quarta-feira, 29 de julho de 2015

Momentos




Um querido amigo meu, que nos acompanhou na infância, postou uma foto hoje minha, com o grande Pepê!! Pepê é um cara de swing incrível, grande técnica, ótimo jogador - talento nato e sempre o admirei muito!! No foto, estávamos jogando juntos alguma etapa do Interclubes Juvenil de 2000, no Santos São Vicente Golf Club.

Eu me lembro MUITO desse dia, tinha meus 15 anos, jogava com o acompanhamento do meu querido Horácio, ainda atual professor, tinha acabado de voltar do Sulamericano no Uruguai... Ainda jogava handball também - como é de meu temperamento, fazia tudo ao mesmo tempo agora!!


A equipe de Poços viajou do jeito que a gente podia viajar: combi azul emprestada (vulgo Expresso Azulão!!), uniforme que os pais e sócios se uniam para comprar, apartamento de nossa querida amiga - a viagem toda era na raça! Na nossa equipe, filhos de sócios, um de nossos caddies que era jogador, handicaps de todos os jeitos.... Tínhamos pouca grana, mas muita vontade de jogar! O Interclubes era disputadíssimo e o nosso clube, Diretoria, e os pais se esforçavam muito para jogarmos!!

Naquele dia joguei a melhor volta da minha vida juvenil: 81 gross! Ganhei o troféu Scratch do famosíssimo Pedro Da Costa Lima, que já era super talentoso e só melhorou dali pra frente (difícil agora ganhar dele!!). 
Me lembro ainda, que como típicos adolescentes, a minha equipe não ficou na premiação, porque um dos jogadores de Poços havia brigado com uma das minhas amigas, na época, namoradinhos.... Fiquei muito brava!! Já tinha o temperamento Moretti desde criança.....

Com esse mesmo putter que estava ai na mão na foto de 2000, joguei minhas melhores voltas em torneio oficial, no mesmo campo, 14 anos depois! Putter que foi herdado do meu pai, passou pelas mãos do meu irmão e tinha um adesivo de sorriso na ponta!! O putter sorria!!! :) 
Aberto do SVGC 2014, green do 18

Na época, sem grandes avanços tecnológicos, ganhei no correio algumas semanas depois a foto do querido Luizinho Neto Goncalves. Após o Aberto do Estado no ano passado, mandei a mesma foto pro Jonny, pai do Pepê! E hoje, com o bem melhor avanço tecnológico, revivi uma nova memória!! 

Emoticon smile Emoticon smile Bom demais.... Obrigada, querido!!!

segunda-feira, 15 de junho de 2015

XXX Aberto Feminino do São Fernando Golf Club

Nos dias 10 e 11 de junho, tive o prazer de participar do 30° Aberto do São Fernando Golf Club - campo espetacular, lindo, organização maravilhosa! 
Nos últimos anos aprendi a gostar de Abertos Femininos mais que já gostava de Abertos de Golfe do interior! Então meu calendário estará sempre com esses eventos bem reservados!

Foto de Ricardo Fonseca e Thaís Pastor

Depois de alguns meses sem golfe, ter voltado, parado mais um pouquinho, eu ainda estou ganhando ritmo de jogo. No Aberto de Poços, fiquei muito decepcionada com meu resultado - tive jogadas incríveis seguidas de jogadas que somente um iniciante faria. A instabilidade não me deu forças pra lutar e dificultou muito o resultado. Eu me conheço bem o suficiente para saber que a falta de preparo interferiu bastante e que se quero jogar bem, não dá pra ser com milagres de fins de semana. Então em Cotia, estava determinada a bater melhor na bola e diminuir a instabilidade para poder novamente correr atrás de bons resultados. Passos de bebê para conseguir engatinhar de novo até voltar a andar!!!

Cheguei no São Fernando com uma boa batida, mas dificuldade nos greens por serem muito rápidos e nas bancas, que é um ponto que preciso ainda melhorar como jogadora. Ou seja, assim que você perde ritmo, o jogo curto é o primeiro que sofre. Fiz uma volta difícil no primeiro dia, mas consegui sair feliz de campo ao rodar bem nos últimos nove buracos. No segundo dia, a batida continuou boa - bons drivers, recuperação legal, ferros longos e curtos mais estáveis, mais ainda cometendo erros que me machucavam. Os putters não foram tão bons e as bancas me prejudicaram muito. Quanto mais fugia da areia, mais ela me perseguia!!

O resultado podia ser muito melhor - ainda estou um pouco ansiosa e cometo erros bastante evitáveis - mas sai feliz com a melhoria que vi no meu jogo e no retorno do meu impacto nas batidas. Tenho certeza que com meus treinos, vou ganhar mais estabilidade e conseguir buscar melhores resultados, em breve!

E esse foi o primeiro torneio que joguei em parceria com a STUDIO AÇÃO (Facebook Stúdio Ação), que está fazendo todo meu treinamento físico, e melhor ainda: voltado para o golfe! Isso vai me ajudar a voltar a ter as condições físicas de 2014! :)
Comparado com os últimos seis meses, me sinto bem melhor em campo fisicamente e daqui pra frente a tendência é somente melhorar - evitar lesões e melhorar resultados! Com o treinamento funcional, vamos chegar lá com mais firmeza. 



Coisas boas estão por vir... Tenho certeza disso! 


                                            


segunda-feira, 25 de maio de 2015

Filhas Pandas!


Sempre quero fazer bem tudo que faço! Isso é meu e dificilmente mudará. Eu aceito que há momentos que ainda não estou no nível que quero e me esforço para melhorar - mas no geral, quero fazer BEM!
Não é diferente no Cricket - jogo há pouco mais de dois anos e quero melhorar muito. Ainda sei que posso usar meu golfe para melhorar no batting, tenho que aprimorar meu bowling e sempre ser o melhor possível no fielding. Ainda tem muito trabalho e vamos lutando por isso.

E isso é o esporte! Mais ainda no esporte competitivo. Nada de anormal.

Após um ano jogando, fui capitã da equipe nos Nacionais. Na época fiquei um pouco surpresa, por era muito bruta e NADA sensível com nossas jogadoras. Eu achava que a dedicação que eu tinha no esporte individual, como o golfe, deveria ser o mínimo que todos deveriam fazer e cobrava o que eu não podia, de uma equipe iniciante - assim como eu ainda era no cricket.

Na hora que vi o furacão que eu era como capitã, notei o perigo em que estava de prejudicar uma equipe por MEUS problemas. Com o apelido de "Mãezona" tratei de me colocar no lugar de cada um e pensar no coletivo ao invés do individual. Comecei a olhar nas outras equipes, buscando exemplos de Capitania que me agradavam e foi fácil de ver que minha brutalidade não só trazia problemas, como me distanciava do time e isso era o oposto do que eu queria. Entendam, não sou princesinha e acho que nunca serei. Mas acho que hoje sou mais sensível do que era como capitã há um ano e estou aprendendo a me expressar da forma que desejo... Eu tinha que ser MÃE e dar o exemplo do que quero como time!!!

Então a dedicação que eu almejo como jogadora, tem que ser a mesma que devo colocar como Capitã. E vamos vendo mudanças aos poucos e deixa feliz ver que as nossas Pandas estão progredindo, como jogadoras de cricket e como pessoas. Nós conseguimos construir nossos alicerces e estamos passando a desenvolver nossa casa com respeito e dedicação. A cada wicket, cada catch, cada run out, ver o brilho nos olhos das minhas menininhas é o maior prazer do mundo! E quando o mundo delas desmorona, eu quero ser a primeira a dizer: "está tudo bem, o próximo melhora e vamos conseguir!!!"

Na premiação do Campeonato desse fim de semana, minha filhota Renatinha, me deu de presente uma caneca com nosso Mascote!!! Eu fraquejei das pernas! Eu sou dura com minhas menininhas e ter o reconhecimento delas é de emocionar! 

Minhas filhotinhas estão ali, crescendo e eu sou imensamente feliz por fazer parte desse momento com elas. 
Ainda não ganhamos os Nacionais, e ainda não me sinto como a capitã que eu quero ser. 
Mas vamos chegar lá! 
Promessa de Capitã!

domingo, 17 de maio de 2015

28° Aberto do Novo Poços de Caldas Golf Club

Chegou o fim de semana!

Seis meses após a mudança de clube para nova sede, iríamos realizar o primeiro Aberto no Serras Altas Golf Estate!
Eu escrevo com muita emoção hoje. Uma grande mistura: sinto falta do meu antigo campo de golfe! Sinto mesmo! Eu lembro frequentemente do meu campo antigo, do meu dog leg do buraco 1, do meu buraco 2 com green pequeno... de como era difícil conseguir dinheiro para manter 9 buracos com 50-60 sócios... de como cada Aberto era uma a salvação anual para pagar o 13° dos nosso fiéis funcionários... Éramos gladiadores no meio da selva de apaixonados pelo golfe.

Continuamos apaixonados pelo golfe. Mas de uma forma diferente. Hoje, não temos o aperto que tínhamos antes, não temos a grama batatais que nos apertava no approachs... não temos a sede que eu passei minha infância, não temos o barracão que nos mantinha 'parcialmente' aquecidos, onde o calor só vinha do fogo da paella do jantar. Hoje temos uma estrutura linda, que comporta 350 pessoas no quentinho do inverno, com bermuda de fairway a fairway e que logo será um grande campo - tenho certeza disso.

Enquanto jogava o Aberto, de vez em quando tinha o pensamento que eu não estava em casa... Eu sabia que estava, mas como uma das mais relutantes sobre a mudança de campos, ainda tenho meu coração dividido. Eu quero meu golfe no meu cantinho lindo da minha infância.

Sonho impossível, sei. Até porque nosso campo hoje tem mato com mais de um metro de altura..

Mas eu ainda vou me apaixonar pelo campo novo. Eu ainda vou querer levantar de manhã para quebrar 80-76-74, com frio de 5-6° C... Eu ainda vou querer isso com a mesma vontade que tinha antes.

Eu sei que vou.

Não tive um resultado bom no campeonato - e eu não posso me cobrar por isso. Eu não tenho feito por merecer nos treinos. Antes de quarta-feira, não tocava em um taco há 40 dias. Ou não tocava por tempo, ou por falta de ânimo! Mas independente da razão, eu não fiz por merecer... Se levasse algum prêmio, seria por mérito do erros de outros, não meu - o que eu não acho justo. Eu tenho que levar um campeonato por jogar melhor!

Sou amante do golfe. Não vou desistir nunca.

O Aberto foi lindo. A sede é linda! Os amigos são maravilhosos...

Mas sinto falta do meu cantinho de batatais com greens pequenos...
Ai, isso ninguém tira de mim...


Buraco 4 - PCGC 1985 a 2014

segunda-feira, 16 de março de 2015

XXI Aberto de Avaré - versão pós Puran!


Chegara a hora...
Na última sexta-feira viajei para meu primeiro Aberto desde setembro/2014 - (Virando os Números) e estava ansiosa  para o XXI Aberto do Avaré - não sabia se ia ter preparo físico para jogar 36 buracos no fim de semana, mas estava determinada a tentar! Meu grupo era fantástico, com parceiras que vão além da competitividade do fim de semana - realmente torcemos umas pelas outras e gostamos de jogar - então era o lugar perfeito para a volta. 

A recepção dos amigos foi linda - muitos abraços, muitas lindas energias! Como é bom estar com os amigos e realmente senti saudades do clima dos torneios do interior. O golfe une as pessoas de uma forma que não sinto em nenhum outro esporte - talvez pelo desafio interno com o campo, que acaba desenvolvendo uma cumplicidade que só os golfistas entendem, e acaba criando esse elo "espiritual" :) 

Com relação ao jogo, não bati bem no primeiro dia, acho que nem pelo cansaço, mas pela falta do ritmo de jogo. No geral, saí satisfeita por ter completado 9 buracos de treino na sexta e 18 buracos no sábado, com batidas boas e erros que poderiam ser evitados, mas não tão graves... O que mais poderia exigir?

Foi difícil acordar no domingo - muitas dores nas pernas e tempo quente. Nos primeiros nove buracos joguei bem algumas tacadas, estourei em um par 4 curto, mas estava feliz com o putter. Achei que a dificuldade da volta aos campeonatos é manter a concentração por 4 horas de jogo - os pensamentos vão para todos os lados, menos para o swing que você deve fazer naquela tacada!!! No lado positivo, achei que estava bem fisicamente para acabar de jogar e decidi não forçar, somente jogar os últimos 9 buracos focando no jogo mental e se possível, buscando um bom resultado. 

Pois é - FUNCIONOU! O putter entrou, os erros diminuíram e consegui acabar com um bogey, um birdie e sete pares: 36 nos últimos 9 e uma volta final de 80!
Saí do campo tão extasiada que não acreditava. Meu joelho estava quente de tão cansado, mas eu nem queria senti-lo: eu consegui jogar como estava jogando no ano passado. A cabeça entrou no lugar e o corpo respondeu: quer felicidade maior que essa?

Emoção não descreve meu fim de semana! Sem querer, na entrega de prêmios, a emoção contaminou e não segurei - chorei...

Estou de volta à Poços, ainda dolorida, cansada e sentindo poucas tonturas... mas imensamente feliz! 


Estamos de volta aos campos... devagar, mas estamos!

quarta-feira, 11 de março de 2015

Dois passos pra frente, um pra trás...

Desde que comecei a jornada pós-tireoidectomia sabia que ia passar por algumas alterações corporais. E vim me preparando fisicamente e mentalmente para isso - além de ter consultado outras pessoas que passaram pelo mesmo, lido bastante sobre o tema e mais importante, fui analisando e entendendo essas alterações com muito respeito! Aliás, é meu corpo, meu templo!

Depois de ter conseguido jogar dois dias seguidos de golfe (por dois fins de semana) e feitos alguns treinos, achei que estava 100%! Apesar das dores, conseguia balancear o golfe do fim de semana, com o cricket e aeróbicos do meio da semana - o peso estava voltando ao normal e o ritmo também! Perfeito!

Então segui ao campo, feliz da vida esse sábado! Mas como um tiro no pé, joguei 9 buracos apenas, sofridos fisicamente e continuei mais 5 com golf cart - não deu! Parei, descansei. Não consegui no domingo novamente. O corpo pedia e não pude puxar além...

Poxa, depois de 5 meses fora dos campeonatos de golfe, finalmente havia feito a inscrição para o primeiro Aberto do ano e na semana prévia dou uns bons passos para trás na minha condição física!? Murphy, procure outro ser para atrapalhar!!!!

Após passar por três médicos em três dias, alguns litros de soro, muitas furadas de veia e Dorflex e um corpo bem inchado decidi: não vou abandonar o Aberto! Posso jogar 36 buracos, ou 27, ou 18... mas se tem uma coisa que me ajudou muito em toda a recuperação foram meus amigos e o esporte. E se for para estar "mal" que seja ao lado das pessoas que me desejaram tão bem durante todo o processo! Estou com saudades das minhas parceiras de jogo, dos meus amigos do buraco 19, da energia deliciosa que é um Aberto e quero mais que nunca prestigiar o campo de Avaré... Foi lá que consegui minha primeira vitória e se o corpo não me deixar jogar, ainda estarei lá!


Vamos que vamos! Buscando os dois passos pra frente, e se por acaso der um pra trás, aproveite para admirar novamente a paisagem e agradecer a oportunidade! Vai melhorar ;)

Força, foco e fé!


domingo, 22 de fevereiro de 2015

36 buracos!!!



Esse fim de semana foi decisivo.


Há mais ou menos um mês tenho tentado jogar 18 buracos no campo novo do PCGC (Serras Altas Golf Estate), que tem muito mais subidas e descidas e uma dificuldade física bem maior que nosso antigo plano campo. É fácil notar pela quantidade de carts que agora temos diariamente e como jogar golfe em menos de 4 horas tem sido "Momento Ostentação" no famoso Buraco 19.


Eu comecei os treinos aos poucos em janeiro, com 50 bolinhas por fim de semana. Pode parecer pouco, mas quando estava sem hormônios essas bolinhas eram intermináveis - parecia que havia corrido uma maratona! No início de fevereiro passei a tentar jogar 9 buracos - às vezes conseguia, às vezes não. Consegui jogar minhas primeiras rodadas com carts, depois aos poucos jogando com carrinho elétrico. No Carnaval, tentei jogar na segunda e terça, mas o que consegui foi uma rodada no primeiro dia e um bom cochilo no confortável sofá da sede no segundo dia: só! Mas esse fim de semana, depois de várias tentativas consegui: JOGUEI DOIS DIAS SEGUIDOS! Sem carts, sem frescura e com muito cansaço: 36 buracos em dois dias! Yeay! E melhor - consegui jogar handicap hoje! :)


Poderia dizer que me sinto mais tranquila - mas não vou mentir. Estou morrendo!!!

Não sinto meus pés, tenho dores nos braços e MEU DEUS, o que aconteceu com a minha panturrilha???? É possível uma panturrilha queimar assim? Nem é dor do dia seguinte ainda!!!!

Amanhã será um dia dolorido - mas tenho certeza que isso vai passar e em breve poderei comemorar que joguei 54 buracos em 3 dias.... Ah, vida normal, seja bem vinda!!!