Depois de dois meses de preparação física, jogo mais um campeonato! Dessa vez, um campo lindo, com temperaturas altas, com nível técnico boníssimo e o queridinho dos Campeonatos: o Aberto do Estado de São Paulo!
Esse é o evento teste para o próximo plano, que é de jogar os Abertos do Ranking Nacional em 2016. Foram três dias de jogo e um dia de treino, o que é mais que fiz desde outubro do ano passado. E o foco era: um bom swing de cada vez durante quatro dias! A vitória seria jogar de quinta a domingo - todo o resto seria bônus extra!
Tive um bom começo - joguei quinta e sexta com tranquilidade e sem dores. Deu para sentir que quem joga andando no novo campo de Poços, anda em qualquer outro lugar no mundo! Porém, a parte técnica ficou a desejar - errei muitos putters e alguns approachs que não podia errar. Joguei bem acima do score que queria, mas sentindo que podia melhorar muito nos próximos dois dias. A batida estava boa e a cabeça também.
Joguei sábado bem focada - não queria cometer os mesmos erros. Depois de um bom começo e um meio de volta turbulento, cheguei no buraco 17 (n° 8 do IPGC) e à 100 jardas da bandeira mandei um filaço para passar o green. Caramba! Eu precisava de um boost de confiança e não um filaço. Ao chegar na bola, que era muito rápida, disse à mim mesma: "um bom swing de cada vez!". Após soltar a bola no pitch, ela vagarosamente correu e morreu no buraco. Levantei a mão pro céu, agradeci e meus olhos se encheram de lágrimas. Joguei minha melhor volta oficial num torneio - 77!
Mesmo com os putters ainda bem instáveis, tinha conseguido colocar a cabeça no lugar e evitado erros. Depois da cirurgia, ainda não tinha conseguido jogar bem, nem mantido a concentração por 18 buracos. Cheguei a sentar e rir sozinha - aquela vozinha que diz "você consegue" voltou e me senti boba de ter pela primeira vez acreditado nela.
Mas a noite chegou e com ela veio toda a dor de jogar golfe competitivo por mais de 3 dias seguidos. Ai descobri que mentiroso àquele que diz que depois da tireoidectomia, com hormônios a vida volta ao normal.
No máximo ela volta à normalidade.
Não conseguia dormir no sábado. Meus pés e pernas latejavam. o cansaço físico era evidente. Eu estava preparada psicologicamente, mas meu corpo ainda não estava 100%. Dormi com as pernas para cima e torcendo para que estivesse melhor no dia seguinte!
Pelotão de domingo - jogando com duas pessoas que muito admiro - estava batendo bem na bola, errei alguns putters. Mas no buraco 7, desmontei... Minhas pernas pesavam uma tonelada. Uma mistura de cansaço, calor, adaptação do corpo aos hormônios - um pouco de tudo. Lembrava que nesse mesmo Aberto no ano passado, joguei quatro dias, carregando a taqueira nas costas e sem pestanejar - então sabia que se eu havia conseguido antes, ia conseguir de novo!
A cada rotina de batida, pensava comigo: não posso parar. Não vou parar. Um bom swing de cada vez!
Quando o corpo estava gritando, eu pensava que não havia como eu explicar pra alguém que cheguei no último dia e desisti. Eu nunca desisto. Eu iria acabar, nem que fosse batendo putters no último buraco. Economizei energia, foquei em só bater na bola e andar - o importante era acabar o jogo e o resultado agora seria o menos importante.
Ao chegar no buraco 18, com o coração quase aliviado da dor e peso, estava com um último putter para birdie. Bati na bola e ao entrar no buraco, meus amigos, família, parceiros estavam assistindo, aplaudindo! Esse momento foi a minha vitória. Venci o cansaço, venci as dores - joguei 3 dias de torneio mais um de treino. E de quebra, ainda consegui meu melhor resultado em um Aberto do Estado, com o 3° lugar gross e 2° net!
Eu não conseguiria ter feito isso sem a Thelma e Liz, do Studio Ação. Elas entraram no meu treino, com todo a preparação física e conseguiram em dois meses melhorar meu corpo para poder atingir resultados que talvez somente conseguisse em 7-8 meses sozinha. Sou muito grata à esse patrocínio e por poder confiar que estaremos ainda melhores em 2016.
Como li esse final de semana na autobiografia do Andre Agassi:
"Não posso prometer que você não vai se cansar, diz ele. Mas, por favor, saiba disso: há muita coisa boa esperando você do outo lado do cansaço. Canse-se, André. É aí que você vai se conhecer. Do outro lado do cansaço."
Que venha 2016!
segunda-feira, 17 de agosto de 2015
segunda-feira, 10 de agosto de 2015
A Matilha no Interfederações!
No início de Julho, recebi um convite! Não o mesmo convite que tive em 2012 e 2013, mas o convite para ser Capitã da equipe feminina da Federação Paulista de Golfe no Interfederações. Lembrei no mesmo minuto da Vivian Golombek, capitã da nossa equipe em Búzios 2012!
A Vivian é uma figura - risonha, animada, sempre alegre - trouxe o melhor de nós, tomou alguns riscos e com ela fomos campeãs! E queria me espelhar nisso.
Nossa equipe esse ano foi composta pela Lauren Grinberg, Carla Ziliotto e Giovanna Yabiku e assim como as outras federações, mostra uma renovação nos jogadores - a média de idade baixou bastante!
Ser Capitã é uma experiência diferente - você somente tem controle da sua estratégia! Durante o jogo, era com elas - e como são jogadoras melhores que eu, tudo que eu podia fazer era torcer, sofrer e lembrá-las: "um bom swing de cada vez. Foco"! E como sofri - acompanhando nosso pequeno amuleto Giovana até o 18, a Carla "sem sangue" andando até os putters que somente ela sabia que já tinha embocado e a energia extra da Lauren que virava drivers com vôo de 230 jardas!
Mas sofrimento mesmo foi o último dia, quando jogamos contra a também invicta equipe do RJ, que levou nosso jogo até o 18 nas duplas! Com Carla e Lauren, 2 up no tee do 16, jogando contra Clara e Thuane, tudo que precisávamos era de um buraco ganho para garantir os pontos da manhã e chegar mais perto da taça. Perdemos o 16, perdemos o 17 e à caminho do 18, no nosso cart, era possível escutar o coração meu e da Giovana palpitando na garganta! Carla e Clara bateram os drivers, e Thuane colocou a bola a 4-5 metros da bandeira. Precisávamos de um bom approach de 90 jardas. E ele veio! Nossa Chihuahua deixou a bola dada, para garantir pelo menos empate e forçar o RJ a embocar um putter difícil. Com a equipe toda no green, torcida de SP e RJ, Clara tocou e a bola passou muito perto, mas não entrou! Comemoramos por dentro - MUITO!
Durante a tarde, no primeiro sorteio que veio ao meu favor, tivemos o confronto de Lauren e Thuane e Carla e Clara! Clara não errou - e deixou nossa Pitbull no green do 12, o que colocou muita pressão no jogo entre Lau e Thuane - era um jogo de raça, torcida, foco, putters longos e bancas no pino. Foi tenso e foi lindo! Lau e o amuleto Giovanna levaram no 17 e pela primeira vez, a tremedeira e coração palpitando viraram tranquilidade!
Dentre Pitbulls, Chihuahas e Malteses, saíram todos vivos! Espero ter trazido o melhor da equipe, além do título. A Matilha se tornou Bi-Campeã.
E me orgulho de ter feito parte dessa equipe feminina.
Matéria Golfe.esp.br
Matéria FPG
A Vivian é uma figura - risonha, animada, sempre alegre - trouxe o melhor de nós, tomou alguns riscos e com ela fomos campeãs! E queria me espelhar nisso.
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| Interfederações 2012 - Búzios - Equipe Campeã |
Nossa equipe esse ano foi composta pela Lauren Grinberg, Carla Ziliotto e Giovanna Yabiku e assim como as outras federações, mostra uma renovação nos jogadores - a média de idade baixou bastante!
Ser Capitã é uma experiência diferente - você somente tem controle da sua estratégia! Durante o jogo, era com elas - e como são jogadoras melhores que eu, tudo que eu podia fazer era torcer, sofrer e lembrá-las: "um bom swing de cada vez. Foco"! E como sofri - acompanhando nosso pequeno amuleto Giovana até o 18, a Carla "sem sangue" andando até os putters que somente ela sabia que já tinha embocado e a energia extra da Lauren que virava drivers com vôo de 230 jardas!
Mas sofrimento mesmo foi o último dia, quando jogamos contra a também invicta equipe do RJ, que levou nosso jogo até o 18 nas duplas! Com Carla e Lauren, 2 up no tee do 16, jogando contra Clara e Thuane, tudo que precisávamos era de um buraco ganho para garantir os pontos da manhã e chegar mais perto da taça. Perdemos o 16, perdemos o 17 e à caminho do 18, no nosso cart, era possível escutar o coração meu e da Giovana palpitando na garganta! Carla e Clara bateram os drivers, e Thuane colocou a bola a 4-5 metros da bandeira. Precisávamos de um bom approach de 90 jardas. E ele veio! Nossa Chihuahua deixou a bola dada, para garantir pelo menos empate e forçar o RJ a embocar um putter difícil. Com a equipe toda no green, torcida de SP e RJ, Clara tocou e a bola passou muito perto, mas não entrou! Comemoramos por dentro - MUITO!
Durante a tarde, no primeiro sorteio que veio ao meu favor, tivemos o confronto de Lauren e Thuane e Carla e Clara! Clara não errou - e deixou nossa Pitbull no green do 12, o que colocou muita pressão no jogo entre Lau e Thuane - era um jogo de raça, torcida, foco, putters longos e bancas no pino. Foi tenso e foi lindo! Lau e o amuleto Giovanna levaram no 17 e pela primeira vez, a tremedeira e coração palpitando viraram tranquilidade!
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| Interfederações 2015 - Brasília - Equipe Bicampeã |
Dentre Pitbulls, Chihuahas e Malteses, saíram todos vivos! Espero ter trazido o melhor da equipe, além do título. A Matilha se tornou Bi-Campeã.
E me orgulho de ter feito parte dessa equipe feminina.
Matéria Golfe.esp.br
Matéria FPG
quarta-feira, 29 de julho de 2015
Momentos
Um querido amigo meu, que nos acompanhou na infância, postou uma foto hoje minha, com o grande Pepê!! Pepê é um cara de swing incrível, grande técnica, ótimo jogador - talento nato e sempre o admirei muito!! No foto, estávamos jogando juntos alguma etapa do Interclubes Juvenil de 2000, no Santos São Vicente Golf Club.
Eu me lembro MUITO desse dia, tinha meus 15 anos, jogava com o acompanhamento do meu querido Horácio, ainda atual professor, tinha acabado de voltar do Sulamericano no Uruguai... Ainda jogava handball também - como é de meu temperamento, fazia tudo ao mesmo tempo agora!!
A equipe de Poços viajou do jeito que a gente podia viajar: combi azul emprestada (vulgo Expresso Azulão!!), uniforme que os pais e sócios se uniam para comprar, apartamento de nossa querida amiga - a viagem toda era na raça! Na nossa equipe, filhos de sócios, um de nossos caddies que era jogador, handicaps de todos os jeitos.... Tínhamos pouca grana, mas muita vontade de jogar! O Interclubes era disputadíssimo e o nosso clube, Diretoria, e os pais se esforçavam muito para jogarmos!!
Eu me lembro MUITO desse dia, tinha meus 15 anos, jogava com o acompanhamento do meu querido Horácio, ainda atual professor, tinha acabado de voltar do Sulamericano no Uruguai... Ainda jogava handball também - como é de meu temperamento, fazia tudo ao mesmo tempo agora!!
A equipe de Poços viajou do jeito que a gente podia viajar: combi azul emprestada (vulgo Expresso Azulão!!), uniforme que os pais e sócios se uniam para comprar, apartamento de nossa querida amiga - a viagem toda era na raça! Na nossa equipe, filhos de sócios, um de nossos caddies que era jogador, handicaps de todos os jeitos.... Tínhamos pouca grana, mas muita vontade de jogar! O Interclubes era disputadíssimo e o nosso clube, Diretoria, e os pais se esforçavam muito para jogarmos!!
Naquele dia joguei a melhor volta da minha vida juvenil: 81 gross! Ganhei o troféu Scratch do famosíssimo Pedro Da Costa Lima, que já era super talentoso e só melhorou dali pra frente (difícil agora ganhar dele!!).
Me lembro ainda, que como típicos adolescentes, a minha equipe não ficou na premiação, porque um dos jogadores de Poços havia brigado com uma das minhas amigas, na época, namoradinhos.... Fiquei muito brava!! Já tinha o temperamento Moretti desde criança.....
Com esse mesmo putter que estava ai na mão na foto de 2000, joguei minhas melhores voltas em torneio oficial, no mesmo campo, 14 anos depois! Putter que foi herdado do meu pai, passou pelas mãos do meu irmão e tinha um adesivo de sorriso na ponta!! O putter sorria!!! :)
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| Aberto do SVGC 2014, green do 18 |
Na época, sem grandes avanços tecnológicos, ganhei no correio algumas semanas depois a foto do querido Luizinho Neto Goncalves. Após o Aberto do Estado no ano passado, mandei a mesma foto pro Jonny, pai do Pepê! E hoje, com o bem melhor avanço tecnológico, revivi uma nova memória!!
Emoticon smile Emoticon smile Bom demais.... Obrigada, querido!!!
segunda-feira, 15 de junho de 2015
XXX Aberto Feminino do São Fernando Golf Club
Nos dias 10 e 11 de junho, tive o prazer de participar do 30° Aberto do São Fernando Golf Club - campo espetacular, lindo, organização maravilhosa!
Nos últimos anos aprendi a gostar de Abertos Femininos mais que já gostava de Abertos de Golfe do interior! Então meu calendário estará sempre com esses eventos bem reservados!
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| Foto de Ricardo Fonseca e Thaís Pastor |
Cheguei no São Fernando com uma boa batida, mas dificuldade nos greens por serem muito rápidos e nas bancas, que é um ponto que preciso ainda melhorar como jogadora. Ou seja, assim que você perde ritmo, o jogo curto é o primeiro que sofre. Fiz uma volta difícil no primeiro dia, mas consegui sair feliz de campo ao rodar bem nos últimos nove buracos. No segundo dia, a batida continuou boa - bons drivers, recuperação legal, ferros longos e curtos mais estáveis, mais ainda cometendo erros que me machucavam. Os putters não foram tão bons e as bancas me prejudicaram muito. Quanto mais fugia da areia, mais ela me perseguia!!
O resultado podia ser muito melhor - ainda estou um pouco ansiosa e cometo erros bastante evitáveis - mas sai feliz com a melhoria que vi no meu jogo e no retorno do meu impacto nas batidas. Tenho certeza que com meus treinos, vou ganhar mais estabilidade e conseguir buscar melhores resultados, em breve!
E esse foi o primeiro torneio que joguei em parceria com a STUDIO AÇÃO (Facebook Stúdio Ação), que está fazendo todo meu treinamento físico, e melhor ainda: voltado para o golfe! Isso vai me ajudar a voltar a ter as condições físicas de 2014! :)
Comparado com os últimos seis meses, me sinto bem melhor em campo fisicamente e daqui pra frente a tendência é somente melhorar - evitar lesões e melhorar resultados! Com o treinamento funcional, vamos chegar lá com mais firmeza.
Comparado com os últimos seis meses, me sinto bem melhor em campo fisicamente e daqui pra frente a tendência é somente melhorar - evitar lesões e melhorar resultados! Com o treinamento funcional, vamos chegar lá com mais firmeza.
Coisas boas estão por vir... Tenho certeza disso!

segunda-feira, 25 de maio de 2015
Filhas Pandas!
Sempre quero fazer bem tudo que faço! Isso é meu e dificilmente mudará. Eu aceito que há momentos que ainda não estou no nível que quero e me esforço para melhorar - mas no geral, quero fazer BEM!
Não é diferente no Cricket - jogo há pouco mais de dois anos e quero melhorar muito. Ainda sei que posso usar meu golfe para melhorar no batting, tenho que aprimorar meu bowling e sempre ser o melhor possível no fielding. Ainda tem muito trabalho e vamos lutando por isso.
E isso é o esporte! Mais ainda no esporte competitivo. Nada de anormal.
Após um ano jogando, fui capitã da equipe nos Nacionais. Na época fiquei um pouco surpresa, por era muito bruta e NADA sensível com nossas jogadoras. Eu achava que a dedicação que eu tinha no esporte individual, como o golfe, deveria ser o mínimo que todos deveriam fazer e cobrava o que eu não podia, de uma equipe iniciante - assim como eu ainda era no cricket.
Na hora que vi o furacão que eu era como capitã, notei o perigo em que estava de prejudicar uma equipe por MEUS problemas. Com o apelido de "Mãezona" tratei de me colocar no lugar de cada um e pensar no coletivo ao invés do individual. Comecei a olhar nas outras equipes, buscando exemplos de Capitania que me agradavam e foi fácil de ver que minha brutalidade não só trazia problemas, como me distanciava do time e isso era o oposto do que eu queria. Entendam, não sou princesinha e acho que nunca serei. Mas acho que hoje sou mais sensível do que era como capitã há um ano e estou aprendendo a me expressar da forma que desejo... Eu tinha que ser MÃE e dar o exemplo do que quero como time!!!
Então a dedicação que eu almejo como jogadora, tem que ser a mesma que devo colocar como Capitã. E vamos vendo mudanças aos poucos e deixa feliz ver que as nossas Pandas estão progredindo, como jogadoras de cricket e como pessoas. Nós conseguimos construir nossos alicerces e estamos passando a desenvolver nossa casa com respeito e dedicação. A cada wicket, cada catch, cada run out, ver o brilho nos olhos das minhas menininhas é o maior prazer do mundo! E quando o mundo delas desmorona, eu quero ser a primeira a dizer: "está tudo bem, o próximo melhora e vamos conseguir!!!"
Na premiação do Campeonato desse fim de semana, minha filhota Renatinha, me deu de presente uma caneca com nosso Mascote!!! Eu fraquejei das pernas! Eu sou dura com minhas menininhas e ter o reconhecimento delas é de emocionar!
Minhas filhotinhas estão ali, crescendo e eu sou imensamente feliz por fazer parte desse momento com elas.
Ainda não ganhamos os Nacionais, e ainda não me sinto como a capitã que eu quero ser.
Mas vamos chegar lá!
Promessa de Capitã!
domingo, 17 de maio de 2015
28° Aberto do Novo Poços de Caldas Golf Club
Chegou o fim de semana!
Seis meses após a mudança de clube para nova sede, iríamos realizar o primeiro Aberto no Serras Altas Golf Estate!
Eu escrevo com muita emoção hoje. Uma grande mistura: sinto falta do meu antigo campo de golfe! Sinto mesmo! Eu lembro frequentemente do meu campo antigo, do meu dog leg do buraco 1, do meu buraco 2 com green pequeno... de como era difícil conseguir dinheiro para manter 9 buracos com 50-60 sócios... de como cada Aberto era uma a salvação anual para pagar o 13° dos nosso fiéis funcionários... Éramos gladiadores no meio da selva de apaixonados pelo golfe.
Continuamos apaixonados pelo golfe. Mas de uma forma diferente. Hoje, não temos o aperto que tínhamos antes, não temos a grama batatais que nos apertava no approachs... não temos a sede que eu passei minha infância, não temos o barracão que nos mantinha 'parcialmente' aquecidos, onde o calor só vinha do fogo da paella do jantar. Hoje temos uma estrutura linda, que comporta 350 pessoas no quentinho do inverno, com bermuda de fairway a fairway e que logo será um grande campo - tenho certeza disso.
Enquanto jogava o Aberto, de vez em quando tinha o pensamento que eu não estava em casa... Eu sabia que estava, mas como uma das mais relutantes sobre a mudança de campos, ainda tenho meu coração dividido. Eu quero meu golfe no meu cantinho lindo da minha infância.
Sonho impossível, sei. Até porque nosso campo hoje tem mato com mais de um metro de altura..
Mas eu ainda vou me apaixonar pelo campo novo. Eu ainda vou querer levantar de manhã para quebrar 80-76-74, com frio de 5-6° C... Eu ainda vou querer isso com a mesma vontade que tinha antes.
Eu sei que vou.
Não tive um resultado bom no campeonato - e eu não posso me cobrar por isso. Eu não tenho feito por merecer nos treinos. Antes de quarta-feira, não tocava em um taco há 40 dias. Ou não tocava por tempo, ou por falta de ânimo! Mas independente da razão, eu não fiz por merecer... Se levasse algum prêmio, seria por mérito do erros de outros, não meu - o que eu não acho justo. Eu tenho que levar um campeonato por jogar melhor!
Sou amante do golfe. Não vou desistir nunca.
O Aberto foi lindo. A sede é linda! Os amigos são maravilhosos...
Mas sinto falta do meu cantinho de batatais com greens pequenos...
Ai, isso ninguém tira de mim...
Seis meses após a mudança de clube para nova sede, iríamos realizar o primeiro Aberto no Serras Altas Golf Estate!
Eu escrevo com muita emoção hoje. Uma grande mistura: sinto falta do meu antigo campo de golfe! Sinto mesmo! Eu lembro frequentemente do meu campo antigo, do meu dog leg do buraco 1, do meu buraco 2 com green pequeno... de como era difícil conseguir dinheiro para manter 9 buracos com 50-60 sócios... de como cada Aberto era uma a salvação anual para pagar o 13° dos nosso fiéis funcionários... Éramos gladiadores no meio da selva de apaixonados pelo golfe.
Continuamos apaixonados pelo golfe. Mas de uma forma diferente. Hoje, não temos o aperto que tínhamos antes, não temos a grama batatais que nos apertava no approachs... não temos a sede que eu passei minha infância, não temos o barracão que nos mantinha 'parcialmente' aquecidos, onde o calor só vinha do fogo da paella do jantar. Hoje temos uma estrutura linda, que comporta 350 pessoas no quentinho do inverno, com bermuda de fairway a fairway e que logo será um grande campo - tenho certeza disso.
Enquanto jogava o Aberto, de vez em quando tinha o pensamento que eu não estava em casa... Eu sabia que estava, mas como uma das mais relutantes sobre a mudança de campos, ainda tenho meu coração dividido. Eu quero meu golfe no meu cantinho lindo da minha infância.
Sonho impossível, sei. Até porque nosso campo hoje tem mato com mais de um metro de altura..
Mas eu ainda vou me apaixonar pelo campo novo. Eu ainda vou querer levantar de manhã para quebrar 80-76-74, com frio de 5-6° C... Eu ainda vou querer isso com a mesma vontade que tinha antes.
Eu sei que vou.
Não tive um resultado bom no campeonato - e eu não posso me cobrar por isso. Eu não tenho feito por merecer nos treinos. Antes de quarta-feira, não tocava em um taco há 40 dias. Ou não tocava por tempo, ou por falta de ânimo! Mas independente da razão, eu não fiz por merecer... Se levasse algum prêmio, seria por mérito do erros de outros, não meu - o que eu não acho justo. Eu tenho que levar um campeonato por jogar melhor!
Sou amante do golfe. Não vou desistir nunca.
O Aberto foi lindo. A sede é linda! Os amigos são maravilhosos...
Mas sinto falta do meu cantinho de batatais com greens pequenos...
Ai, isso ninguém tira de mim...
| Buraco 4 - PCGC 1985 a 2014 |
segunda-feira, 16 de março de 2015
XXI Aberto de Avaré - versão pós Puran!
Chegara a hora...
Na última sexta-feira viajei para meu primeiro Aberto desde setembro/2014 - (Virando os Números) e estava ansiosa para o XXI Aberto do Avaré - não sabia se ia ter preparo físico para jogar 36 buracos no fim de semana, mas estava determinada a tentar! Meu grupo era fantástico, com parceiras que vão além da competitividade do fim de semana - realmente torcemos umas pelas outras e gostamos de jogar - então era o lugar perfeito para a volta.
A recepção dos amigos foi linda - muitos abraços, muitas lindas energias! Como é bom estar com os amigos e realmente senti saudades do clima dos torneios do interior. O golfe une as pessoas de uma forma que não sinto em nenhum outro esporte - talvez pelo desafio interno com o campo, que acaba desenvolvendo uma cumplicidade que só os golfistas entendem, e acaba criando esse elo "espiritual" :)
Com relação ao jogo, não bati bem no primeiro dia, acho que nem pelo cansaço, mas pela falta do ritmo de jogo. No geral, saí satisfeita por ter completado 9 buracos de treino na sexta e 18 buracos no sábado, com batidas boas e erros que poderiam ser evitados, mas não tão graves... O que mais poderia exigir?
Foi difícil acordar no domingo - muitas dores nas pernas e tempo quente. Nos primeiros nove buracos joguei bem algumas tacadas, estourei em um par 4 curto, mas estava feliz com o putter. Achei que a dificuldade da volta aos campeonatos é manter a concentração por 4 horas de jogo - os pensamentos vão para todos os lados, menos para o swing que você deve fazer naquela tacada!!! No lado positivo, achei que estava bem fisicamente para acabar de jogar e decidi não forçar, somente jogar os últimos 9 buracos focando no jogo mental e se possível, buscando um bom resultado.
Pois é - FUNCIONOU! O putter entrou, os erros diminuíram e consegui acabar com um bogey, um birdie e sete pares: 36 nos últimos 9 e uma volta final de 80!
Saí do campo tão extasiada que não acreditava. Meu joelho estava quente de tão cansado, mas eu nem queria senti-lo: eu consegui jogar como estava jogando no ano passado. A cabeça entrou no lugar e o corpo respondeu: quer felicidade maior que essa?
Emoção não descreve meu fim de semana! Sem querer, na entrega de prêmios, a emoção contaminou e não segurei - chorei...
Estou de volta à Poços, ainda dolorida, cansada e sentindo poucas tonturas... mas imensamente feliz!
Estamos de volta aos campos... devagar, mas estamos!
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