jogo, tudo que disse para minha equipe foi: pratiquem o respeito. Não tivemos gritos de guerra sugeridos que faltaram com educação, sempre que alguma atleta menos experiente u mais energizada tentava criar (ou ver) intriga nós mostrávamos como isso não era a prática da equipe, impus como regra que podíamos ter raça, podíamos gritar nossos corações para fora, podíamos lutar até nosso último minuto, mas isso somente seria válido se o respeito fosse imperativo.
Quem convive comigo sabe que isso é algo do meu dia a dia. Não sou perfeita, tenho meus piques de stress, falo mais do que às vezes quero por impulsividade - mas o respeito e algo está no topo da minha lista. E pensar que pessoas que convivem/conviveram comigo possam pensar que eu seria capaz de tal ato, partiu meus sentimentos e me deixou arrasada com o fim de semana.
Estamos sujeitos à criticas sempre. E eu levo críticas muito à sério porque é mais fácil crescer com elas do que com elogios. Mas esse sentimento que tive ontem fugiu do meu controle de emoções - desabei. Foi muito triste ver essa descrença nos meus princípios. Quem me conhece, sabe que o que aconteceu foi um acidente que infelizmente machucou uma atleta.
Triste. Passa, mas machuca.
Eu sou muito competitiva no golfe e no cricket - tenho raça, determinação e vontade. Entro para ganhar, mesmo sabendo que não sou a jogadora/time mais forte. Não abaixo a cabeça até o final e como capitã da equipe do cricket Poços de Caldas, tenho que ter energia para contagiar minhas atletas com determinação, foco e raça.
Mas acima de tudo isso, há um princípio em mim muito forte e prevalecente: o Respeito! Eu vou até onde acho que o respeito permite e faço até onde eu acho que seria justo se fizessem comigo.
Entrei no cricket para aprender a viver nos esportes coletivos novamente. No golfe, o jogo é entre você e o campo, você julga seu jogo e analisa suas penalidades e azares e isso é extremamente auto crítico. Já tive penalidades que foram auto aplicadas mesmo que nenhum competidor tenha visto e pratico o esporte para ser uma melhor jogadora e ainda mais MELHOR PESSOA. O cricket é diferente: a pressão é explícita e as penalidades são impostas pelo umpire, quer você aceite ou não. O jogo é individual, mas você depende do seu time - e eu acho essa combinação fascinante.
Tivemos dois jogos no sábado, mas nossa equipe não teve conexão no primeiro e perdemos. No segundo, tudo deu certo e conseguimos uma vitória - fomos para a final no domingo com chance de sermos campeãs. Essa vitória foi muito boa para nossa equipe, que desde março sofre com comentários sobre problemas que houveram na primeira etapa, onde muitos acham que foi injusta. Eu tenho minha opinião própria sobre isso e respeito quem tenha uma divergente. Porém, nossa auto estima ficou mais forte com esse jogo por sabermos que conseguimos ganhar de uma equipe mais experiente.
Na final, o jogo foi tenso. As meninas de BSB rebateram bem e tínhamos que superar nosso recorde para acompanhar o resultado. Entrei no jogo focada e sabia que não poderia ser eliminada! Não teria outra chance.
Em um lance apertado, onde buscamos um ponto com pouca margem de erro, corri para o wicket e vi que estava muito justo e saltei para a linha. Na queda, vi que havia acertado a bowler de BSB. Primeira coisa que fiz foi perguntar se ela estava bem, com nós duas ainda no chão. Estava meio atordoada, meus pads viraram, tirei a luva, consertei os pads, demorei além do normal para me recompor - pedi desculpas (detesto atrasar o jogo) e continuei.
Logo depois disso, vi que o jogo estava muito tenso. Mesmo nos overs finais, quando nossa chance de ganhar era mínima, tudo ainda estava muito tenso. Achei que fosse pela concentração de final de campeonato, ou por alguns erros que afetaram o jogo. Mas algumas horas mais tarde descobri que não - o jogo estava tenso pois algumas atletas acharam que meu lance de contato com a bowler havia sido proposital.
Eu fiquei chocada. Durante toda a preparação do campeonato, das minhas meninas, durante o jogo, tudo que disse para minha equipe foi: pratiquem o respeito. Não tivemos gritos de guerra sugeridos que faltaram com educação, sempre que alguma atleta menos experiente u mais energizada tentava criar (ou ver) intriga nós mostrávamos como isso não era a prática da equipe, impus como regra que podíamos ter raça, podíamos gritar nossos corações para fora, podíamos lutar até nosso último minuto, mas isso somente seria válido se o respeito fosse imperativo.
Quem convive comigo sabe que isso é algo do meu dia a dia. Não sou perfeita, tenho meus piques de stress, falo mais do que às vezes quero por impulsividade - mas o respeito e algo está no topo da minha lista. E pensar que pessoas que convivem/conviveram comigo possam pensar que eu seria capaz de tal ato, partiu meus sentimentos e me deixou arrasada com o fim de semana.
Estamos sujeitos à criticas sempre. E eu levo críticas muito à sério porque é mais fácil crescer com elas do que com elogios. Mas esse sentimento que tive ontem fugiu do meu controle de emoções - desabei. Foi muito triste ver essa descrença nos meus princípios. Quem me conhece, sabe que o que aconteceu foi um acidente que infelizmente machucou uma atleta.
Triste. Passa, mas machuca.
sexta-feira, 26 de setembro de 2014
Virando os números
Essa semana participei do tradicionalíssimo Aberto do São Paulo Golf Club, um dos campos mais lindos do Brasil e casa de grandes jogadores! Super organização, pessoas maravilhosas e muitas jogadoras - um evento para prestigiar sempre.
Torneios no meio da semana são um pouco complicados para mim ainda em performance - a mente fica um pouco ligada no trabalho, não consegui chegar antes para treinar e joguei o campo pela primeira vez já no campeonato!
Mas foi delicioso - o campo é realmente perfeito, técnico, greens rápidos e com oportunidades de birdes e triples - como o dia estava mais para triples, joguei um mero 87 - fiz 3 triples e não emboquei os birdies - a batida não estava muito ruim, mas fiz escolhas erradas de tacos e confesso que li mal os fairways. Mas apesar de tudo, tentei lembrar somente do pouco que tinha dado certo.
Comecei mal no driving range no segundo dia - alguns shanks e muitas tacadas pesadas. Então já sabia que teria que focar além do normal para jogar bem e manter o swing limpo. Nas últimas semanas, acertei um pouquinho o back swing e parei de ter um fade que estava comigo há alguns meses e voltei a ter draw (o que eu acho muito melhor para o meu jogo) e isso ainda faz que eu tenha uma variação ampla entre tacadas - variação quase nunca desejada!
Foquei e abri o jogo com um birdie, mas já em seguida tive que caprichar para fazer um double. Notei que o jogo seria de emoções e se perdesse o foco, o campo iria me penalizar. Segui com pares, fiz mais um birdie e pela primeira vez na vida rodei 36 em 9 buracos em um Campeonato. Não acreditava - o jogo continuou e pequei mais duas vezes nos putters e outros dois doubles - no fim acabei com 78, 3 doubles, 2 birdies e 2 bogeys. Li melhor o campo, evitamos áreas de risco e isso tinha compensado! Rendeu o Vice-Scratch e 1° no Handicap Index.
Esse ano tem sido muito bom para o meu jogo e minha maturidade em campo - foi o ano da primeira vez que ganhei um Torneio Scratch, primeira vez que rodei abaixo de 80 nos dois dias, primeira volta de 36! E isso me anima muito. Sei que o golfe tem seus altos e baixos e em questão de dias (às vezes BURACOS) o jogo pode mudar bastante, Então o objetivo para o resto de 2014 e 2015 é: MANTER O FOCO! Não importa o campo, o dia, os parceiros mas foco é fundamental - são até 5 horas de jogo e perder a concentração é muito fácil num período extenso de tempo, mas se conseguir manter a cabeça no lugar certo, facilita o jogo e os scores tem mais chances de vir.
Estou feliz! É só um jogo, mas faz um bem danado ;)
segunda-feira, 1 de setembro de 2014
Foco no jogo mental
Esse fim de semana participei do lindo 10° Torneio Aberto do Broa Golf Resort - Taça Fernando de Arruda Botelho, que é sempre um grande evento do interior paulista. Jogo esse torneio desde 2011, quando ainda tínhamos poucos jogadores - hoje, a lista de espera é enorme e o fim de semana é sempre uma grande festa em um dos melhores campos de golfe do país.
Treinei sexta, com uma boa batida mas dificuldades nos approachs e putters - que é ainda um ponto a melhorar bastante no meu jogo. Estou mudando meu toque de putter para ter mais fluência e menos impacto brusco então ainda vario bastante nesse quesito.
Sábado tive uma ótima primeira volta e um grande soluço no início da segunda - dois greens de três putters e um triple nos primeiros 3 buracos. Tenso! Precisava focar e voltar ao jogo que estava para manter qualquer chance no Campeonato - meu primo e caddie, Tavinho, me ajudou muito a manter o foco e conseguimos: fizemos 5 pares seguidos e com uma pequena turbulência acabamos com um double - uma volta inicial de 81, empatados com a Barata - grande jogadora! Ainda precisava melhorar os putters e approachs de 40-50 jardas que estavam prejudicando chances de birdie em alguns buracos onde meus drivers estavam dando essa oportunidade.
Jogar domingo dividindo a liderança ainda é uma sensação nervosa para mim. Meu foco era fazer cada swing bem! Nada mais - jogar com calma e ter um bom toque no putter - uma hora eles iriam cair! Comecei a volta muito bem e cheguei a abrir 4 tacadas de vantagem, mas eu sei que isso, aos primeiros 9 buracos, ainda é pouco. E foram mesmo. Vi minha vantagem ir água abaixo em 4 buracos e acabei a primeira volta ainda empatada - e o sol queimando!!!
No intervalo entre voltas, esperamos um pouquinho. Pensei em todos os torneios em que eu estava confiante e sumi na última volta! Pensei em como o jogo mental era minha chave agora e não podia enfraquecer - o calor estava fortíssimo e estava um pouco cansada - aumentei na nutrição, na hidratação e insisti: não vou enfraquecer. Não posso, não quero!
Mantive a mesma estratégia: fazer um bom swing e manter o toque de putter. Com isso, emboquei um lindo birdie no 10, de longe! Me senti bem, mais aliviada - retomara uma tacada de vantagem, mas essa tacada sumiu no 12. Estava batendo bem e no 13 outro putter de bastante importância veio e fechei o par. Porém no 14 errei um putter mínimo e não consegui abrir mais uma.
Os próximos buracos foram de muitos erros e importantes acertos. Mas uma coisa mudou: eu estava melhor mentalmente. Mesmo com os erros no 15, o cross bunker no 16, o quase lago no 17, eu estava com a mente clara e isso ajudou a manter o swing em boa forma.
Cheguei no 18 com duas tacadas de vantagem e o último putter caiu como um grito de alívio depois de 36 buracos tensos, com uma baita jogadora atrás e pressão interna e externa no jogo. Tinha acabado e meu corpo cedeu ao stress - tremia de felicidade!!
Esse ano tem sido uma reviravolta para o meu golfe. E o foco é melhorar o swing, melhorar o jogo mental e estar bem fisicamente! Não importa o campo, o dia da semana, o adversário, nem mesmo importa o clima - tenho que focar na mentalidade correta! E dentre vários fatores, com certeza isso me ajudou nesse fim de semana.
E saber que nosso trabalho está no caminho certo é bom demais... :)
Treinei sexta, com uma boa batida mas dificuldades nos approachs e putters - que é ainda um ponto a melhorar bastante no meu jogo. Estou mudando meu toque de putter para ter mais fluência e menos impacto brusco então ainda vario bastante nesse quesito.
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| Broa Golf Resort - Buraco 6 - Foto por Ricardo Fonseca e Thais Pastor |
Sábado tive uma ótima primeira volta e um grande soluço no início da segunda - dois greens de três putters e um triple nos primeiros 3 buracos. Tenso! Precisava focar e voltar ao jogo que estava para manter qualquer chance no Campeonato - meu primo e caddie, Tavinho, me ajudou muito a manter o foco e conseguimos: fizemos 5 pares seguidos e com uma pequena turbulência acabamos com um double - uma volta inicial de 81, empatados com a Barata - grande jogadora! Ainda precisava melhorar os putters e approachs de 40-50 jardas que estavam prejudicando chances de birdie em alguns buracos onde meus drivers estavam dando essa oportunidade.
Jogar domingo dividindo a liderança ainda é uma sensação nervosa para mim. Meu foco era fazer cada swing bem! Nada mais - jogar com calma e ter um bom toque no putter - uma hora eles iriam cair! Comecei a volta muito bem e cheguei a abrir 4 tacadas de vantagem, mas eu sei que isso, aos primeiros 9 buracos, ainda é pouco. E foram mesmo. Vi minha vantagem ir água abaixo em 4 buracos e acabei a primeira volta ainda empatada - e o sol queimando!!!
No intervalo entre voltas, esperamos um pouquinho. Pensei em todos os torneios em que eu estava confiante e sumi na última volta! Pensei em como o jogo mental era minha chave agora e não podia enfraquecer - o calor estava fortíssimo e estava um pouco cansada - aumentei na nutrição, na hidratação e insisti: não vou enfraquecer. Não posso, não quero!
Mantive a mesma estratégia: fazer um bom swing e manter o toque de putter. Com isso, emboquei um lindo birdie no 10, de longe! Me senti bem, mais aliviada - retomara uma tacada de vantagem, mas essa tacada sumiu no 12. Estava batendo bem e no 13 outro putter de bastante importância veio e fechei o par. Porém no 14 errei um putter mínimo e não consegui abrir mais uma.
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| Broa Golf Resort - Buraco 2 - Foto por Ricardo Fonseca e Thaís Pastor |
Os próximos buracos foram de muitos erros e importantes acertos. Mas uma coisa mudou: eu estava melhor mentalmente. Mesmo com os erros no 15, o cross bunker no 16, o quase lago no 17, eu estava com a mente clara e isso ajudou a manter o swing em boa forma.
Cheguei no 18 com duas tacadas de vantagem e o último putter caiu como um grito de alívio depois de 36 buracos tensos, com uma baita jogadora atrás e pressão interna e externa no jogo. Tinha acabado e meu corpo cedeu ao stress - tremia de felicidade!!
Esse ano tem sido uma reviravolta para o meu golfe. E o foco é melhorar o swing, melhorar o jogo mental e estar bem fisicamente! Não importa o campo, o dia da semana, o adversário, nem mesmo importa o clima - tenho que focar na mentalidade correta! E dentre vários fatores, com certeza isso me ajudou nesse fim de semana.
E saber que nosso trabalho está no caminho certo é bom demais... :)
65° Aberto de Golfe do Estado - Embrase
Esse fim de semana tivemos o 65° Aberto de Golfe do Estado, organizado pela FPG no belíssimo campo do Terras de São José, em Itu, com o apoio da Embrase, nossa querida parceira!
Eu adoro o campo do TSJGC - gosto das chances que o campo oferece e sei de algumas armadilhas. Estou naquela fase do golfe que o swing anda instável e minha confiança ainda não é firme, então posso fazer o jogo da vida ou da tragédia. A sensação ao chegar no TSJGC era de curiosidade: será que o jogo ia entrar esse fim de semana?
Eu ainda tenho um certo preconceito com jogo às sextas. Estou sempre ligada no trabalho, checando e-mails, acordo em dia útil... Parece que não é dia de torneio! Costumo não marcar nem match-play às sextas. Então fui pro campo um pouco fora de timing e o cartão mostrou: fiz somente dois pares, três birdies e muitas besteiras - de três putters à shanks! Não posso nem dizer que fiquei chateada, estava somente decepcionada por ter voltado perto da estaca 0 com relação à minha confiança em campeonatos. Mas, notei que a minha atitude estava errada desde o princípio e tinha ainda dois dias para reconquistar meu jogo.
Sábado e domingo foram dias muito parecidos - decidi ir sem caddie e avaliar o jogo sozinha. Entrei mais centrada, cometi erros, mas consegui fazer uma média de 10 pares e um birdie por rodada - o que não significou que o jogo foi bom! Fiz doubles, triples e excessos além - conheci o campo de formas que ainda não conhecia.
Mas a experiência de um campo diferente, com pessoas de jogos distintos, leitura de greens, fairways e momentos de jogo valeram a pena. O golfe é um jogo de ups e downs e temos que aceitar tanto que as fases boas quanto ruins vão passar - temos que ter serenidade para viver cada uma delas com paz! E manter sempre a mente positiva - é nela que ganhamos (ou perdemos) um jogo.
E essa menina fofa e linda fez com que eu revivesse muito dos meus juvenis - a desejo muita sorte e bom golfe no seu futuro!!
Mas a experiência de um campo diferente, com pessoas de jogos distintos, leitura de greens, fairways e momentos de jogo valeram a pena. O golfe é um jogo de ups e downs e temos que aceitar tanto que as fases boas quanto ruins vão passar - temos que ter serenidade para viver cada uma delas com paz! E manter sempre a mente positiva - é nela que ganhamos (ou perdemos) um jogo.
E essa menina fofa e linda fez com que eu revivesse muito dos meus juvenis - a desejo muita sorte e bom golfe no seu futuro!!
segunda-feira, 11 de agosto de 2014
A tristeza da falta de respeito
Eu tenho realmente uma paixão enorme por esportes. Sou capaz de ficar 6h durante 4 dias seguidos na frente da TV assistindo um campeonato de golfe, depois de já ter jogado 36 buracos no fim de semana e falar de swings, greens, putters, roupas e temperamento de cada jogador! E ainda assistir tênis no intervalo e falar do vôlei feminino e planejar o treino de cricket de segunda a quarta (sim, essa é a descrição do meu último fim de semana)!
E apesar de amar a grande maioria dos esportes, escolhi praticar golfe e cricket. E acho que o que me atrai tanto em ambos é o fato de serem esportes de extrema concentração, controle, o "mindset" correto - esporte de "gentlemen", onde o adversário joga bem e você deseja um sincero 'Boa Bola' e admira o bom jogo. Mesmo que não seja seu!
Mas na mesma proporção que eu amo meus esportes, eu fico extremamente contrariada com a falta de respeito em campo de jogadores veteranos - tanto com o esporte, quanto com o clube, companheiros de jogo, funcionários, caddies... e esse domingo foi um dia triste para mim em campo.
Chegamos em 5 jogadores para um jogo às 8 horas. Sorteamos os grupos e sai em um grupo de 2 pessoas e 3 outros amigos no grupo atrás. Apesar do meu jogo não estar bom, o dia estava lindo. Que combinação de golfe + sol + amigos dá errado!?
Mas ao sair para o buraco 10, vimos que tínhamos um grupo de 5 jogadores na nossa frente. E isso é algo que me tira do sério: CINCO JOGADORES! Nós estávamos em 5 pessoas há menos de 2 horas atrás no tee de saída e nos dividimos - porque senhores bem sucedidos e de boa família pensam que quebrar as regras da etiqueta do golfe é NORMAL? Porque eles pensam que podem ser maiores e melhores que as regras de um dos esportes mais "gentlemen" existentes no nosso país? E ainda por cima de forma consciente!
Após o incidente ontem, eu não fiquei irada como costumo ficar, o que senti foi uma profunda tristeza! Tristeza de saber que a falta de respeito ainda impera entre alguns, em um lugar onde o princípio é a honestidade e cavalheirismo.
Somos um clube pequeno e de bastante tradição, então não temos ainda um Starter, ou seja, cada um é responsável pelo seu tee time e o bom senso deve imperar. Além de atrapalhar o fluxo do campo, segurar os grupos, esses casos conseguem retirar o mindset daqueles que administram e trabalham para fazer um clube melhor. Demonstram extrema falta de respeito e nada justifica essa atitude, nem o uso de um cart, nem a aposta entre os cinco jogadores, nem o fator "andamos rapidinho-então-não-tem-problema"!
Graças à Deus e à boa educação, exemplos como esse acontecem com menos frequencia hoje no esporte e trabalhamos sempre para mostrar que o esporte é MELHOR quando as pessoas são MELHORES. E creio fielmente que o melhor a fazer é sempre ser o exemplo para aquilo que você deseja encontrar no campo. Eu ainda tenho muito a aprimorar, mas acordo todos os dias pensando que preciso ser uma pessoa melhor para mim, meu redor e meu esporte.
E você - faz sua parte?
E apesar de amar a grande maioria dos esportes, escolhi praticar golfe e cricket. E acho que o que me atrai tanto em ambos é o fato de serem esportes de extrema concentração, controle, o "mindset" correto - esporte de "gentlemen", onde o adversário joga bem e você deseja um sincero 'Boa Bola' e admira o bom jogo. Mesmo que não seja seu!
Mas na mesma proporção que eu amo meus esportes, eu fico extremamente contrariada com a falta de respeito em campo de jogadores veteranos - tanto com o esporte, quanto com o clube, companheiros de jogo, funcionários, caddies... e esse domingo foi um dia triste para mim em campo.
Chegamos em 5 jogadores para um jogo às 8 horas. Sorteamos os grupos e sai em um grupo de 2 pessoas e 3 outros amigos no grupo atrás. Apesar do meu jogo não estar bom, o dia estava lindo. Que combinação de golfe + sol + amigos dá errado!?
Mas ao sair para o buraco 10, vimos que tínhamos um grupo de 5 jogadores na nossa frente. E isso é algo que me tira do sério: CINCO JOGADORES! Nós estávamos em 5 pessoas há menos de 2 horas atrás no tee de saída e nos dividimos - porque senhores bem sucedidos e de boa família pensam que quebrar as regras da etiqueta do golfe é NORMAL? Porque eles pensam que podem ser maiores e melhores que as regras de um dos esportes mais "gentlemen" existentes no nosso país? E ainda por cima de forma consciente!
Após o incidente ontem, eu não fiquei irada como costumo ficar, o que senti foi uma profunda tristeza! Tristeza de saber que a falta de respeito ainda impera entre alguns, em um lugar onde o princípio é a honestidade e cavalheirismo.
Somos um clube pequeno e de bastante tradição, então não temos ainda um Starter, ou seja, cada um é responsável pelo seu tee time e o bom senso deve imperar. Além de atrapalhar o fluxo do campo, segurar os grupos, esses casos conseguem retirar o mindset daqueles que administram e trabalham para fazer um clube melhor. Demonstram extrema falta de respeito e nada justifica essa atitude, nem o uso de um cart, nem a aposta entre os cinco jogadores, nem o fator "andamos rapidinho-então-não-tem-problema"!
Graças à Deus e à boa educação, exemplos como esse acontecem com menos frequencia hoje no esporte e trabalhamos sempre para mostrar que o esporte é MELHOR quando as pessoas são MELHORES. E creio fielmente que o melhor a fazer é sempre ser o exemplo para aquilo que você deseja encontrar no campo. Eu ainda tenho muito a aprimorar, mas acordo todos os dias pensando que preciso ser uma pessoa melhor para mim, meu redor e meu esporte.
E você - faz sua parte?
terça-feira, 29 de julho de 2014
Agradecimentos à mídia!
Obrigada à todos vocês da mídia golfística e esportiva pela divulgação dos resultados:
FPG - Kaio e Roberta vencem Aberto do Santos São Vicente Golf Club
Blogolfe - Kaio e Roberta brilham em São Vicente
Golf e Negócios - Kaio Nascimento e Roberta Avery vitoriosos no 62º Aberto do SSVGC
Jornal do Golfe - Kaio Nascimento e Roberta Moretti vencem Aberto do Santos São Vicente Golf Club
Além do apoio de sempre do Jornal de Poços, com a matéria divulgada hoje sobre o evento!
Abraços!
FPG - Kaio e Roberta vencem Aberto do Santos São Vicente Golf Club
Blogolfe - Kaio e Roberta brilham em São Vicente
Golf e Negócios - Kaio Nascimento e Roberta Avery vitoriosos no 62º Aberto do SSVGC
Jornal do Golfe - Kaio Nascimento e Roberta Moretti vencem Aberto do Santos São Vicente Golf Club
Além do apoio de sempre do Jornal de Poços, com a matéria divulgada hoje sobre o evento!
Abraços!
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