segunda-feira, 20 de junho de 2016

Bandeirantes e Aberto do Paraná

Mais duas semanas de campeonatos! Com metas novas, jogo um pouco mais firme e agora com início de preparação mental também nas rotinas de jogo e treino.


Primeiramente o Bandeirantes, torneio da FPG que pela primeira vez tive o prazer de participar. O torneio foi no Lago Azul, campo que conheço desde adolescente e me sinto bem ali.

Joguei três dias com menos erros que nos primeiros nacionais. Tive uma batida mais consistente, pecando ainda nos putters, mas melhorando. Consegui ver melhorias no geral: melhores approachs, ferros com bom rendimento e no down side: drivers ainda precisavam melhorar, ainda sou um bebê em putters e preciso enfrentar meus medos no campo. Mantive uma terceira colocação e saí relativamente feliz no domingo.



Comentei no carro que desejaria que tivesse uns dias para acertar o swing antes de sair para Curitiba, pro Aberto do Paraná! Queria consertar alguns detalhes, mas o próximo voo estava a apenas alguns dias adiante...

Sem tempo a perder, CWB estava ali! Campo novo, cidade nova! Desde o dia de treino gostei muito do campo. Achei que os buracos favoreciam meu jogo, muitos pares 3, muitos pares 5 (alguns curtos) - sabe quando vem uma sensação delícia de campo!? Pois é! 
Joguei o primeiro dia tranquila - apesar da dificuldade nos putters, rodei bem a segunda volta. Fechei com +11, mas triste com os 39 putters dados. Fui direto para o putting green e mudei o toque. Fez a diferença! No segundo dia melhorei para 33 putters e joguei +4. Meu melhor resultado em torneio oficial até o momento. Mesmo com a chuva, com o frio, com a parada de 50 minutos, consegui manter a concentração, manter a calma e bater bem até o final. Felicidade de saber que podia jogar bem e que o treino dá sim resultado. 

Comecei o terceiro dia batendo ou muito bem ou muito mal no driving range. E isso refletiu no campo: ou eu acertava uma tacada maravilhosa ou uma tacada de iniciante. O jogo ficou inconstante - demais! E claramente essa inconstância afetou minha confiança no campo e consequentemente afetou o jogo no geral. Fiquei buscando a cada buraco o meu TP (turning point), aquele momento que faria um birdie ou embocaria um bom putter que me desse o gatilho para acabar a volta jogando bem. Infelizmente esse momento não veio no campo... 
Minha mente foi abaixo - não consegui reverter dos maus pensamentos e no golfe isso é um tiro no pé. Me segurei até o green do 18 e no último putter deixei os sentimentos saírem de mim. Estava frustada, decepcionada, triste por não ter conseguido jogar o meu golfe no terceiro dia. Não importava a posição final: eu somente queria ter conseguido jogar bem! 

Me dei o direito de ficar chateada. Me dei o direito de ficar decepcionada. Agora tenho o dever de correr atrás, se eu quiser que dias como esse não se repitam e que meus erros sejam menos constantes. 

Eu decidi entrar no Ranking Nacional esse ano para amadurecer no golfe. Eu sabia que provavelmente eu apanharia bastante dos campos. Sabia também que estava jogando com jogadoras experientes (apesar da maioria jovem), então posso dizer que estou no caminho certo. Não mata, fortalece.

Recebi uma mensagem do meu Mental Coach após expôs minha decepção: transforme a irritação em treino! E assim vamos fazer...

No livro da Michelle Wie e seu rumo ao golfe profissional tinha o seguinte: 

"I believe that failure is the greatest thing that happens to my golf game. It helps me recognize my mistakes"

Que seja aprendizado. 
E que venham os treinos.
Força, Foco e Fé!

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Adaptando o "novo ano"

As últimas semanas foram de adaptações e mudanças:

Mudança de rotina
Mudança de alinhamento
Mudança de foco
Mudança de respiração
Adaptação de pensamento
Adaptação de temperatura
Adaptação de metas
Adaptação de treinos

Foco. Meta.
Concentração. Respira.
Segue. Realiza.

Colocar tudo junto requer esforço.
Chegaremos lá. No golfe e no cricket.

2016 é ano de mudanças. Que venham!


segunda-feira, 25 de abril de 2016

XXXIII Aberto de Brasília - sentimentos à flor da pele

Decidi jogar o Tour Nacional em 2016. Decidi para conhecer outros campos, para conhecer outras jogadoras, para me incentivar a treinar mais e porque eu sempre tive essa vontade. 
Defini o Calendário no começo do ano e o primeiro a jogar seria Brasília! Adoro a cidade, tenho amigos por aqui, me sinto bem. Conheci um pouco do campo no Interfederações em 2015 e gostei. 

Primeiro dia de jogo foi difícil - errei a minha melhor tacada, os drivers. Acertei somente 5 de 14 fairways e acabou de tornando um jogo de recuperação do começo ao fim. O resultado não podia ter sido diferente. Esse foi o mesmo erro que tive no segundo dia de Campinas, onde os drivers saiam para a esquerda: ou por erro de posicionamento, ou por uma mão mais agressiva no topo do backswing! Ou ambos!

Segundo dia, fui focada em melhorar os drivers e deu certo: acertei 12 em 14. Tive também 13 greens in regulation, ou seja, minhas tacadas longas e ferros estavam bem. Mas foi nesse momento que comecei a ver alguns pequenos problemas. O primeiro: estrategicamente, errei grandiosamente em alguns buracos e isso me trouxe medo (sentimento terrível para ter no campo de golfe), e segundo: eu sabia que os putters não estavam bem - consegui salvar muito no segundo dia, mas eu tinha consciência que estava insegura. 
Fui para o putting green após o jogo e não consegui dai adiante me sentir bem mais e não conseguia visualizar o jogo do dia seguinte. Geralmente gosto de ver meu jogo, analisar no que vou melhorar e me foco nisso desde o dia anterior. Após o segundo dia de jogo, por algum motivo, eu não conseguia.

Cheguei no clube no terceiro dia e fiz a mesma rotina: putting green, driving range e bati bem nos dois lugares. Comecei o jogo com bom driver, segunda tacada no green e três putters. OKay, sem problemas. Segundo buraco, estava a um metro da bandeira: errei o par. Okay. Salvei um birdie de 5 metros no terceiro e vi uma esperança. Acertei o green no par 3 seguinte, três putters
A cabeça de um golfista é extremamente complexa e nesse momento, eu sabia que estava batendo bem, mas que o meu putter tinha travado! Não conseguia julgar a velocidade da bola, não conseguia ler uma caída e isso passou a afetar meu fairway. Tive uma sequencia de double-triple-double (com muitos putters) e desabei. Eu tive um BRANCO TOTAL! Foram momentos difíceis a cada swing - eu precisava de concentração extra somente para acabar a volta e lutando, finalizei com dois pares para minha pior volta da semana.

Na segunda volta, meu único plano era focar em cada tacada como um treino para o próximo campeonato. Acertei bons approachs, bons ferros, bons híbridos.
Acabei o jogo ainda batendo de forma satisfatória na bola, mas com o maior número de putters desde que comecei a registrar minhas estatísticas. Frustração era o sentimento que me descrevia de forma integral.

Conversei com algumas pessoas queridas - eu não sei o que aconteceu. Esse branco veio num momento importante, momento que eu havia decidido meu treino focado no jogo curto. Mas claro que os resultados de treinos não vem rápido assim. É preciso investir tempo, treino e principalmente ENFRENTAR SEUS MEDOS. Eu preciso me preparar melhor psicologicamente para poder enfrentar esses erros e saber que eu posso melhorar e me recuperar quando necessário.

Golfe é complexo. É cruel quando o desapontamento vem de você. Mas é nisso que crescemos e com isso que ganhamos maturidade esportiva.
Levanta a cabeça, sacode a poeira e vamos pro próximo!




quarta-feira, 13 de abril de 2016

33° Aberto Feminino de Campinas

Eu confesso que estava nervosa!

Tee do primeiro buraco deu um arrepio que não tinha há anos em campeonatos.
A cobrança não vinha de nenhum lugar. Era somente minha. Não queria jogar como havia jogado nos dois últimos torneios. E para isso, havia passado uma quantidade de tempo considerável entre driving ranges, assistindo torneios de golfe e afinando o swing com meu Head Pro, Horácio.

Primeiro buraco par 3 de 114 jardas, valendo um lindo Honda.
Espanei o PW e fiquei fora do green.
Pronto. Começou.
Tinha treinado chips nas últimas 3 semanas. E deu certo. Chip dado. Par!

E assim foi acontecendo. Estava mantendo a concentração e colocando a prova os treinos para evitar os erros do início do Tour. O plano durante o fim de semana foi: bater bem na bola. Somente isso. E para isso precisei de paciência e foco.

Acredito que os resultados foram positivos. Acertei a maioria dos meu tiros de sábado. Mas meus erros machucaram. Joguei 9+ com 3 greens de 3 putters e 3 double-bogeys doloridos. Ainda saí do campo de cabeça erguida - mas sabendo que poderia ter sido melhor!
Domingo foi mais complicado pois estava com meus tiros longos saindo para a esquerda! Usei meu putter para voltar para o fairway QUATRO vezes! Em compensação, recuperei o jogo muito bem, apesar de ter perdido dois putters dados por pura displicência. O resultado foi o mesmo de sábado, mas com acertos diferentes.

Fisicamente eu vejo o treino dando os maiores resultados: ganhei distância e o meu controle corporal evitam as dores na lombar. E isso é lindo!!! E outro ponto essencial é manter meus níveis de energia do início ao final do torneio - isso só é possível com a nutrição adequada - e nessas horas, a preparação pré-torneio é fundamental. (Super obrigada à Studio Ação e Clinica Salute Nutrição por mudarem minha vida!!!)

É somente um esporte, como sempre citamos. Mas o desafio de querer melhorar sempre faz dele um desafio viciante.

A Tia entre os Juvenis!!!
A luz do fim do túnel está ali! :)
Levamos 3° gross. Bem mais perto agora. No esporte não há milagres e a minha dedicação não vai parar.

Que venha o Tour Nacional.
Até logo, Brasília.



segunda-feira, 21 de março de 2016

Moving Forward....

De volta ao range na sexta-feira!
Foco, força e fé
Ainda não há milagres... 

Girl, 
You can have ups and downs
You can have troubles ahead of you.
But one thing I am sure
You are not here to give up.
Hold you head high
Transform you doubts in positive thinking..
Future is bright!
But sometimes you have to accept where you are

Before moving forward...




segunda-feira, 14 de março de 2016

Primeiro Aberto de 2016! Itapeva Golfe Clube

Defini meu calendário de 2016. Comprei minhas primeiras passagens, voltei para o Brasil, retomei à dieta e preparação física. E para ter uma noção de como estava o meu jogo e retomar o ritmo de campeonatos, prestigiei o lindo Torneio Aberto de Itapeva, válido para o Ranking Paulista Scratch e por Handicap.

Eu conheço o campo de Itapeva e essa seria minha terceira participação. Campo estreito, com greens pequenos e um erro custa bastante. E a falta de golfe nesses últimos dois meses mostrou que o golfe penaliza quem não foca! No primeiro dia tive o meu pior score em campeonato há muito tempo! Muitos putters, batida instável, poucos acertos e um pouco desconcentrada... Era acertar um driver e errar o approach ou estar para birdie e fechar com boggie! Difícil...

Comecei o segundo dia somente querendo bater BEM na bola. Precisava dar chances para os putters caírem e focar nos bons momentos de swing. Não podia exigir um super score, mas não podia deixar de concentrar!
Segundo dia Aberto de Itapeva - Foto de Marco Galvão
E melhorou. Fiz birdies, tive uma volta de somente 13 putters, bati bons drivers, acertei alguns bons chips. Mas ainda errei approachs, bunkers, e quando errava saia com triple ao invés de boggey! Foi sofrido e o score foi péssimo... mas um sofrido com uma luz no fim do túnel (quando no primeiro dia parecia mais uma caverna...)

Uma coisa estava bem: meu físico! Jogar 18 buracos por dia, carregando a taqueira foi tranquilo. Conseguiria jogar mais 1-2 dias tranquilamente...  Sem dores!!! Nesse ponto, onde houve treino adequado sem férias, certeza que evoluímos!

O que levo desse campeonato? Sem treino, não há resultados! Não há milagres no golfe. Talvez não haja milagres em nenhum esporte... Preciso treinar, focar e buscar melhores resultados.

Esse fim de semana temos mais um!
E vamos atrás de melhores tacadas...

Primeiro dia Aberto de Itapeva - Foto de Marco Galvão

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Estou viajando! E como fica minha preparação física?

Quando recebi a proposta de trabalhar na Costa Rica por dois meses, me vieram algumas preocupações: 1 Como vou ficar tanto tempo longe de casa nesse ritmo que temos hoje de trabalho?? e 2. Caracas!! E meus treinos? Vou perder tudo que estou fazendo agora??

No primeiro ponto, graças a tecnologia, de Skype, Whatsapp, Facebook, tenho bastante contato com minha família e amigos e consigo trabalhar de qualquer lugar que esteja! É corrido? Sim! É puxado? Muito. Mas é possível. Então não devo me queixar porque posso fazer o que preciso, inclusive minhas aulas e provas da faculdade (com alguns problemas de internet e uma conta de telefone alta, mas posso!!) :)

E o segundo ponto? E os treinos? Confesso que fiquei preocupada com isso. Estava recuperando o ritmo de jogo no golfe, com bons resultados no cricket e com super treino da Studio Ação e uma dieta show da Clínica Salute. Eu levo muito à sério meus treinos - eu não quero ser uma jogadora de golfe/cricket - eu quero ser uma BOA jogadora. Então não queria sair do foco de forma alguma.

Tinha um aliado: tenho meus treinos físicos no APP da Studio Ação e acesso meu login de qualquer lugar! Comprei um Band, trouxe minha bola suíca na mala e uma corda de pular, trouxe meu disco de equilíbrio, achei um TRX portátil para portas e pronto!
Legal! Agora tinha uma mini academia no hotel, já que na Costa Rica isso é raridade. E agora encontrar a VONTADE de fazer exercícios todos os dias?

Achei minha rotina. Nas primeiras semanas tive tempo para ter 3 treinos semanais de 1 hora. Adicionei as corridas no hotel e na estrada para complementar o aeróbico que é um ponto fraco. Agora que o trabalho passou a me tomar 10-14 horas por dia, reduzi o treino para 30 minutos e faço 4-5 vezes na semana. Quando não dá tempo de correr, fico com a corda! Os treinos são dinâmicos e é possível adaptar tudo (desde swing com galão de água quanto tríceps banco no canto da cama do hotel!) :)

Sou determinada. E se escuto um "não posso" quero mostrar o contrário. Encaro - se não der, tento de novo. E assim vou até me encaixar! Claro que tenho limitações, mas eu não deixarei de tentar. A minha prioridade de vida nessa viagem é cuidar de mim e trabalhar. Então os exercícios são parte da minha programação! Foco na saúde!

E eu achei que a dieta fosse ser o mais complicado! Duas semanas antes do Brasil, fiz compras: comprei meus manipulados, suplementação e tudo que precisava para essa estadia de 7 semanas. As malas de no máximo 32 quilos vieram LOTADAS! Achei alguns pequenos restaurantes na cidade que caem bem na minha dieta, estou fazendo compras no supermercado para cafe-da-manhã e consigo planejar o que preciso para manter o cardápio! Onde eu vou, a marmitinha vai atrás!


E ainda na mala vieram meu putter, 52° e 60° para treinos de golfe, além do taco de cricket. NO excuses!!

Se essa for sua prioridade, corra atrás. Dedique um tempo para VOCÊ! Cuide-se. Somos nosso bem mais valioso!
Dá trabalho? Sim. Cansa? Demais? Vale a pena? MUITO! Acredite :) :)