quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Uma peça fundamental que faltava

4 de janeiro 2016.
Dia oficial do retorno da dieta pra 99% da população brasileira.
Isso. Aquela dieta que você atrasa pra toda próxima segunda-feira. Essa mesmo.

Meu dia 4 de janeiro foi há quatro meses!

Após alguns meses de treinamento com a querida Studio Ação, os resultados começaram a aparecer. Cada semana eu conseguia superar um pouco além do que havia feito na semana anterior. E claro que isso me deixava muito animada e inspirada pra correr atrás do físico que precisava para competir. Porém, faltava uma complementação - minha dieta era restritiva e pobre. Acabei emagrecendo de forma incorreta e não ganhava tudo que poderia ganhar com os treinos físicos. Estava melhorando, mas ainda sabia que poderia ser mais eficiente (até porque tinha dores musculares insuportáveis e sabia que poderia evitar grande parte com uma nutrição melhor). 

Então não teria jeito - precisava de um acompanhamento nutricional bom. Não poderia ter uma dieta normal, eu queria um profissional que me entendesse como atleta, sem tireoide, que não aceitaria dores como sintomas psicológicos (o que escutei do meu médico) e também vegetariana - assim como tenho com a Studio Ação. Eu sou dedicada, então queria alguém que me escutasse! 

Como a vida é linda, tenho a sorte de ter conhecido na Seleção Brasileira Feminina de Cricket duas pessoas fantásticas, irmãs Narayana e Erika Reihner. Elas são Capitã e Vice da nossa seleção e jogamos cricket juntas desde 2013. E melhor ainda são Nutricionistas Esportivas excelentes, proprietárias da Clinica Salute, em Brasília.

E foi assim: sentadas após o Campeonato Nacional de Cricket, à beira do gramado, que começamos nosso trabalho! Fiz minha avaliação física, recebi a dieta e na primeira semana notei o quanto estava comendo pouco e errado. Hidratação então, sem comparação! Com a mudança na alimentação, dieta e suplementação apropriadas, suprindo minhas necessidades dentro da minha amada louca rotina eu notei meus melhores resultados físicos. E esse passo refletiu positivamente na minha vida inteira!


Café da manhã hoje :)

Sempre achei que fosse chocólatra, mas rapidamente perdi a vontade daquele doce após o almoço, minhas dores foram melhorando aos poucos e hoje são bem menos frequentes, meu corpo mudou bastante e minha disposição, aaaaaah, que disposição!!! :) Eu me sinto muito melhor hoje que me sentia há anos - os 30 anos estão provando ser os meus melhores.

E é nesse momento que você nota que mudanças não são milagres! 

Então no dia 4 de janeiro de 2016 eu não comecei a dieta! Eu tomei a decisão de continuar minha mudança de vida para melhor e mais saudável que comecei em 2015! Com o apoio da querida Nany e Kika, da Clinica Salute, e Liz e Thelma, do Studio Ação!

Vamos começar uma vida nova?! 

Eu já comecei :)


Clinica Salute:
Nany e Kika Reihner

Endereço: Quadra 910 - Bloco "D" Sala 244. 
Ed. Mix Park Sul 
Asa Sul, Brasília/DF 

Telefone: (61) 3244 8037
http://clinicasalute.com

Facebook: Aqui!  

domingo, 13 de dezembro de 2015

De dentro pra fora!

Vida de atleta amador, em dois esportes, não é fácil! 

Desde o meio de setembro estava tentando passar um fim de semana completo no campo de golfe - às vezes não conseguia pelo trabalho, às vezes por compromissos pessoais, às vezes pelo clima... Logo após o Campeonato de Cricket no Chile, fiquei afastada por mais de 4 semanas por causa de uma lesão no polegar - enfim, estava um pouco afastada dos treinos e ainda mais afastada dos campos!  

Mas esse fim de semana reservei pra minha paixão antiga! Sexta, sábado e domingo seriam do GOLFE e nada me impediria! Voltei a minha rotina de preferência, que se baseia em treino na sexta e jogos no sábado e domingo e ia sentir como seria com o jogo, o físico e no final e mais importante, minha realização com o fim de semana.

Sexta foi tranquilo, e sábado foi o teste. Bati bem na bola depois de 4 buracos em jogo, me incomodei um pouco no começo com as costas. Mas depois de alongar e esquentar, bati bem, consegui manter os putters e fiz 4 birdies. Mas não mantive o controle, perdi a cabeça lou-ca-men-te em alguns momentos e explodi o score em 3 buracos... Joguei 10+, mas com sensação de 20+! 

Fui pra casa frustada. Quando estou em Poços, julgo meu jogo na capacidade de fazer birdies e pares, nessa ordem, então sabia que poderia fazer scores, se me controlasse de dentro pra fora.
No golfe, a mudança tem que vir dessa forma - você começa o jogo à partir do momento que você toma atitude de jogar aquele dia (ou naquele torneio). Desde criança ouço minha mãe dizer que ela jogava 18 buracos com a cabeça no travesseiro na noite anterior - e ela sempre foi uma ótima jogadora. E quando você se torna atleta durante todo o dia, ao invés de focar somente no momento do impacto, o atleta se torna maior que o amador. E nisso você vira golfista de novo...

Com isso em mente, comecei domingo mais focada e sabendo que precisava me centrar - e o jogo naturalmente veio - 3 birdies, 10 pares e um OB: 3+! Em nenhum momento me permiti perder a cabeça ou o controle e isso fez a diferença. A tacada de 100 jardas para o green e aquele approach pra salvar par, o putter pra birdie e pra bogey... todos com o mesmo foco, mesma rotina - e que mudança isso trouxe! 

Vida de atleta amador, em dois esportes, não é fácil! 
Mas é simplesmente maravilhoso....



  

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Recuperação de lesão e volta aos campos

Quase todo atleta conhece um momento que a ansiedade é quase impossível: a recuperação de lesão! E nesse caso não tem jeito, temos que esperar, trabalhar no repouso e ter paciência com as 20 repetições na fisioterapia, 2x ao dia, que parecem não acabar e não resultar nada (sabemos que traz resultados - é somente força de expressão de uma blogueira imediatista :) )!

Logo após o final do Campeonato Sul Americano de cricket, após uma comemorada noite depois da vitória, acabei caindo e deslocando a falange do dedão esquerdo. Pra quem nunca tinha tido nada além de alguns arranhões e hematomas, tomei um baita susto. Pra que raios eu fui descer aquela escada que evitei a semana inteira???

Enfim, choros à parte, na últimas quatro semanas eu mal relei em um taco de golfe. Até esse último sábado, quando consegui fazer alguns approachs, pitchs e com uma leve dor no dedo nos ferros longos (isso é uma grande melhoria para quem não conseguia fazer um grip quinze dias atrás). Estamos voltando! Yuppie!

Nesse tempo em que não consegui segurar no taco de golfe, usei minhas energias para três coisas: 1. foco no treino físico - abdominal, inferior, condicionamento, 2. foco na dieta - para não avacalhar o que consegui nos primeiros 40 dias de alimentação focada no rendimento e 3. foco no cricket! Sim, não conseguia pegar num taco de golfe, mas conseguia arremessar e segurar num taco de cricket! :)

O cricket tem sido uma aprendizagem e tanto para mim. Quando prometi a mim mesma que não jogaria cricket nunca na vida, que isso seria um hobby do meu marido e não meu, eu sabia no fundo do meu coração que na verdade eu estava evitando aquele amor proibido, como se um segundo esporte fosse uma traição ao meu amor infinito pelo golfe. Me deixei levar pela tentação e aqui estamos, três anos depois...

Mas esse amor de dois esportes se complementam de forma fantástica. No golfe, eu tenho o individualismo que preciso para focar, treinar e ter a concentração em cada tacada a ponto de isolar qualquer ação externa para obter o melhor de mim - em todo movimento. Golfe para mim é lindo, é a execução que busca a perfeição, é o controle de emoções e pouca expressão externa, alta pressão individual, é a influência de todos as variáveis, é a definição de jogo mental e equilíbrio. Eu acho o golfe fantástico! E ele realmente é.
O cricket se beneficia de tudo que o golfe ensina (além dos cover drivers), mas tem o diferencial da possibilidade de expressão das emoções, do desafio em mutação contante, do pensamento coletivo... 

Até quando terei o benefício de manter os dois esportes bem... não sei! Mas sei que enquanto puder, estarei com ambos... 

E que seja lindo!

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

Se alguém me falasse no ano passado...

Se alguém me falasse no ano passado, no final do Cricket WSAC (Womens South American Championship) que:

- que eu aprenderia a bater de verdade numa bola,
- que faria meus primeiros 100 pontos em um jogo,
- que eu pensaria mais como atleta que como turista,
- que comeria logo depois do jogo, mesmo sem fome, só por saber que isso seria bom pra mim,
- que estaria com patrocínio para melhoria da parte física, em rendimento e condicionamento esportivo,
- que usaria minha psicologia esportiva do golfe no cricket,
- que nós jogaríamos com a paixão que jogamos esse ano,
- que eu seria a melhor batedora do campeonato
- que seríamos Campeãs no VI WSAC

eu não acreditaria...

Que essa sensação de que tudo valeu a pena continue e nos estimule para as próximas etapas - p
or todos o treinos, todo o esforço, todas as dificuldades!



See you soon, VII WSAC!

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Quando o esporte coletivo entra em nossas vidas....


Esse fim de semana foi de CRICKET!
Após uma passagem feliz pelo 16° Aberto do Arujá Golf Club, cheguei em Poços focada em mais uma etapa do Campeonato Nacional de Cricket Feminino. Jogo cricket há 3 anos e foi ótimo pois passei a ter um esporte coletivo em contraste com o individualismo que o golfe me traz.     

As Pandas, como somos chamadas, tem menos tempo de Cricket que as meninas do Brasília Cricket Ladies (BCL) - mas também tem menos idade. Então é uma disputa de experiência das Brasilienses e renovação das novas jogadoras. Sou capitã e uma das pessoas mais velhas da equipe dos Pandas hoje, que tem jogadoras de 12 a 35 anos. Mas no campo, são 11 contra 11 e tudo isso é ignorado - ganha, quem jogar melhor.

Internamente, eu tinha a sensação que estava jogando cricket pela primeira vez quando entrei no taco - e pois pareceu mesmo! Saí no segundo arremesso! Estava frustada por dentro - "poxa, treino tanto para não conseguir fazer um ponto sequer...? Quando é que vou conseguir mostrar no campo, o que eu faço no treino?". Mas ainda tivemos um primeiro jogo muito competitivo, onde perdemos por um pouco menos de 2 overs.

No segundo jogo, começamos mal. Nossos arremessos estavam menos difíceis e as meninas de Brasília não perdoaram. Brincamos de tentar pegar bolinhas enquanto elas faziam mais de 100 pontos. Fecharam nossos 20 overs em 116. Nós nunca tínhamos feito mais de 78 pontos - caramba!! 
Minha primeira rebatedora disse que preferiria não entrar agora - então decidi entrar com minha vice capitã, Renatinha. Entramos e falamos: "Vamos ficar! Sejamos felizes!". E assim foi, devagar, com apenas 14 pontos em 5 overs. Ainda frustada, mas estava com uma paciência interna que não tinha no primeiro jogo - eu queria ficar lá. Renatinha fez um over lindo no meio do jogo e de repente começamos fazer pontos, rebater melhor, roubar corridas e a ouvir a nossa equipe torcendo no banco. E notamos que ERA SIM POSSÍVEL conseguir os 117 pontos que precisávamos para ganhar. E no último over, com 5 pontos para ganhar, faltando duas bolas, fechamos o jogo!!!! Sem nenhum wicket, com nossos record de pontos e praticamente o melhor jogo das Pandas até aquele momento!! Felicidade plena - restauramos a confiança da equipe! Agora, podíamos tudo!!!


Eu com 37 pontos e Renatinha com 47! Primeira vitória do Cricket Pandas do ano

Domingo era dia da final - mas eu continuava com problema de desfalques na equipe. Literalmente chamei TODAS AS PESSOAS que já haviam jogado conosco! E nessa necessidade extrema de encontrar uma, vieram duas! 

Começamos jogando no taco e a estratégia foi a mesma - entrei com a Renatinha - mas dessa vez, com confiança, para fazer pontos. E começamos mais rápido, com menos erros. Acabei sendo eliminada no 13° over, com 36 pontos, e nosso time perdeu rápido algumas outras jogadoras - mas mantivemos o placar rodando e chegamos ao nosso novo record: 122 pontos em 20 overs! E pensar que 3 anos atrás, tínhamos feito 19 pontos em 20 overs... 
Apesar de estar super empolgada, precisava manter o pé no chão - ainda tínhamos que defender 20 overs de boas rebatedoras e evitar a derrota - que nesse momento seria muito dura. Tínhamos que jogar para a primeira vitória do Cricket Pandas sob o BCL - tínhamos perdido as quatro etapas iniciais - e a derrota era sempre amarga.
Começamos com um fielding lindo. As meninas focadas, bons arremessos, aceitando e trabalhando nas instruções de posicionamento. Erramos pouco, e consertamos rápido. E com esse trabalho em equipe, com todas as 14 jogadoras que estiveram conosco durante o torneio, conseguimos a primeira vitória de uma etapa do Campeonato Nacional Feminino!!!!!  

Primeira vitória do Cricket Poços Feminino - PANDAS

A sensação foi de alívio, foi de saber que o treino traz resultados, de ver as meninas crescendo dentro do esporte e se tornando mulheres de raça, com paixão pela equipe, paixão pela vitória. Como "Mãezona", meu apelido de equipe, eu não poderia me sentir mais orgulhosa. Nós perdemos o Nacional no geral, pois tivemos 3 derrotas e somente 2 vitórias - mas levamos a segunda etapa. E ver o trabalho de alguns anos mostrando resultados e trazendo esse sorriso maravilhoso que vi no rosto de cada uma de nossas jogadoras faz tudo valer a pena. 

PANDINHAS, que orgulho de vocês!! Obrigada, Rick, Matt e Felippe, pelos treinos, pelo apoio moral, pelo trabalho que vocês fazem nos bastidores para que tudo isso fosse possível. 

Esse é um fim de semana que nunca esquecerei.

Beijos da Capitã

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

66° Aberto do Estado de São Paulo

Depois de dois meses de preparação física, jogo mais um campeonato! Dessa vez, um campo lindo, com temperaturas altas, com nível técnico boníssimo e o queridinho dos Campeonatos: o Aberto do Estado de São Paulo!

Esse é o evento teste para o próximo plano, que é de jogar os Abertos do Ranking Nacional em 2016. Foram três dias de jogo e um dia de treino, o que é mais que fiz desde outubro do ano passado. E o foco era: um bom swing de cada vez durante quatro dias! A vitória seria jogar de quinta a domingo - todo o resto seria bônus extra!

Tive um bom começo - joguei quinta e sexta com tranquilidade e sem dores. Deu para sentir que quem joga andando no novo campo de Poços, anda em qualquer outro lugar no mundo! Porém, a parte técnica ficou a desejar - errei muitos putters e alguns approachs que não podia errar. Joguei bem acima do score que queria, mas sentindo que podia melhorar muito nos próximos dois dias. A batida estava boa e a cabeça também.
  


Joguei sábado bem focada - não queria cometer os mesmos erros. Depois de um bom começo e um meio de volta turbulento, cheguei no buraco 17 (n° 8 do IPGC) e à 100 jardas da bandeira mandei um filaço para passar o green. Caramba! Eu precisava de um boost de confiança e não um filaço. Ao chegar na bola, que era muito rápida, disse à mim mesma: "um bom swing de cada vez!". Após soltar a bola no pitch, ela vagarosamente correu e morreu no buraco. Levantei a mão pro céu, agradeci e meus olhos se encheram de lágrimas. Joguei minha melhor volta oficial num torneio - 77! 
Mesmo com os putters ainda bem instáveis, tinha conseguido colocar a cabeça no lugar e evitado erros. Depois da cirurgia, ainda não tinha conseguido jogar bem, nem mantido a concentração por 18 buracos. Cheguei a sentar e rir sozinha - aquela vozinha que diz "você consegue" voltou e me senti boba de ter pela primeira vez acreditado nela.

Mas a noite chegou e com ela veio toda a dor de jogar golfe competitivo por mais de 3 dias seguidos. Ai descobri que mentiroso àquele que diz que depois da tireoidectomia, com hormônios a vida volta ao normal.

No máximo ela volta à normalidade. 

Não conseguia dormir no sábado. Meus pés e pernas latejavam. o cansaço físico era evidente. Eu estava preparada psicologicamente, mas meu corpo ainda não estava 100%. Dormi com as pernas para cima e torcendo para que estivesse melhor no dia seguinte!

Pelotão de domingo - jogando com duas pessoas que muito admiro - estava batendo bem na bola, errei alguns putters. Mas no buraco 7, desmontei... Minhas pernas pesavam uma tonelada. Uma mistura de cansaço, calor, adaptação do corpo aos hormônios - um pouco de tudo. Lembrava que nesse mesmo Aberto no ano passado, joguei quatro dias, carregando a taqueira nas costas e sem pestanejar - então sabia que se eu havia conseguido antes, ia conseguir de novo!
A cada rotina de batida, pensava comigo: não posso parar. Não vou parar. Um bom swing de cada vez!
Quando o corpo estava gritando, eu pensava que não havia como eu explicar pra alguém que cheguei no último dia e desisti. Eu nunca desisto. Eu iria acabar, nem que fosse batendo putters no último buraco. Economizei energia, foquei em só bater na bola e andar - o importante era acabar o jogo e o resultado agora seria o menos importante.  

Ao chegar no buraco 18, com o coração quase aliviado da dor e peso, estava com um último putter para birdie. Bati na bola e ao entrar no buraco, meus amigos, família, parceiros estavam assistindo, aplaudindo! Esse momento foi a minha vitória. Venci o cansaço, venci as dores - joguei 3 dias de torneio mais um de treino. E de quebra, ainda consegui meu melhor resultado em um Aberto do Estado, com o 3° lugar gross e 2° net!

Eu não conseguiria ter feito isso sem a Thelma e Liz, do Studio Ação. Elas entraram no meu treino, com todo a preparação física e conseguiram em dois meses melhorar meu corpo para poder atingir resultados que talvez somente conseguisse em 7-8 meses sozinha. Sou muito grata à esse patrocínio e por poder confiar que estaremos ainda melhores em 2016.




Como li esse final de semana na autobiografia do Andre Agassi:
"Não posso prometer que você não vai se cansar, diz ele. Mas, por favor, saiba disso: há muita coisa boa esperando você do outo lado do cansaço. Canse-se, André. É aí que você vai se conhecer. Do outro lado do cansaço."

Que venha 2016!

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

A Matilha no Interfederações!

No início de Julho, recebi um convite! Não o mesmo convite que tive em 2012 e 2013, mas o convite para ser Capitã da equipe feminina da Federação Paulista de Golfe no Interfederações. Lembrei no mesmo minuto da Vivian Golombek, capitã da nossa equipe em Búzios 2012!
A Vivian é uma figura - risonha, animada, sempre alegre - trouxe o melhor de nós, tomou alguns riscos e com ela fomos campeãs! E queria me espelhar nisso.

Interfederações 2012 - Búzios - Equipe Campeã

Nossa equipe esse ano foi composta pela Lauren Grinberg, Carla Ziliotto e Giovanna Yabiku e assim como as outras federações, mostra uma renovação nos jogadores - a média de idade baixou bastante!

Ser Capitã é uma experiência diferente - você somente tem controle da sua estratégia! Durante o jogo, era com elas - e como são jogadoras melhores que eu, tudo que eu podia fazer era torcer, sofrer e lembrá-las: "um bom swing de cada vez. Foco"! E como sofri - acompanhando nosso pequeno amuleto Giovana até o 18, a Carla "sem sangue" andando até os putters que somente ela sabia que já tinha embocado e a energia extra da Lauren que virava drivers com vôo de 230 jardas!

Mas sofrimento mesmo foi o último dia, quando jogamos contra a também invicta equipe do RJ, que levou nosso jogo até o 18 nas duplas! Com Carla e Lauren, 2 up no tee do 16, jogando contra Clara e Thuane, tudo que precisávamos era de um buraco ganho para garantir os pontos da manhã e chegar mais perto da taça. Perdemos o 16, perdemos o 17 e à caminho do 18, no nosso cart, era possível escutar o coração meu e da Giovana palpitando na garganta! Carla e Clara bateram os drivers, e Thuane colocou a bola a 4-5 metros da bandeira. Precisávamos de um bom approach de 90 jardas. E ele veio! Nossa Chihuahua deixou a bola dada, para garantir pelo menos empate e forçar o RJ a embocar um putter difícil. Com a equipe toda no green, torcida de SP e RJ, Clara tocou e a bola passou muito perto, mas não entrou! Comemoramos por dentro - MUITO!
Durante a tarde, no primeiro sorteio que veio ao meu favor, tivemos o confronto de Lauren e Thuane e Carla e Clara! Clara não errou - e deixou nossa Pitbull no green do 12, o que colocou muita pressão no jogo entre Lau e Thuane - era um jogo de raça, torcida, foco, putters longos e bancas no pino. Foi tenso e foi lindo! Lau e o amuleto Giovanna levaram no 17 e pela primeira vez, a tremedeira e coração palpitando viraram tranquilidade!

Interfederações 2015 - Brasília - Equipe Bicampeã

Dentre Pitbulls, Chihuahas e Malteses, saíram todos vivos! Espero ter trazido o melhor da equipe, além do título. A Matilha se tornou Bi-Campeã.

E me orgulho de ter feito parte dessa equipe feminina.

Matéria Golfe.esp.br
Matéria FPG