domingo, 22 de fevereiro de 2015

36 buracos!!!



Esse fim de semana foi decisivo.


Há mais ou menos um mês tenho tentado jogar 18 buracos no campo novo do PCGC (Serras Altas Golf Estate), que tem muito mais subidas e descidas e uma dificuldade física bem maior que nosso antigo plano campo. É fácil notar pela quantidade de carts que agora temos diariamente e como jogar golfe em menos de 4 horas tem sido "Momento Ostentação" no famoso Buraco 19.


Eu comecei os treinos aos poucos em janeiro, com 50 bolinhas por fim de semana. Pode parecer pouco, mas quando estava sem hormônios essas bolinhas eram intermináveis - parecia que havia corrido uma maratona! No início de fevereiro passei a tentar jogar 9 buracos - às vezes conseguia, às vezes não. Consegui jogar minhas primeiras rodadas com carts, depois aos poucos jogando com carrinho elétrico. No Carnaval, tentei jogar na segunda e terça, mas o que consegui foi uma rodada no primeiro dia e um bom cochilo no confortável sofá da sede no segundo dia: só! Mas esse fim de semana, depois de várias tentativas consegui: JOGUEI DOIS DIAS SEGUIDOS! Sem carts, sem frescura e com muito cansaço: 36 buracos em dois dias! Yeay! E melhor - consegui jogar handicap hoje! :)


Poderia dizer que me sinto mais tranquila - mas não vou mentir. Estou morrendo!!!

Não sinto meus pés, tenho dores nos braços e MEU DEUS, o que aconteceu com a minha panturrilha???? É possível uma panturrilha queimar assim? Nem é dor do dia seguinte ainda!!!!

Amanhã será um dia dolorido - mas tenho certeza que isso vai passar e em breve poderei comemorar que joguei 54 buracos em 3 dias.... Ah, vida normal, seja bem vinda!!!




sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

O começo do retorno!


Acordei determinada hoje: VOU TENTAR JOGAR 9 BURACOS!

Ontem mal conseguia manter minha ansiedade antes de dormir - passei pela iodoterapia há quase duas semanas e comecei a tomar hormônios há dez dias e venho sentindo mais disposição e indícios que talvez seja o começo de uma vida "mais" normal de novo...


Não foram mil maravilhas após a iodo - apesar da internação ter sido muito tranquila e relaxante, o corpo não reagiu bem à algum fator desconhecido. Então durante mais de uma semana, tive ânsias, estômago complicadíssimo, dores sem sentido, ausência completa de paladar, mas que no fundo eu sabia que pacientemente deveria esperar. Hoje sinto que elas estão passando e o num futuro próximo estarei 100% isenta desses (d)efeitos!


O retorno do golfe pra mim é um fator que vai além da prática esportiva - o golfe é parte da minha filosofia de vida! Comecei a jogar golfe desde criança, minha mãe foi (e é) uma grande jogadora na minha concepção e meu pai sempre esteve nos campos. Por sorte, tive a chance de ter pais jogadores e um clube que cresceu com um grupo de crianças que gostavam do esporte. Quando adolescente, saia da escola, pegava dois ônibus da minha casa até o clube, andava mais de quilômetro com meu irmão para bater bolinhas e ter aulas. E fazia todo o trajeto de volta, feliz! Durante anos isso foi normal para nós - íamos para torneios porque algum pai bancava transporte e tinha muito boa vontade: chegávamos de Combi (famoso expresso azulão), de carro emprestado, com uniformes que alguém havia pago, com aulas que o clube absorvia. Tínhamos torneios infantis porque os dirigentes do clube e pais da crianças cediam o espaço, compravam juntos os troféus, incentivavam muito. E isso sempre fez com que valorizássemos a experiência de uma forma distinta. Não estávamos no golfe de graça ou porque tínhamos condições financeiras pra isso - era oportunidade única e lutávamos por isso.

Tanto que tivemos que nos afastar após algum tempo. Com a realidade que as finanças não eram suficiente para manter o esporte, a necessidade da dedicação nos estudos para a faculdade, me afastei do esporte que mais amava e fui correr atrás do que era necessário naquele momento. Sabia que um dia voltaria...

Porém, por ser golfista (não acredito em ex-golfistas!!), consegui o contato para meu primeiro emprego no Brasil, conheci o meu marido, aprendi lições que talvez demorasse anos para ter e hoje tenho um convívio social privilegiado com amigos e minha família, que também voltou ao golfe depois de anos fora do esporte! E além disso, tenho a feliz oportunidade de trabalhar nesse meio para passar essa mensagem do esporte para outras pessoas.


Depois de alguns meses em tratamento, acho que agora é o momento de tentar enfrentar o campo novamente. Acho que vai ser o melhor incentivo do mundo e minha maior terapia. Não consigo ver minha pessoa sem ver o golfe e com certeza isso vai me incentivar a buscar a melhor condição física e mental. Vai me dar força, como sempre deu.


Não há mal que perdure, nem Bem que pra sempre dure. Que venham os campos, mesmo que somente 9 buracos, novamente! ;) ;)

sábado, 3 de janeiro de 2015

Semana 52 e... 2015!

Processo de recuperação! Estamos chegando ao final... e rápido. E com muita paciência!


Mês de Dezembro não foi fácil - realizei a PCI, que é uma inspeção de corpo inteiro para identificar quaisquer resíduos de células de tireoide pelo corpo. Quinze dias antes do exame temos que tirar o iodo da nossa dieta alimentar para poder ter todo o material radioativo absorvido e ter um exame mais eficaz! Pensei: fácil - controle alimentar é comigo mesmo! E realmente foi tranquilo... Me alimentei com muitas frutas, muita pipoca, gelatina, leite em pó e retirei qualquer produto integral, queijo, chocolate, ovos, soja, ou sal! Industrializados então, NEM PENSAR! Apesar de tudo, consegui passar pela dieta, com poucos momentos de fraqueza corporal e ainda sem me sentir muito afetada pela falta de hormônios. Estava relativamente bem e forte. Mais ainda estava sem esportes e NADA de golfe...
Com o passar da PCI, comecei a me alimentar de forma mais normal e tentei voltar às atividades físicas. Fiz algumas aulas aeróbicas, comecei as caminhadas recentemente (em passos lentos mas aumentando o tempo de exercício) e estou no meu terceiro dia de práticas de swing no driving range. Até aí, parece tudo muito bem. Não?!

Não!

Desde da última vez que estive no endócrino, meu hipotireoidismo piorou muito. Não tenho forças ou energia para trabalho, concentração é mínima, inchei muito. Meu sistema digestivo parece não funcionar, há dores para mastigar, tenho dificuldade para digitar um longo e-mail e esqueço de TUDO que tenho que fazer mas não escrevo - até tenho falado devagar! Para quem mandava mensagens enquanto falava ao telefone e levava os cachorros para passear antes de sair para uma rodada de 18 buracos de golfe às 7.30 da manhã, isso exige MUITA paciência! Para levantar antes das 10 da manhã nessa ultima semana, tenho que praticamente ser obrigada a fazer algo - há dias que não levanto (como ontem...).

Então me sinto em um HA - Hipotireoidicos Anônimos: um dia de cada vez! Faço algumas metas diárias e tento seguir, como: focar nas atividades profissionais, manter a empresa funcionando, fazer algum tipo de atividade física e sempre manter o humor! Se eu conseguir fazer isso todos os dias, essa passagem será fácil... Hoje, realisticamente, faço 50% disso. Minha iodoterapia está marcada para o dia 19/01 e devo começar a tomar hormônios no dia 21/01 - e aguardo ansiosamente essa data!!!! :)

Ainda analiso todo o momento como positivo, porque nessa passagem sem hormônios, há dois tipos de temperamentos mais prováveis: o calmo/bem humorado e o depressivo/ansioso. Me mantive durante 98% do tempo no calmo/bem humorado, então tem sido okay, apesar de todo desânimo, todos os reflexos diminuídos, todos os quilos engordados e a falta de sociabilidade - mantendo a mente no lugar certo! Um dia de cada vez... Para quem achava que isso de hipotireoidismo era um pouco de manha - talvez um pouco exagerado por aqueles que sofriam de tal - estou pagando minha língua! Hoje tenho certeza que é sério - e para todos aqueles que retiraram a tireoide ou tem a hipo DEVEM SIM manter o uso dos hormônios sintéticos e ter um controle forte dos exames para assegurar dosagem correta. Isso é qualidade de vida!

Amanhã é domingo - começo novamente da dieta sem iodo por mais 15 dias e vamos tentar bater mais 50 bolinhas no driving range! H.A. na atividade e mais um passinho para o final do tratamento....


Vamos que vamos! 2015 vai ser melhor....
      

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Proteção necessária

Eu sou uma pessoa do sol! Adoro esportes ao ar livre, vento, óculos escuros, e calor!
Então, com a cirurgia, tenho que respeitar alguns detalhes, como 6 meses sem sol no pescoço (li na internet que 4 meses sem exposição direta, pelo menos) e comecei a procurar alternativas - não posso ficar andando de curativo todos os dias. 


Já vou retirar amanhã os únicos pontinhos que foram dados para o dreno e os outros pontos são de cirurgia plástica, ou seja, a linha é bem fininha e suave mas não quero que seja uma linha escura, quero que se mantenha clarinha e suma ao longo do tempo. Apesar de ter muitas cicatrizes nos braços, pernas, dessa vez quero realmente evitar uma marca no pescoço.

Evolução da cicatriz em 12 dias
Conversei com uma amiga golfista que faz lindos conjuntos de golfe, com saias, camisetas, vestidos e sugeri que ela fizesse uma pescoceira, para servir como uma barreira física para jogar golfe, cricket ou qualquer atividade ao ar livre. E hoje CHEGOU! Estava muito animada para receber esse pacote.

Ela me mandou dois exemplos de pescoceira. O primeiro deles não cobre o torso, então se moveu um pouquinho e não cobriu a cicatriz em todos os momentos, já que ela é bem na parte de baixo do pescoço. Mas o segundo ficou perfeito! Cobre a cicatriz, é leve e ainda por cima tem fator de proteção UV 50+
Pescoceira da Wool Line 

E melhor ainda, nós golfistas, temos a tendência de ficar com o V marcado no pescoço por causa do sol e a gola pólo. E na hora de vestir um decote, vestido, tomara-que-caia sempre fica marcado. E isso vai solucionar meus problemas - AMEI!

Minha amiga se chama Adriana Mentone, e faz roupas esportivas lindas na Wool Line S
port - veja mais em: 
Web site: http://www.woollinesport.com.br/home 
Endereço: Avenida Senador Casemiro da Rocha, 692C - Mirandópolis - São Paulo.
E-mail: woolline@terra.com.br

E ainda chegaram saias para golfe.... ai ai, que venham os campos!!!


quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Recuperando.

Durante esse hiato sem esportes, muito vem acontecendo. Essa segunda-feira, fiz a tireoidectomia total e estou em processo de recuperação. Sempre tive um medo enorme de cirurgias e/ou anestesias, então durante o pré-operatório tive semanas complicadas. Não dormia, não me concentrava, estava tensa. Com o passar da cirurgia, acreditei que voltaria pelo menos a dormir, e SIM, estou HIBERNANDO - mas em todos os horários errados! Ou seja, em plena madrugada estou com os olhos saltados de vontade de buscar o mundo e sono nenhum me prende à cama!

Cama enorme, por acaso. Por recomendações e um pouco de medo, estou distante do meu maridão e melhor amigo, Rick e dos meus filhotes, Lucky, Zé e Scooby! Ele está fazendo papel de pai e cuidando dos meus bebês em casa, enquanto me recupero na casa da linda e lindo Mammyta e Pappyto para evitar o contato com pelos e possíveis arranhões já que a cicatriz é ainda muito recente! E MORRO de saudades! Vejo um pouquinho do meu marido todos os dias, correndo, longe de ser um convívio normal, mas mato um pouco as saudades... mas dos meus bebês está difícil! Quero ficar pertinho, receber umas lambidas, ver a carinha de felicidade deles quando acordo. E isso ainda vou ter que esperar.  

E a combinação não podia ficar melhor: tempo livre, Google e saudades na mão! Ando pesquisando tudo. Estou lidando bem com o desconforto na região do pescoço, dor ao falar e engolir. Mas o formigamento incomoda e me sinto um tanto inchada, com dores nas costas, muito cansaço - o que é tensão e o que é pós-cirurgia, não sei! Mas por estar atenta a tudo que possa estar acontecendo para conversar no médico no retorno, posso estar mais perceptiva...

Ainda não estou fazendo reposição hormonal, somente tomando Cálcio e ansiosa para saber se precisarei ou não da iodoterapia. Rezo para que não seja necessário pois pode ser um período bastante difícil. Talvez seja esse o motivo de estar aqui, 01.29am, de olhos saltados ao invés de estar contando carneirinhos....


Continuo agradecendo: tudo aconteceu da melhor forma possível. E continuará acontecendo! Seguimos nos mantendo fortes e com pessoas fantásticas por perto. Amigos, orações, visitas, boas energias e pensamentos tem ajudado MUITO! A força da família, da amizade, da FÉ são extremas.

Logo logo estaremos sem dor, sem saudades e 100%! Se Deus quiser...

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Objetivo do resto de 2014: manter o foco... na saúde!

No começo do ano, inicei esse blog com o intuito de registrar meus torneios no golfe, tanto minhas derrotas quanto as vitórias, os méritos e pontos a melhorar no fim de competição. Acabei levando um pouco do blog também para o cricket, onde o foco mental e estratégico também prevalecem e agora vou trazer um pouco para minha vida pessoal.

Esse ano de 2014 foi bastante produtivo no golfe: ganhei maturidade e perdi alguns medos. Com isso, o swing ficou mais compacto e alguns resultados começam a aparecer. Acredito que essa combinação foi o porquê obtive alguns resultados e mantendo isso tenho muito a crescer. Estava firme e forte para acabar 2014 com o meu melhor resultado pessoal e bem colocada no ranking net e scratch, focando em aprimorar para 2015. 

Mas ao sair do Aberto do SPGC, o que eu não esperava é que não jogaria mais em 2014 nos torneios paulistas programados e Bandeirantes. Há alguns messes, fiz alguns exames por causa de uma mudança súbita de pressão e acabei encontrando um nódulo que depois de uma biópsia se revelou maligno. Ou seja, na última semana troquei treinos por médicos, exames e trocarei os próximos torneios por cirurgia para retirada do tumor e depois no mínimo 30 dias sem nenhum exercício físico, além de 6 meses sem sol.

Eu poderia ficar revoltada! Aclamar por que eu seria vítima do tal câncer? Ou reclamar por que raios eu que sou saudável, pratico esportes, como bem, não tenho nem 30 anos, vegetariana... por que raios EU teria isso? 


Porém, eu não consigo cair nesse perfil de vítima. Na verdade, eu prefiro que aconteça em mim a ter o mesmo em uma pessoa que eu amo. Porque eu sei que eu tenho força para passar pela cirurgia, pelo tempo sem o esporte, pelo questionário de pessoas próximas e pelo hospital sem problemas, sorrindo. Eu me conheço: na primeira oportunidade no centro cirúrgico farei uma piadinha e sei que meu médico vai me dar bronca por estar batendo putters ao invés de estar quieta em casa!

Faz uma semana que li a biopsia que me deixou em choque por algumas horas. E o que eu vi foi que não tive má sorte com o resultado. Eu fui uma pessoa SORTUDA PRA CARAMBA - encontrei um câncer tranquilo de ser tratado, com chance de cura acima de 90%, provavelmente ainda no início e tive um apoio fantástico de todo mundo que convivo - desde a minha família, até meus amigos próximos, até pessoas que convivo no esporte que foram e estão sendo fantásticas... 


Estive de visita no Japy no último fim de semana e acompanhei o Aberto do CCSP de longe nessa semana - claro que a mão coça de vontade de jogar. O golfe me faz bem, estar com os amigos me faz bem! Mas o momento agora é de me cuidar e voltar forte pra 2015! 
Estou animada para os treinos até a data da cirurgia e depois vou respeitar meu tempo de descanso. Torcer para que não seja necessário nenhuma terapia extra e voltar aos campos o mais rápido possível. Não somente para ganhar, não somente para ser a primeira do ranking: mas para jogar o esporte mais maravilhoso que conheço, que me faz ser uma pessoa melhor e encontrar amigos sensacionais.  

Já já estou de volta ao Tour! Crianças, comportem-se até lá! :)



segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Decepção com o esporte coletivo

Logo após o término do Aberto do SPGC, voltei à Poços para a 2° Etapa do Campeonato Brasileiro Feminino de Cricket. Estava muito animada, pois adoro as meninas de Brasília - que são nossas adversárias - temos uma sintonia legal e tenho um respeito ainda maior por todas elas desde que viajamos para o Peru juntas como Seleção Brasileira. 

Eu sou muito competitiva no golfe e no cricket - tenho raça, determinação e vontade. Entro para ganhar, mesmo sabendo que não sou a jogadora/time mais forte. Não abaixo a cabeça até o final e como capitã da equipe do cricket Poços de Caldas, tenho que ter energia para contagiar minhas atletas com determinação, foco e raça. 

Mas acima de tudo isso, há um princípio em mim muito forte e prevalecente: o Respeito! Eu vou até onde acho que o respeito permite e faço até onde eu acho que seria justo se fizessem comigo. 

Entrei no cricket para aprender a viver nos esportes coletivos novamente. No golfe, o jogo é entre você e o campo, você julga seu jogo e analisa suas penalidades e azares e isso é extremamente auto crítico. Já tive penalidades que foram auto aplicadas mesmo que nenhum competidor tenha visto e pratico o esporte para ser uma melhor jogadora e ainda mais MELHOR PESSOA. O cricket é diferente: a pressão é explícita e as penalidades são impostas pelo umpire, quer você aceite ou não. O jogo é individual, mas você depende do seu time - e eu acho essa combinação fascinante. 

Tivemos dois jogos no sábado, mas nossa equipe não teve conexão no primeiro e perdemos. No segundo, tudo deu certo e conseguimos uma vitória - fomos para a final no domingo com chance de sermos campeãs. Essa vitória foi muito boa para nossa equipe, que desde março sofre com comentários sobre problemas que houveram na primeira etapa, onde muitos acham que foi injusta. Eu tenho minha opinião própria sobre isso e respeito quem tenha uma divergente. Porém, nossa auto estima ficou mais forte com esse jogo por sabermos que conseguimos ganhar de uma equipe mais experiente.

Na final, o jogo foi tenso. As meninas de BSB rebateram bem e tínhamos que superar nosso recorde para acompanhar o resultado. Entrei no jogo focada e sabia que não poderia ser eliminada! Não teria outra chance. 

Em um lance apertado, onde buscamos um ponto com pouca margem de erro, corri para o wicket e vi que estava muito justo e saltei para a linha. Na queda, vi que havia acertado a bowler de BSB. Primeira coisa que fiz foi perguntar se ela estava bem, com nós duas ainda no chão. Estava meio atordoada, meus pads viraram, tirei a luva, consertei os pads, demorei além do normal para me recompor - pedi desculpas (detesto atrasar o jogo) e continuei. 
Logo depois disso, vi que o jogo estava muito tenso. Mesmo nos overs finais, quando nossa chance de ganhar era mínima, tudo ainda estava muito tenso. Achei que fosse pela concentração de final de campeonato, ou por alguns erros que afetaram o jogo. Mas algumas horas mais tarde descobri que não - o jogo estava tenso pois algumas atletas acharam que meu lance de contato com a bowler havia sido proposital. 

Eu fiquei chocada. Durante toda a preparação do campeonato, das minhas meninas, durante o jogo, tudo que disse para minha equipe foi: pratiquem o respeito. Não tivemos gritos de guerra sugeridos que faltaram com educação, sempre que alguma atleta menos experiente u mais energizada tentava criar (ou ver) intriga nós mostrávamos como isso não era a prática da equipe, impus como regra que podíamos ter raça, podíamos gritar nossos corações para fora, podíamos lutar até nosso último minuto, mas isso somente seria válido se o respeito fosse imperativo.
Quem convive comigo sabe que isso é algo do meu dia a dia. Não sou perfeita, tenho meus piques de stress, falo mais do que às vezes quero por impulsividade - mas o respeito e algo está no topo da minha lista. E pensar que pessoas que convivem/conviveram comigo possam pensar que eu seria capaz de tal ato, partiu meus sentimentos e me deixou arrasada com o fim de semana.

Estamos sujeitos à criticas sempre. E eu levo críticas muito à sério porque é mais fácil crescer com elas do que com elogios. Mas esse sentimento que tive ontem fugiu do meu controle de emoções -  desabei. Foi muito triste ver essa descrença nos meus princípios. 
Quem me conhece, sabe que o que aconteceu foi um acidente que infelizmente machucou uma atleta. 

Triste. Passa, mas machuca.