Quase todo atleta conhece um momento que a ansiedade é quase impossível: a recuperação de lesão! E nesse caso não tem jeito, temos que esperar, trabalhar no repouso e ter paciência com as 20 repetições na fisioterapia, 2x ao dia, que parecem não acabar e não resultar nada (sabemos que traz resultados - é somente força de expressão de uma blogueira imediatista :) )!
Logo após o final do Campeonato Sul Americano de cricket, após uma comemorada noite depois da vitória, acabei caindo e deslocando a falange do dedão esquerdo. Pra quem nunca tinha tido nada além de alguns arranhões e hematomas, tomei um baita susto. Pra que raios eu fui descer aquela escada que evitei a semana inteira???
Enfim, choros à parte, na últimas quatro semanas eu mal relei em um taco de golfe. Até esse último sábado, quando consegui fazer alguns approachs, pitchs e com uma leve dor no dedo nos ferros longos (isso é uma grande melhoria para quem não conseguia fazer um grip quinze dias atrás). Estamos voltando! Yuppie!
Nesse tempo em que não consegui segurar no taco de golfe, usei minhas energias para três coisas: 1. foco no treino físico - abdominal, inferior, condicionamento, 2. foco na dieta - para não avacalhar o que consegui nos primeiros 40 dias de alimentação focada no rendimento e 3. foco no cricket! Sim, não conseguia pegar num taco de golfe, mas conseguia arremessar e segurar num taco de cricket! :)
O cricket tem sido uma aprendizagem e tanto para mim. Quando prometi a mim mesma que não jogaria cricket nunca na vida, que isso seria um hobby do meu marido e não meu, eu sabia no fundo do meu coração que na verdade eu estava evitando aquele amor proibido, como se um segundo esporte fosse uma traição ao meu amor infinito pelo golfe. Me deixei levar pela tentação e aqui estamos, três anos depois...
Mas esse amor de dois esportes se complementam de forma fantástica. No golfe, eu tenho o individualismo que preciso para focar, treinar e ter a concentração em cada tacada a ponto de isolar qualquer ação externa para obter o melhor de mim - em todo movimento. Golfe para mim é lindo, é a execução que busca a perfeição, é o controle de emoções e pouca expressão externa, alta pressão individual, é a influência de todos as variáveis, é a definição de jogo mental e equilíbrio. Eu acho o golfe fantástico! E ele realmente é.
O cricket se beneficia de tudo que o golfe ensina (além dos cover drivers), mas tem o diferencial da possibilidade de expressão das emoções, do desafio em mutação contante, do pensamento coletivo...
Até quando terei o benefício de manter os dois esportes bem... não sei! Mas sei que enquanto puder, estarei com ambos...
E que seja lindo!
segunda-feira, 23 de novembro de 2015
quarta-feira, 14 de outubro de 2015
Se alguém me falasse no ano passado...
Se alguém me falasse no ano passado, no final do Cricket WSAC (Womens South American Championship) que:
- que eu aprenderia a bater de verdade numa bola,
- que faria meus primeiros 100 pontos em um jogo,
- que eu pensaria mais como atleta que como turista,
- que comeria logo depois do jogo, mesmo sem fome, só por saber que isso seria bom pra mim,
- que estaria com patrocínio para melhoria da parte física, em rendimento e condicionamento esportivo,
- que usaria minha psicologia esportiva do golfe no cricket,
- que nós jogaríamos com a paixão que jogamos esse ano,
- que eu seria a melhor batedora do campeonato
- que seríamos Campeãs no VI WSAC
eu não acreditaria...
Que essa sensação de que tudo valeu a pena continue e nos estimule para as próximas etapas - por todos o treinos, todo o esforço, todas as dificuldades!
Que essa sensação de que tudo valeu a pena continue e nos estimule para as próximas etapas - por todos o treinos, todo o esforço, todas as dificuldades!
See you soon, VII WSAC!
segunda-feira, 7 de setembro de 2015
Quando o esporte coletivo entra em nossas vidas....
Esse fim de semana foi de CRICKET!
Após uma passagem feliz pelo 16° Aberto do Arujá Golf Club, cheguei em Poços focada em mais uma etapa do Campeonato Nacional de Cricket Feminino. Jogo cricket há 3 anos e foi ótimo pois passei a ter um esporte coletivo em contraste com o individualismo que o golfe me traz.
As Pandas, como somos chamadas, tem menos tempo de Cricket que as meninas do Brasília Cricket Ladies (BCL) - mas também tem menos idade. Então é uma disputa de experiência das Brasilienses e renovação das novas jogadoras. Sou capitã e uma das pessoas mais velhas da equipe dos Pandas hoje, que tem jogadoras de 12 a 35 anos. Mas no campo, são 11 contra 11 e tudo isso é ignorado - ganha, quem jogar melhor.
Internamente, eu tinha a sensação que estava jogando cricket pela primeira vez quando entrei no taco - e pois pareceu mesmo! Saí no segundo arremesso! Estava frustada por dentro - "poxa, treino tanto para não conseguir fazer um ponto sequer...? Quando é que vou conseguir mostrar no campo, o que eu faço no treino?". Mas ainda tivemos um primeiro jogo muito competitivo, onde perdemos por um pouco menos de 2 overs.
No segundo jogo, começamos mal. Nossos arremessos estavam menos difíceis e as meninas de Brasília não perdoaram. Brincamos de tentar pegar bolinhas enquanto elas faziam mais de 100 pontos. Fecharam nossos 20 overs em 116. Nós nunca tínhamos feito mais de 78 pontos - caramba!!
Minha primeira rebatedora disse que preferiria não entrar agora - então decidi entrar com minha vice capitã, Renatinha. Entramos e falamos: "Vamos ficar! Sejamos felizes!". E assim foi, devagar, com apenas 14 pontos em 5 overs. Ainda frustada, mas estava com uma paciência interna que não tinha no primeiro jogo - eu queria ficar lá. Renatinha fez um over lindo no meio do jogo e de repente começamos fazer pontos, rebater melhor, roubar corridas e a ouvir a nossa equipe torcendo no banco. E notamos que ERA SIM POSSÍVEL conseguir os 117 pontos que precisávamos para ganhar. E no último over, com 5 pontos para ganhar, faltando duas bolas, fechamos o jogo!!!! Sem nenhum wicket, com nossos record de pontos e praticamente o melhor jogo das Pandas até aquele momento!! Felicidade plena - restauramos a confiança da equipe! Agora, podíamos tudo!!!
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| Eu com 37 pontos e Renatinha com 47! Primeira vitória do Cricket Pandas do ano |
Domingo era dia da final - mas eu continuava com problema de desfalques na equipe. Literalmente chamei TODAS AS PESSOAS que já haviam jogado conosco! E nessa necessidade extrema de encontrar uma, vieram duas!
Começamos jogando no taco e a estratégia foi a mesma - entrei com a Renatinha - mas dessa vez, com confiança, para fazer pontos. E começamos mais rápido, com menos erros. Acabei sendo eliminada no 13° over, com 36 pontos, e nosso time perdeu rápido algumas outras jogadoras - mas mantivemos o placar rodando e chegamos ao nosso novo record: 122 pontos em 20 overs! E pensar que 3 anos atrás, tínhamos feito 19 pontos em 20 overs...
Apesar de estar super empolgada, precisava manter o pé no chão - ainda tínhamos que defender 20 overs de boas rebatedoras e evitar a derrota - que nesse momento seria muito dura. Tínhamos que jogar para a primeira vitória do Cricket Pandas sob o BCL - tínhamos perdido as quatro etapas iniciais - e a derrota era sempre amarga.
Começamos com um fielding lindo. As meninas focadas, bons arremessos, aceitando e trabalhando nas instruções de posicionamento. Erramos pouco, e consertamos rápido. E com esse trabalho em equipe, com todas as 14 jogadoras que estiveram conosco durante o torneio, conseguimos a primeira vitória de uma etapa do Campeonato Nacional Feminino!!!!!
A sensação foi de alívio, foi de saber que o treino traz resultados, de ver as meninas crescendo dentro do esporte e se tornando mulheres de raça, com paixão pela equipe, paixão pela vitória. Como "Mãezona", meu apelido de equipe, eu não poderia me sentir mais orgulhosa. Nós perdemos o Nacional no geral, pois tivemos 3 derrotas e somente 2 vitórias - mas levamos a segunda etapa. E ver o trabalho de alguns anos mostrando resultados e trazendo esse sorriso maravilhoso que vi no rosto de cada uma de nossas jogadoras faz tudo valer a pena.
PANDINHAS, que orgulho de vocês!! Obrigada, Rick, Matt e Felippe, pelos treinos, pelo apoio moral, pelo trabalho que vocês fazem nos bastidores para que tudo isso fosse possível.
Esse é um fim de semana que nunca esquecerei.
Beijos da Capitã
segunda-feira, 17 de agosto de 2015
66° Aberto do Estado de São Paulo
Depois de dois meses de preparação física, jogo mais um campeonato! Dessa vez, um campo lindo, com temperaturas altas, com nível técnico boníssimo e o queridinho dos Campeonatos: o Aberto do Estado de São Paulo!
Esse é o evento teste para o próximo plano, que é de jogar os Abertos do Ranking Nacional em 2016. Foram três dias de jogo e um dia de treino, o que é mais que fiz desde outubro do ano passado. E o foco era: um bom swing de cada vez durante quatro dias! A vitória seria jogar de quinta a domingo - todo o resto seria bônus extra!
Tive um bom começo - joguei quinta e sexta com tranquilidade e sem dores. Deu para sentir que quem joga andando no novo campo de Poços, anda em qualquer outro lugar no mundo! Porém, a parte técnica ficou a desejar - errei muitos putters e alguns approachs que não podia errar. Joguei bem acima do score que queria, mas sentindo que podia melhorar muito nos próximos dois dias. A batida estava boa e a cabeça também.
Joguei sábado bem focada - não queria cometer os mesmos erros. Depois de um bom começo e um meio de volta turbulento, cheguei no buraco 17 (n° 8 do IPGC) e à 100 jardas da bandeira mandei um filaço para passar o green. Caramba! Eu precisava de um boost de confiança e não um filaço. Ao chegar na bola, que era muito rápida, disse à mim mesma: "um bom swing de cada vez!". Após soltar a bola no pitch, ela vagarosamente correu e morreu no buraco. Levantei a mão pro céu, agradeci e meus olhos se encheram de lágrimas. Joguei minha melhor volta oficial num torneio - 77!
Mesmo com os putters ainda bem instáveis, tinha conseguido colocar a cabeça no lugar e evitado erros. Depois da cirurgia, ainda não tinha conseguido jogar bem, nem mantido a concentração por 18 buracos. Cheguei a sentar e rir sozinha - aquela vozinha que diz "você consegue" voltou e me senti boba de ter pela primeira vez acreditado nela.
Mas a noite chegou e com ela veio toda a dor de jogar golfe competitivo por mais de 3 dias seguidos. Ai descobri que mentiroso àquele que diz que depois da tireoidectomia, com hormônios a vida volta ao normal.
No máximo ela volta à normalidade.
Não conseguia dormir no sábado. Meus pés e pernas latejavam. o cansaço físico era evidente. Eu estava preparada psicologicamente, mas meu corpo ainda não estava 100%. Dormi com as pernas para cima e torcendo para que estivesse melhor no dia seguinte!
Pelotão de domingo - jogando com duas pessoas que muito admiro - estava batendo bem na bola, errei alguns putters. Mas no buraco 7, desmontei... Minhas pernas pesavam uma tonelada. Uma mistura de cansaço, calor, adaptação do corpo aos hormônios - um pouco de tudo. Lembrava que nesse mesmo Aberto no ano passado, joguei quatro dias, carregando a taqueira nas costas e sem pestanejar - então sabia que se eu havia conseguido antes, ia conseguir de novo!
A cada rotina de batida, pensava comigo: não posso parar. Não vou parar. Um bom swing de cada vez!
Quando o corpo estava gritando, eu pensava que não havia como eu explicar pra alguém que cheguei no último dia e desisti. Eu nunca desisto. Eu iria acabar, nem que fosse batendo putters no último buraco. Economizei energia, foquei em só bater na bola e andar - o importante era acabar o jogo e o resultado agora seria o menos importante.
Ao chegar no buraco 18, com o coração quase aliviado da dor e peso, estava com um último putter para birdie. Bati na bola e ao entrar no buraco, meus amigos, família, parceiros estavam assistindo, aplaudindo! Esse momento foi a minha vitória. Venci o cansaço, venci as dores - joguei 3 dias de torneio mais um de treino. E de quebra, ainda consegui meu melhor resultado em um Aberto do Estado, com o 3° lugar gross e 2° net!
Eu não conseguiria ter feito isso sem a Thelma e Liz, do Studio Ação. Elas entraram no meu treino, com todo a preparação física e conseguiram em dois meses melhorar meu corpo para poder atingir resultados que talvez somente conseguisse em 7-8 meses sozinha. Sou muito grata à esse patrocínio e por poder confiar que estaremos ainda melhores em 2016.
Como li esse final de semana na autobiografia do Andre Agassi:
"Não posso prometer que você não vai se cansar, diz ele. Mas, por favor, saiba disso: há muita coisa boa esperando você do outo lado do cansaço. Canse-se, André. É aí que você vai se conhecer. Do outro lado do cansaço."
Que venha 2016!
Esse é o evento teste para o próximo plano, que é de jogar os Abertos do Ranking Nacional em 2016. Foram três dias de jogo e um dia de treino, o que é mais que fiz desde outubro do ano passado. E o foco era: um bom swing de cada vez durante quatro dias! A vitória seria jogar de quinta a domingo - todo o resto seria bônus extra!
Tive um bom começo - joguei quinta e sexta com tranquilidade e sem dores. Deu para sentir que quem joga andando no novo campo de Poços, anda em qualquer outro lugar no mundo! Porém, a parte técnica ficou a desejar - errei muitos putters e alguns approachs que não podia errar. Joguei bem acima do score que queria, mas sentindo que podia melhorar muito nos próximos dois dias. A batida estava boa e a cabeça também.
Joguei sábado bem focada - não queria cometer os mesmos erros. Depois de um bom começo e um meio de volta turbulento, cheguei no buraco 17 (n° 8 do IPGC) e à 100 jardas da bandeira mandei um filaço para passar o green. Caramba! Eu precisava de um boost de confiança e não um filaço. Ao chegar na bola, que era muito rápida, disse à mim mesma: "um bom swing de cada vez!". Após soltar a bola no pitch, ela vagarosamente correu e morreu no buraco. Levantei a mão pro céu, agradeci e meus olhos se encheram de lágrimas. Joguei minha melhor volta oficial num torneio - 77!
Mesmo com os putters ainda bem instáveis, tinha conseguido colocar a cabeça no lugar e evitado erros. Depois da cirurgia, ainda não tinha conseguido jogar bem, nem mantido a concentração por 18 buracos. Cheguei a sentar e rir sozinha - aquela vozinha que diz "você consegue" voltou e me senti boba de ter pela primeira vez acreditado nela.
Mas a noite chegou e com ela veio toda a dor de jogar golfe competitivo por mais de 3 dias seguidos. Ai descobri que mentiroso àquele que diz que depois da tireoidectomia, com hormônios a vida volta ao normal.
No máximo ela volta à normalidade.
Não conseguia dormir no sábado. Meus pés e pernas latejavam. o cansaço físico era evidente. Eu estava preparada psicologicamente, mas meu corpo ainda não estava 100%. Dormi com as pernas para cima e torcendo para que estivesse melhor no dia seguinte!
Pelotão de domingo - jogando com duas pessoas que muito admiro - estava batendo bem na bola, errei alguns putters. Mas no buraco 7, desmontei... Minhas pernas pesavam uma tonelada. Uma mistura de cansaço, calor, adaptação do corpo aos hormônios - um pouco de tudo. Lembrava que nesse mesmo Aberto no ano passado, joguei quatro dias, carregando a taqueira nas costas e sem pestanejar - então sabia que se eu havia conseguido antes, ia conseguir de novo!
A cada rotina de batida, pensava comigo: não posso parar. Não vou parar. Um bom swing de cada vez!
Quando o corpo estava gritando, eu pensava que não havia como eu explicar pra alguém que cheguei no último dia e desisti. Eu nunca desisto. Eu iria acabar, nem que fosse batendo putters no último buraco. Economizei energia, foquei em só bater na bola e andar - o importante era acabar o jogo e o resultado agora seria o menos importante.
Ao chegar no buraco 18, com o coração quase aliviado da dor e peso, estava com um último putter para birdie. Bati na bola e ao entrar no buraco, meus amigos, família, parceiros estavam assistindo, aplaudindo! Esse momento foi a minha vitória. Venci o cansaço, venci as dores - joguei 3 dias de torneio mais um de treino. E de quebra, ainda consegui meu melhor resultado em um Aberto do Estado, com o 3° lugar gross e 2° net!
Eu não conseguiria ter feito isso sem a Thelma e Liz, do Studio Ação. Elas entraram no meu treino, com todo a preparação física e conseguiram em dois meses melhorar meu corpo para poder atingir resultados que talvez somente conseguisse em 7-8 meses sozinha. Sou muito grata à esse patrocínio e por poder confiar que estaremos ainda melhores em 2016.
Como li esse final de semana na autobiografia do Andre Agassi:
"Não posso prometer que você não vai se cansar, diz ele. Mas, por favor, saiba disso: há muita coisa boa esperando você do outo lado do cansaço. Canse-se, André. É aí que você vai se conhecer. Do outro lado do cansaço."
Que venha 2016!
segunda-feira, 10 de agosto de 2015
A Matilha no Interfederações!
No início de Julho, recebi um convite! Não o mesmo convite que tive em 2012 e 2013, mas o convite para ser Capitã da equipe feminina da Federação Paulista de Golfe no Interfederações. Lembrei no mesmo minuto da Vivian Golombek, capitã da nossa equipe em Búzios 2012!
A Vivian é uma figura - risonha, animada, sempre alegre - trouxe o melhor de nós, tomou alguns riscos e com ela fomos campeãs! E queria me espelhar nisso.
Nossa equipe esse ano foi composta pela Lauren Grinberg, Carla Ziliotto e Giovanna Yabiku e assim como as outras federações, mostra uma renovação nos jogadores - a média de idade baixou bastante!
Ser Capitã é uma experiência diferente - você somente tem controle da sua estratégia! Durante o jogo, era com elas - e como são jogadoras melhores que eu, tudo que eu podia fazer era torcer, sofrer e lembrá-las: "um bom swing de cada vez. Foco"! E como sofri - acompanhando nosso pequeno amuleto Giovana até o 18, a Carla "sem sangue" andando até os putters que somente ela sabia que já tinha embocado e a energia extra da Lauren que virava drivers com vôo de 230 jardas!
Mas sofrimento mesmo foi o último dia, quando jogamos contra a também invicta equipe do RJ, que levou nosso jogo até o 18 nas duplas! Com Carla e Lauren, 2 up no tee do 16, jogando contra Clara e Thuane, tudo que precisávamos era de um buraco ganho para garantir os pontos da manhã e chegar mais perto da taça. Perdemos o 16, perdemos o 17 e à caminho do 18, no nosso cart, era possível escutar o coração meu e da Giovana palpitando na garganta! Carla e Clara bateram os drivers, e Thuane colocou a bola a 4-5 metros da bandeira. Precisávamos de um bom approach de 90 jardas. E ele veio! Nossa Chihuahua deixou a bola dada, para garantir pelo menos empate e forçar o RJ a embocar um putter difícil. Com a equipe toda no green, torcida de SP e RJ, Clara tocou e a bola passou muito perto, mas não entrou! Comemoramos por dentro - MUITO!
Durante a tarde, no primeiro sorteio que veio ao meu favor, tivemos o confronto de Lauren e Thuane e Carla e Clara! Clara não errou - e deixou nossa Pitbull no green do 12, o que colocou muita pressão no jogo entre Lau e Thuane - era um jogo de raça, torcida, foco, putters longos e bancas no pino. Foi tenso e foi lindo! Lau e o amuleto Giovanna levaram no 17 e pela primeira vez, a tremedeira e coração palpitando viraram tranquilidade!
Dentre Pitbulls, Chihuahas e Malteses, saíram todos vivos! Espero ter trazido o melhor da equipe, além do título. A Matilha se tornou Bi-Campeã.
E me orgulho de ter feito parte dessa equipe feminina.
Matéria Golfe.esp.br
Matéria FPG
A Vivian é uma figura - risonha, animada, sempre alegre - trouxe o melhor de nós, tomou alguns riscos e com ela fomos campeãs! E queria me espelhar nisso.
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| Interfederações 2012 - Búzios - Equipe Campeã |
Nossa equipe esse ano foi composta pela Lauren Grinberg, Carla Ziliotto e Giovanna Yabiku e assim como as outras federações, mostra uma renovação nos jogadores - a média de idade baixou bastante!
Ser Capitã é uma experiência diferente - você somente tem controle da sua estratégia! Durante o jogo, era com elas - e como são jogadoras melhores que eu, tudo que eu podia fazer era torcer, sofrer e lembrá-las: "um bom swing de cada vez. Foco"! E como sofri - acompanhando nosso pequeno amuleto Giovana até o 18, a Carla "sem sangue" andando até os putters que somente ela sabia que já tinha embocado e a energia extra da Lauren que virava drivers com vôo de 230 jardas!
Mas sofrimento mesmo foi o último dia, quando jogamos contra a também invicta equipe do RJ, que levou nosso jogo até o 18 nas duplas! Com Carla e Lauren, 2 up no tee do 16, jogando contra Clara e Thuane, tudo que precisávamos era de um buraco ganho para garantir os pontos da manhã e chegar mais perto da taça. Perdemos o 16, perdemos o 17 e à caminho do 18, no nosso cart, era possível escutar o coração meu e da Giovana palpitando na garganta! Carla e Clara bateram os drivers, e Thuane colocou a bola a 4-5 metros da bandeira. Precisávamos de um bom approach de 90 jardas. E ele veio! Nossa Chihuahua deixou a bola dada, para garantir pelo menos empate e forçar o RJ a embocar um putter difícil. Com a equipe toda no green, torcida de SP e RJ, Clara tocou e a bola passou muito perto, mas não entrou! Comemoramos por dentro - MUITO!
Durante a tarde, no primeiro sorteio que veio ao meu favor, tivemos o confronto de Lauren e Thuane e Carla e Clara! Clara não errou - e deixou nossa Pitbull no green do 12, o que colocou muita pressão no jogo entre Lau e Thuane - era um jogo de raça, torcida, foco, putters longos e bancas no pino. Foi tenso e foi lindo! Lau e o amuleto Giovanna levaram no 17 e pela primeira vez, a tremedeira e coração palpitando viraram tranquilidade!
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| Interfederações 2015 - Brasília - Equipe Bicampeã |
Dentre Pitbulls, Chihuahas e Malteses, saíram todos vivos! Espero ter trazido o melhor da equipe, além do título. A Matilha se tornou Bi-Campeã.
E me orgulho de ter feito parte dessa equipe feminina.
Matéria Golfe.esp.br
Matéria FPG
quarta-feira, 29 de julho de 2015
Momentos
Um querido amigo meu, que nos acompanhou na infância, postou uma foto hoje minha, com o grande Pepê!! Pepê é um cara de swing incrível, grande técnica, ótimo jogador - talento nato e sempre o admirei muito!! No foto, estávamos jogando juntos alguma etapa do Interclubes Juvenil de 2000, no Santos São Vicente Golf Club.
Eu me lembro MUITO desse dia, tinha meus 15 anos, jogava com o acompanhamento do meu querido Horácio, ainda atual professor, tinha acabado de voltar do Sulamericano no Uruguai... Ainda jogava handball também - como é de meu temperamento, fazia tudo ao mesmo tempo agora!!
A equipe de Poços viajou do jeito que a gente podia viajar: combi azul emprestada (vulgo Expresso Azulão!!), uniforme que os pais e sócios se uniam para comprar, apartamento de nossa querida amiga - a viagem toda era na raça! Na nossa equipe, filhos de sócios, um de nossos caddies que era jogador, handicaps de todos os jeitos.... Tínhamos pouca grana, mas muita vontade de jogar! O Interclubes era disputadíssimo e o nosso clube, Diretoria, e os pais se esforçavam muito para jogarmos!!
Eu me lembro MUITO desse dia, tinha meus 15 anos, jogava com o acompanhamento do meu querido Horácio, ainda atual professor, tinha acabado de voltar do Sulamericano no Uruguai... Ainda jogava handball também - como é de meu temperamento, fazia tudo ao mesmo tempo agora!!
A equipe de Poços viajou do jeito que a gente podia viajar: combi azul emprestada (vulgo Expresso Azulão!!), uniforme que os pais e sócios se uniam para comprar, apartamento de nossa querida amiga - a viagem toda era na raça! Na nossa equipe, filhos de sócios, um de nossos caddies que era jogador, handicaps de todos os jeitos.... Tínhamos pouca grana, mas muita vontade de jogar! O Interclubes era disputadíssimo e o nosso clube, Diretoria, e os pais se esforçavam muito para jogarmos!!
Naquele dia joguei a melhor volta da minha vida juvenil: 81 gross! Ganhei o troféu Scratch do famosíssimo Pedro Da Costa Lima, que já era super talentoso e só melhorou dali pra frente (difícil agora ganhar dele!!).
Me lembro ainda, que como típicos adolescentes, a minha equipe não ficou na premiação, porque um dos jogadores de Poços havia brigado com uma das minhas amigas, na época, namoradinhos.... Fiquei muito brava!! Já tinha o temperamento Moretti desde criança.....
Com esse mesmo putter que estava ai na mão na foto de 2000, joguei minhas melhores voltas em torneio oficial, no mesmo campo, 14 anos depois! Putter que foi herdado do meu pai, passou pelas mãos do meu irmão e tinha um adesivo de sorriso na ponta!! O putter sorria!!! :)
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| Aberto do SVGC 2014, green do 18 |
Na época, sem grandes avanços tecnológicos, ganhei no correio algumas semanas depois a foto do querido Luizinho Neto Goncalves. Após o Aberto do Estado no ano passado, mandei a mesma foto pro Jonny, pai do Pepê! E hoje, com o bem melhor avanço tecnológico, revivi uma nova memória!!
Emoticon smile Emoticon smile Bom demais.... Obrigada, querido!!!
segunda-feira, 15 de junho de 2015
XXX Aberto Feminino do São Fernando Golf Club
Nos dias 10 e 11 de junho, tive o prazer de participar do 30° Aberto do São Fernando Golf Club - campo espetacular, lindo, organização maravilhosa!
Nos últimos anos aprendi a gostar de Abertos Femininos mais que já gostava de Abertos de Golfe do interior! Então meu calendário estará sempre com esses eventos bem reservados!
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| Foto de Ricardo Fonseca e Thaís Pastor |
Cheguei no São Fernando com uma boa batida, mas dificuldade nos greens por serem muito rápidos e nas bancas, que é um ponto que preciso ainda melhorar como jogadora. Ou seja, assim que você perde ritmo, o jogo curto é o primeiro que sofre. Fiz uma volta difícil no primeiro dia, mas consegui sair feliz de campo ao rodar bem nos últimos nove buracos. No segundo dia, a batida continuou boa - bons drivers, recuperação legal, ferros longos e curtos mais estáveis, mais ainda cometendo erros que me machucavam. Os putters não foram tão bons e as bancas me prejudicaram muito. Quanto mais fugia da areia, mais ela me perseguia!!
O resultado podia ser muito melhor - ainda estou um pouco ansiosa e cometo erros bastante evitáveis - mas sai feliz com a melhoria que vi no meu jogo e no retorno do meu impacto nas batidas. Tenho certeza que com meus treinos, vou ganhar mais estabilidade e conseguir buscar melhores resultados, em breve!
E esse foi o primeiro torneio que joguei em parceria com a STUDIO AÇÃO (Facebook Stúdio Ação), que está fazendo todo meu treinamento físico, e melhor ainda: voltado para o golfe! Isso vai me ajudar a voltar a ter as condições físicas de 2014! :)
Comparado com os últimos seis meses, me sinto bem melhor em campo fisicamente e daqui pra frente a tendência é somente melhorar - evitar lesões e melhorar resultados! Com o treinamento funcional, vamos chegar lá com mais firmeza.
Comparado com os últimos seis meses, me sinto bem melhor em campo fisicamente e daqui pra frente a tendência é somente melhorar - evitar lesões e melhorar resultados! Com o treinamento funcional, vamos chegar lá com mais firmeza.
Coisas boas estão por vir... Tenho certeza disso!

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