**This will be my second post in English! I promisse a translation for Portuguese in a soon future**
In mid november I received a message from a lady. I had just had a great cricket tournament in Brazil and she was inviting me to play a tournament in USA - a unique ladies team in a men's cricket tournament. After a few thinking days, I said: why not?
The lady in question is Julie Abbott, manager of the CanAm Cricket Team. The team consists in players from USA, Canada, Argentina and now a Brazilian. The CanAm mission is simple and clear: PLAY MORE. Is about having a platform for ladies all over the Americas to develop their match experience, have fun while doing it and developing skills.
A lot of things happened after I acccepted the invitation to this tournament. I spent some time in Australia working, played a tournament in Argentina and changed my bowling action a few times. Like in golf, I am a believer that efficient technique will make you more consistent on the long run - but usually while those changes are taking place we can go through a rough patch. And I am currently on that moment of my life. Changing to get the best in the soon future.
I headed to Philadelphia and met Julie, my roomate Shebani and my captain: Claire Taylor! Yes, my heart was racing and I was very excited to play with such a great athlete! Come on, it is Claire Taylor.
Anyway, fan moment aside, I was feeling confident that I would be able to control my bowling action for the week. And hopefully could get some more experience with batting just by watching Claire and the other girls play.
First match I opened the bowling with Sara - and that is when my mind set went off a bit. Maybe I forced the action because was playing against men, maybe because the wind was a little bit stronger and I wanted to increase pace or just maybe because my new bowling technique is still not stablished. But I was not happy with my performance.
Game carried on and I was able to not let that affect the rest of the day. But I lost the bowling confidence for that moment.
I spoke about it to my roomie Shebani and decided to ask advice for my skip, Claire. When in life could you have a confidence issue and talk to someone on that level??? Fan moment again! And that support was something that made my day much lighter...
At all tournaments, I always try to take with me the best moments. Those moments that everything stops for a second and you can see it all in slow motion.
For those who were in Philadelphia this week, they must believe that the best moment for me was the catch from the last match. A ball who came from the batsman after a spell from our spinner - I saw it flying and I was sure that I was going to be able to run to it. The ball just bounced in my left hand after a dive and some juggling stopped inches from the grass in my right hand. What a thrill. I never had so many people talking to me about a catch - it was a dream.
But no. For me, the moment I will take for life is the 6th over of the third match. After the first bowling day I was still trying to get my confidence back when the vice captain and roomie, Shebani, said: "Robbie, you are bowling next". I was fielding only and got nervous straight away. In that game, wides were very costly and I was struggling. All things came to my mind: the conversation i had with Claire the day before, the effort we put to travel to a tournament and how important that it could be for me. Shebani said the nicest words to me before I got the ball and I went to the pitch. In the second ball, a wide. All demons trying to get back. And in my mind, all I focused was that I could do it. In the outfield, I could listen to one of our friends saying to me: "You can do it". And I repeated that every time he said. Like a mantra. I breathed deeptly and bowled for my first wicket. And the following ball, the second wicket.
I did it. What a feeling. I could do it and had to hold the tears in my eyes.
I looked at Shebani and she said: "we have each others backs, right?!" And that moment I knew it is all worth it.
Sports have a great way of bringing you up. Also is a channel to meet the best people.
I am forever grateful for the moments I will take back from this week. I am also grateful for the people I met.
Looking forward to have another "best weeks of my life" soon.
Come on, South Africa?!
segunda-feira, 8 de maio de 2017
quarta-feira, 26 de abril de 2017
Sobre jogos mentais
Já dizia Renato Russo: "Meu Deus, mas que cidade linda..."
Chegou a data do Aberto de Brasília. Campo que conheci e me apaixonei pelo nível técnico alto e fairways fechados desde a primeira visita em 2015, ainda como espectadora. Amo o campo, adoro a cidade e os buracos com vista para a Lagoa Paranoá ganham meu coração sempre.
Esse ano Brasília teve um sentimento um pouquinho menos agradável, pois ele coincidiu com o Aberto de Poços, meu clube. E confesso que por semanas fiquei imensamente magoada por ter que escolher entre um deles, mas no final, a razão e meus objetivos falaram mais alto que a emoção de jogar em casa. Uma pena, mas fica pra outro ano...
Cheguei um Brasília com focos diferentes do ano anterior - já sou um pouco mais madura que no início de 2016. Tinha minha estratégia de campo definida, forçando minhas boas tacadas e evitando áreas de turbulência, e também com uma rotina um pouco mais estruturada. Porém, estou menos estável tecnicamente. Então seria um jogo mental.
E foi. Tive um momento de deslize no primeiro dia, subindo 6 tacadas em 2 buracos seguidos, mas toquei bem o putter, acertei na estratégia e o swing estava compacto - com isso fiz 3 birdies e sai positiva do campo.
E continuou sendo mental no segundo dia. Ao contrário do primeiro, a batida não estava legal, os putters não entraram e minha cabeça foi vagarosamente perdendo confiança e ganhando conflitos. Foi um dia muito difícil, com somente 5 fairways e isso pesou bastante. Acabei com um birdie no último buraco e a sensação que tinha perdido o dia pra mim mesma.
Comecei o terceiro do jeito que eu queria. Cheguei cedo no driving range, fui para os putters com antecedência, parei um pouco antes do jogo para respirar e concentrar. Queria que conseguisse manter minha cabeça em jogo por 18 buracos. Esquecer o resultado e pensar somente em cada swing.
Foi uma montanha russa. Batidas excelentes. Batidas medianas. Putters lindos. Putters curtos quase. Os fairways ainda foram difíceis de acertar. Mas eu estava mais feliz comigo mesma - minha mente estava em paz durante o jogo.
Mesmo com o score sendo parecido com o ano anterior, eu me sinto uma pessoa muito diferente em campo. Me sinto mais completa, mais capaz. Claro que as melhorias vem com intenso treinamento - se me dedicar, posso melhorar. E pretendo seguir nisso.
Vi nas lembranças do FB o meu post desse Aberto no ano anterior. E vi que sai com conflitos desse campeonato. Esse ano saio com esperança que o golfe vai melhorando aos poucos em cada um dos seus pilares.
Voltarei em 2018.
Se possível melhor mentalmente, tecnicamente e fisicamente!
Chegou a data do Aberto de Brasília. Campo que conheci e me apaixonei pelo nível técnico alto e fairways fechados desde a primeira visita em 2015, ainda como espectadora. Amo o campo, adoro a cidade e os buracos com vista para a Lagoa Paranoá ganham meu coração sempre.
Esse ano Brasília teve um sentimento um pouquinho menos agradável, pois ele coincidiu com o Aberto de Poços, meu clube. E confesso que por semanas fiquei imensamente magoada por ter que escolher entre um deles, mas no final, a razão e meus objetivos falaram mais alto que a emoção de jogar em casa. Uma pena, mas fica pra outro ano...
Cheguei um Brasília com focos diferentes do ano anterior - já sou um pouco mais madura que no início de 2016. Tinha minha estratégia de campo definida, forçando minhas boas tacadas e evitando áreas de turbulência, e também com uma rotina um pouco mais estruturada. Porém, estou menos estável tecnicamente. Então seria um jogo mental.
E foi. Tive um momento de deslize no primeiro dia, subindo 6 tacadas em 2 buracos seguidos, mas toquei bem o putter, acertei na estratégia e o swing estava compacto - com isso fiz 3 birdies e sai positiva do campo.
E continuou sendo mental no segundo dia. Ao contrário do primeiro, a batida não estava legal, os putters não entraram e minha cabeça foi vagarosamente perdendo confiança e ganhando conflitos. Foi um dia muito difícil, com somente 5 fairways e isso pesou bastante. Acabei com um birdie no último buraco e a sensação que tinha perdido o dia pra mim mesma.
Comecei o terceiro do jeito que eu queria. Cheguei cedo no driving range, fui para os putters com antecedência, parei um pouco antes do jogo para respirar e concentrar. Queria que conseguisse manter minha cabeça em jogo por 18 buracos. Esquecer o resultado e pensar somente em cada swing.
Foi uma montanha russa. Batidas excelentes. Batidas medianas. Putters lindos. Putters curtos quase. Os fairways ainda foram difíceis de acertar. Mas eu estava mais feliz comigo mesma - minha mente estava em paz durante o jogo.
Mesmo com o score sendo parecido com o ano anterior, eu me sinto uma pessoa muito diferente em campo. Me sinto mais completa, mais capaz. Claro que as melhorias vem com intenso treinamento - se me dedicar, posso melhorar. E pretendo seguir nisso.
Vi nas lembranças do FB o meu post desse Aberto no ano anterior. E vi que sai com conflitos desse campeonato. Esse ano saio com esperança que o golfe vai melhorando aos poucos em cada um dos seus pilares.
Voltarei em 2018.
Se possível melhor mentalmente, tecnicamente e fisicamente!
terça-feira, 11 de abril de 2017
Sobre pequenas vitórias
2017 tem sido um ano duro no golfe. Todo esporte tem seus altos e baixos - isso eu já sei.
Mas meu baixo desse ano é que eu pareci perder a vontade de treinar e jogar golfe.
O Driving range, que sempre foi minha terapia, virou um treino forçado. O clube de golfe virou um lugar de conflito. E meus fins de semana de manhã não eram tão animados quanto antes.
Mas eu sou golfista. Sempre serei. Mesmo com as dúvidas, mantive os planos de campeonatos.
Deve ser só uma fase.
E decidi ir ao 34° Aberto de Campinas somente com um foco: me divertir. Ver os amigos, jogar num campo que amo e matar saudades de amigos do golfe que há meses não me encontrava.
Vi que esse fim de semana me fez bem. Que eu amo encontrar pessoas com a mesma paixão. Adoro saber das histórias de vida deles. De como jogaram, de como sorriram, de escutar tramas e rir!
Vi que tenho mais estrutura golfística hoje que ano passado. Mas também vi que devido à esse momento do meu golfe, tenho menos constância técnica.
E aos poucos vi que pertenço ao golfe. Eu amo acertar boas tacadas. Eu amo embocar putters. Eu não gosto de errar. Mas quem não treina, erra bastante! Quem treina, erra menos. É um jogo que você tem que suportar os erros e jogar o seu melhor nos seus acertos.
Vi que a emoção que o golfe traz é única. E eu amo isso.
Vi que precisava desse fim de semana para reviver meu amor pelo esporte. Foi como uma Lua de Mel necessária num relacionamento tenso! Talvez seja um ano que eu precise de várias Luas de Mel. Ou talvez o amor se fortaleça rápido. descobrirei em breve.
Mas estou mais positiva. Isso que importa.
Mas meu baixo desse ano é que eu pareci perder a vontade de treinar e jogar golfe.
O Driving range, que sempre foi minha terapia, virou um treino forçado. O clube de golfe virou um lugar de conflito. E meus fins de semana de manhã não eram tão animados quanto antes.
Mas eu sou golfista. Sempre serei. Mesmo com as dúvidas, mantive os planos de campeonatos.
Deve ser só uma fase.
E decidi ir ao 34° Aberto de Campinas somente com um foco: me divertir. Ver os amigos, jogar num campo que amo e matar saudades de amigos do golfe que há meses não me encontrava.
Vi que esse fim de semana me fez bem. Que eu amo encontrar pessoas com a mesma paixão. Adoro saber das histórias de vida deles. De como jogaram, de como sorriram, de escutar tramas e rir!
Vi que tenho mais estrutura golfística hoje que ano passado. Mas também vi que devido à esse momento do meu golfe, tenho menos constância técnica.
E aos poucos vi que pertenço ao golfe. Eu amo acertar boas tacadas. Eu amo embocar putters. Eu não gosto de errar. Mas quem não treina, erra bastante! Quem treina, erra menos. É um jogo que você tem que suportar os erros e jogar o seu melhor nos seus acertos.
Vi que a emoção que o golfe traz é única. E eu amo isso.
Vi que precisava desse fim de semana para reviver meu amor pelo esporte. Foi como uma Lua de Mel necessária num relacionamento tenso! Talvez seja um ano que eu precise de várias Luas de Mel. Ou talvez o amor se fortaleça rápido. descobrirei em breve.
Mas estou mais positiva. Isso que importa.
![]() |
| Buraco 11 - 34° Aberto CGC - Vice Campeã Scratch |
segunda-feira, 20 de março de 2017
Começando competições em 2017
2017 oficialmente começou com competições esportivas!
E esse ano, a primeira foi em cricket! A Seleção Feminina e Sub 19 viajou para Buenos Aires para enfrentar a rival Argentina
Esportes coletivos. Eles sempre são complexos!
Acabamos a temporada 2016 como a melhor equipe tecnicamente - mas fragilizadas nos bastidores. Confesso que por um breve momento pensei que não tivesse forma de consertar os estragos do passado.
Mas nada como perseverança de equipe, comunicação e amor ao esporte.
Chegamos em Buenos Aires de forma diferente. Tínhamos menos veteranas e tanto quanto para provar.
Chegamos com vontade de mudança - com vontade de ser equipe e com a atitude certa para isso.
Aos rápidos poucos, tudo foi se ajustando. A comunicação começou a se estabelecer, os problemas foram resolvidos ou relevados e os erros foram abertos ao time e desculpados.
E que diferença isso fez.
O sorriso naturalmente foi aparecendo. A garra foi se incorporando e a energia foi contagiante.
Não teve coisa melhor de ver pessoas sorrindo enquanto assistiam a Seleção Brasileira Feminina dando seu melhor cricket.
O resultado dos jogos foi disputado em detalhes. Dessa vez não foi o nosso Campeonato.
Mas foi o começo de uma nova Seleção.
E é uma Seleção que tenho orgulho danado de jogar.
Senti de novo o arrepio de gritar Cricket Brasil depois de um wicket!
E isso dinheiro nenhum paga.
Estamos no caminho certo - ninguém segura esse Brasil!
Que venha 2017!
E esse ano, a primeira foi em cricket! A Seleção Feminina e Sub 19 viajou para Buenos Aires para enfrentar a rival Argentina
Esportes coletivos. Eles sempre são complexos!
Acabamos a temporada 2016 como a melhor equipe tecnicamente - mas fragilizadas nos bastidores. Confesso que por um breve momento pensei que não tivesse forma de consertar os estragos do passado.
Mas nada como perseverança de equipe, comunicação e amor ao esporte.
Chegamos em Buenos Aires de forma diferente. Tínhamos menos veteranas e tanto quanto para provar. Chegamos com vontade de mudança - com vontade de ser equipe e com a atitude certa para isso.
Aos rápidos poucos, tudo foi se ajustando. A comunicação começou a se estabelecer, os problemas foram resolvidos ou relevados e os erros foram abertos ao time e desculpados.
E que diferença isso fez.
O sorriso naturalmente foi aparecendo. A garra foi se incorporando e a energia foi contagiante.
Não teve coisa melhor de ver pessoas sorrindo enquanto assistiam a Seleção Brasileira Feminina dando seu melhor cricket.
O resultado dos jogos foi disputado em detalhes. Dessa vez não foi o nosso Campeonato.
Mas foi o começo de uma nova Seleção.
E é uma Seleção que tenho orgulho danado de jogar.
Senti de novo o arrepio de gritar Cricket Brasil depois de um wicket!
E isso dinheiro nenhum paga.
Estamos no caminho certo - ninguém segura esse Brasil!
Que venha 2017!
segunda-feira, 6 de março de 2017
Sorte
Sorte.
Na adolescência, li que sorte era uma mistura de oportunidade e competência. A oportunidade de algo dar certo está ali - você tem que ter competência de aproveitar a oportunidade. Às vezes a competência é consciente, às vezes não...
Por exemplo: ganhar na mega sena é sorte. Mas a oportunidade de ganhar alguns milhões está ali. O ganhador teve a competência de ir na loteria, pagar alguns reais e escolher números... (ignorem o fato que a mega sena pode ser uma mega fraude!)
No esporte, a oportunidade de jogar bem esta ali! Com o treino vc aumenta a sua competência. Aumenta as chances de tudo dar certo na hora que vc precisa.
Com 31 anos, trabalhos, família, golfe e cricket não é fácil manter tudo equilibrado. Não sou mais a adolescente que leu sobre a sorte... então cada oportunidade de aumentar minha competência será utilizada.
Você define suas prioridades e corre atrás de meios para segui-las...
E a frase dita por Bobby Jones, que ficou famosa quando repetida por Tiger Woods que diz: "quanto mais eu treino, mas sorte eu tenho" é meu mantra.
E que lideremos por exemplo
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017
White Ribbon Cup - Ladies Community Cricket in AUS
This will be my first English post - I will translate it in Portuguese eventually, but it will be in English first to share with some very nice people from Australia.
I arrived in Australia to work on end of January and my intentions could not be clearer: I want to understand the cricket life in Australia, the organizations behind it and how the game is played outside the big scenarios - how do Australians play cricket? And how can we use that to improve cricket in Brazil?
I arrived in Australia to work on end of January and my intentions could not be clearer: I want to understand the cricket life in Australia, the organizations behind it and how the game is played outside the big scenarios - how do Australians play cricket? And how can we use that to improve cricket in Brazil?
Before my arrival, I was pretty excited and very quickly I realized that
Australians are doing something right. I could see women playing sports
everywhere. Either cricket or football, golf or netball: women are just playing
sports! And not only playing, they are being broadcasted too: I watched AFL, LPGA, sports campaign for Netball with women, female empowerment is a trend - just check this Rebel campaign here! :)
![]() |
| White Ribbon Cricket Cup :) |
I had the pleasure to play for the Fairfield Cricket Club during my stay in Australia. These
girls are great - they are playing community cricket for their second season
and having a lot of fun in the game. Also, I could quickly find one thing out:
community cricket is about inclusion and participation! New players meet
experienced players and help each other out the best way they can. And together
we played the White Ribbon Cup, on Sunday, that was organized by Northern MetroCricket Association, in awareness of domestic violence.
![]() |
| With Loraine Ireland and Lenore Smith |
This was a different scenario than my
first T30 with Fairfield in the previous week. In the White Ribbon Cup, we
would play three T10s against the Division 1 teams. Both divisions were named
after people who helped cricket in the region. So Division 1 was name after
Loraine Ireland (board member for over 15 years) and Division 2 named by Lenore
Smith (board member for over 7 years)!
But what I was surprised about was that we
had ELEVEN teams playing on a rainy and cold Sunday morning - it was almost 150
ladies! In the previous edition, the Cup had 4 teams and 45 women. We had young
teenagers playing with ladies over 50 and beautiful colourful uniforms everywhere...
During the day, all teams helped to supply
the morning tea and lunch for the players and the ground, Keon Park, helped
with volunteers for the organization. The ambient was just like community
cricket should be: fun, respectful and friendly! Games were modified to be
quick and pleasant too – shorter boundaries, extras were played differently and
umpires would dictate the rules and also give beginners some tips. Why not!?
![]() |
| Lunch preentation for players! Not even half of them are there |
I was very happy. To see everyone coming together and
supporting each other in a sport they love. Made me believe that female sports
are really changing into something stronger - and not only in kids and junior participation, but also with ladies that are decision makers in their homes, that are moms and want to make sure they are inspiring the person next door.
It is just a first or second step still - in cricket, ladies are still
only semi-professionals, pay is different from men's, acessibility to training grounds could be harder... but things are moving in the right direction.
Definelty going to take some ideas back to Brazil.
Very proud fan of Autralian females writes here! Go,
girls!!
![]() |
| Finalists from Division one after the game! |
domingo, 29 de janeiro de 2017
Eles estão fazendo algo muito certo....
Estou há menos de 24 horas na Austrália.
E estou espantada esportivamente!
E já vi três campeonatos diferentes de golfe na TV, dois profissionais e um amador, acompanhei dois jogos de cricket, já vi comerciais de rugby e netball (nem sequer conhecia o esporte) - mas isso era esperado. Já vi tênis e basquete - também esperado. A diversidade esportiva eu já sabia que era real aqui na Australia.
Também fui à um driving range durante à tarde - passei duas horas com meus tacos entre ferros, approachs e putters. Estava lotado. Okay - era esperado. A maioria dos jogadores eram homens. Okay - também esperado. Mas o que me chamou a atenção foi:
1. haviam vários casais, Mas a namorada/esposa/amiga não estava assistindo o namorado/marido/amigo. Elas estavam na baia ao lado, com um taco na mão, batendo bolinhas enquanto o outro também treinava. Erravam, acertavam, ficavam felicíssimas quando acertavam boas tacadas. E tudo isso incentivadas pelo parceiro.
Eu já passei por dezenas de clubes de golfe, já devo ter batido milhares de bolas na minha vida: essa cena me chamou atenção porque eu nunca vi a mulher ser incentivada dessa forma - por todos! Não foi um caso isolado ou uma atleta raçuda buscando resultados de alto rendimento...
2. havia também mulheres super iniciantes. Sozinhas. Sem preocupação com o dress code ou foco no swing perfeito. Estavam ali, num domingo ensolarado, por simplesmente ter vontade de bater drivers! Às vezes até com uma cervejinha. E isso parecia natural...
3. Eu estava ali super concentrada tentando corrigir um erro de backswing. E além dos casais, mulheres treinando, havia alguns grupos de amigos. Pareciam ser handicap 18+, jovens, de regata e shorts esportivos. Eles estavam ali, batendo bola, apostando em approachs, conversando e... se divertindo! Não eram jogadores de alto rendimento. Possivelmente não são jogadores de todo fim de semana. Me pareciam jovens que tiraram a tarde de domingo para bater bolas...
E falando em se divertir fazendo approachs: a área de treino de putters era impecável. Mas quase vazia - a não ser por mim e uma criança que parecia estar esperando o pai acabar de bater o balde na baia do driving range. Mas ao lado do super green impecável de putters, estava o green de chips/approachs e estava LOTADO.
Quando cheguei para treinar nesse green lotado, notei que os buracos eram enormes e deviam ter uns 30 cm de diâmetro! E ai se explicou porque tínhamos vários grupos ali brincando e sorrindo - embocar era fácil! Porque não deveria ser? Porque aquilo não podia ser super divertido?
O interessante nos programas assistidos pela manhã foi que um campeonato de golfe era do LPGA, um jogo de cricket era feminino e o comercial de netball não só era da equipe feminina, como falava "Rethink Role Models" em um momento de empoderamento massivo à atleta mulher. E ainda escrevo esse texto enquanto assisto profissionais dando um dia de clínica para mulheres de todas as idades e handicaps em um campo qualquer, parece ter umas 30 mulheres na clínica...
Então o que foi possível notar claramente:
- A mulher atleta aqui tem uma força incrível!
- O acesso aos esportes acontece na infância - se uma pessoa conhece o esporte enquanto jovem, maior a chance de ser um fã durante a vida.
- O esporte é acessível e é divertido! E é principalmente social!
Como o esporte é feito para ter uma participação muito grande em todas as faixas etárias, a probabilidade de ter jogadores sociais é maior. Com maior quantidade de jogadores sociais, maior o número de jogadores de alto rendimento. Não porque a efetividade de tornar um conhecido do esporte em jogador de alto rendimento seja maior aqui - mas eu acredito que seja baseado em porcentagem. Se 100 pessoas conhecem o golfe, 20 viram jogadores, 5 viram jogadores competitivos, imagina se passam 10.000 pelo mesmo processo (desde que haja um caminho de desenvolvimento claro para o iniciante - o famoso pathway).
E ainda temos um incentivador externo aqui: temos ídolos atletas australianos de diferentes gerações e esportes. Vi o Jason Day hoje em banners, vi o tubarão do Greg Norman espalhado por ai...
Acho que a combinação de exposição ao esporte na faixa etária correta com o empoderamento da mulher no esporte e a facilidade de praticar esportes de forma divertida traz sim resultados. Com certeza um trabalho que deve ser feito de médio à longo prazo. E bato sempre na tecla da força da mulher no desenvolvimento do esporte pelo fato de acreditar que esse é um pilar para o crescimento. Quando a mãe é atleta, os filhos tem muito mais chances de ser - mesmo que em outro esporte.
E o importante é praticar o esporte - independente de qual seja.
Eu tenho um mês de trabalho aqui. Se conseguir entender mais sobre como os Australianos conseguem manter tudo isso vivo aqui, já voltarei pra casa mais contente.
E pra acabar: repense seus modelos de vida!
E estou espantada esportivamente!
E já vi três campeonatos diferentes de golfe na TV, dois profissionais e um amador, acompanhei dois jogos de cricket, já vi comerciais de rugby e netball (nem sequer conhecia o esporte) - mas isso era esperado. Já vi tênis e basquete - também esperado. A diversidade esportiva eu já sabia que era real aqui na Australia.
Também fui à um driving range durante à tarde - passei duas horas com meus tacos entre ferros, approachs e putters. Estava lotado. Okay - era esperado. A maioria dos jogadores eram homens. Okay - também esperado. Mas o que me chamou a atenção foi:
1. haviam vários casais, Mas a namorada/esposa/amiga não estava assistindo o namorado/marido/amigo. Elas estavam na baia ao lado, com um taco na mão, batendo bolinhas enquanto o outro também treinava. Erravam, acertavam, ficavam felicíssimas quando acertavam boas tacadas. E tudo isso incentivadas pelo parceiro.
Eu já passei por dezenas de clubes de golfe, já devo ter batido milhares de bolas na minha vida: essa cena me chamou atenção porque eu nunca vi a mulher ser incentivada dessa forma - por todos! Não foi um caso isolado ou uma atleta raçuda buscando resultados de alto rendimento...
2. havia também mulheres super iniciantes. Sozinhas. Sem preocupação com o dress code ou foco no swing perfeito. Estavam ali, num domingo ensolarado, por simplesmente ter vontade de bater drivers! Às vezes até com uma cervejinha. E isso parecia natural...
3. Eu estava ali super concentrada tentando corrigir um erro de backswing. E além dos casais, mulheres treinando, havia alguns grupos de amigos. Pareciam ser handicap 18+, jovens, de regata e shorts esportivos. Eles estavam ali, batendo bola, apostando em approachs, conversando e... se divertindo! Não eram jogadores de alto rendimento. Possivelmente não são jogadores de todo fim de semana. Me pareciam jovens que tiraram a tarde de domingo para bater bolas...
E falando em se divertir fazendo approachs: a área de treino de putters era impecável. Mas quase vazia - a não ser por mim e uma criança que parecia estar esperando o pai acabar de bater o balde na baia do driving range. Mas ao lado do super green impecável de putters, estava o green de chips/approachs e estava LOTADO.
Quando cheguei para treinar nesse green lotado, notei que os buracos eram enormes e deviam ter uns 30 cm de diâmetro! E ai se explicou porque tínhamos vários grupos ali brincando e sorrindo - embocar era fácil! Porque não deveria ser? Porque aquilo não podia ser super divertido?
O interessante nos programas assistidos pela manhã foi que um campeonato de golfe era do LPGA, um jogo de cricket era feminino e o comercial de netball não só era da equipe feminina, como falava "Rethink Role Models" em um momento de empoderamento massivo à atleta mulher. E ainda escrevo esse texto enquanto assisto profissionais dando um dia de clínica para mulheres de todas as idades e handicaps em um campo qualquer, parece ter umas 30 mulheres na clínica...
Então o que foi possível notar claramente:
- A mulher atleta aqui tem uma força incrível!
- O acesso aos esportes acontece na infância - se uma pessoa conhece o esporte enquanto jovem, maior a chance de ser um fã durante a vida.
- O esporte é acessível e é divertido! E é principalmente social!
Como o esporte é feito para ter uma participação muito grande em todas as faixas etárias, a probabilidade de ter jogadores sociais é maior. Com maior quantidade de jogadores sociais, maior o número de jogadores de alto rendimento. Não porque a efetividade de tornar um conhecido do esporte em jogador de alto rendimento seja maior aqui - mas eu acredito que seja baseado em porcentagem. Se 100 pessoas conhecem o golfe, 20 viram jogadores, 5 viram jogadores competitivos, imagina se passam 10.000 pelo mesmo processo (desde que haja um caminho de desenvolvimento claro para o iniciante - o famoso pathway).
E ainda temos um incentivador externo aqui: temos ídolos atletas australianos de diferentes gerações e esportes. Vi o Jason Day hoje em banners, vi o tubarão do Greg Norman espalhado por ai...
Acho que a combinação de exposição ao esporte na faixa etária correta com o empoderamento da mulher no esporte e a facilidade de praticar esportes de forma divertida traz sim resultados. Com certeza um trabalho que deve ser feito de médio à longo prazo. E bato sempre na tecla da força da mulher no desenvolvimento do esporte pelo fato de acreditar que esse é um pilar para o crescimento. Quando a mãe é atleta, os filhos tem muito mais chances de ser - mesmo que em outro esporte.
E o importante é praticar o esporte - independente de qual seja.
Eu tenho um mês de trabalho aqui. Se conseguir entender mais sobre como os Australianos conseguem manter tudo isso vivo aqui, já voltarei pra casa mais contente.
E pra acabar: repense seus modelos de vida!
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