segunda-feira, 7 de março de 2022

Womens International Day 2022

Hi, I have something to say

consider myself a very lucky person

I consider myself a very lucky person because I’m surrounded by incredible and strong women.

And it took me a while to realize that. 

It should be obvious. 

I see women that work double shifts to support their families and make sure their kids get an education.

I see women that are smart, creative and are incredible managers and leaders in their areas.

I see caretakers and nurses dealing with pain and sickness in the middle of a pandemic in this crazy world.

In the same world where mothers and sisters are saving their families during a war.

I see girls finding their confidence and becoming women that are not in fear. 

Girls that know they can be whatever they want. Because they can!

Girls that are inspired by women that are breaking through all boundaries showing that the world is also theirs! 

I’m surrounded by these women!!!!! And I always have been!

Maybe I didn’t recognize them before

Maybe they were always there and it took my a while to understand how important they are!

But now I know how lucky I’m to be with them and be inspired by them every day!

I’m lucky enough to work with a category that can help teenagers understand how strong they really are! Help young girls believe they can do it like a girl and be freaking awesome! And most important, do something that makes Girls and women happy!

And it is my goal to do it the best I can.

I cant help but visualize women becoming stronger and better and knowing they actually are,

Girl, you can do it.

Girl, you are freaking strong.

Girl, believe. Believe in your power! 

Believe in your strength

Believe in your beauty

Believe in everything you can achieve in this world

The world is ours!!!

The world is for all women.

and in 2022 my message is  pretty clear

Happy Womens day! To all of us. 

Play like a girl

Because you can!

#CricketLikeAGirl 

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Oi, eu tenho algo a dizer

Eu me considero uma pessoa de muita sorte

Eu me considero uma pessoa de muita sorte porque estou cercada de mulheres incríveis e fortes.

E demorei para perceber isso.

Deveria ser óbvio.

Vejo mulheres que trabalham em turnos duplos para sustentar suas famílias e garantir que seus filhos tenham educação.

Vejo mulheres inteligentes, criativas e líderes incríveis em suas áreas.

Eu vejo cuidadores, médicas e enfermeiras lidando com dor e doença no meio de uma pandemia neste mundo louco.

No mesmo mundo onde mães e irmãs estão salvando suas famílias durante uma guerra.

Eu vejo meninas encontrando sua confiança e se tornando mulheres que não têm medo.

Garotas que sabem que podem ser o que quiserem. Porque elas podem!

Meninas que se inspiram em mulheres que estão quebrando todas as fronteiras mostrando que o mundo também é delas!


Estou cercado por essas mulheres!!!!! E sempre fui!

Talvez eu não os tenha reconhecido antes

Talvez elas sempre estiveram lá e demorei para entender o quão importante elas são!

Mas agora sei como tenho sorte de estar com elas e ser inspirado por elas todos os dias!


Tenho a sorte de trabalhar com uma categoria que pode ajudar adolescentes a entender o quão fortes elas realmente são! Ajudar meninas a acreditarem que podem fazer como uma garota e serem incríveis! E o mais importante, fazer algo que deixem meninas e mulheres felizes!

E é meu objetivo fazer o melhor que posso!


Eu não consigo evitar visualizar essas mulheres se tornando mais fortes e melhores e saber que elas realmente são,

Mulher, você consegue.

Mulher, você é muito forte.

Mulher, acredite. 

Acredite no seu poder!

Acredite na sua força

Acredite na sua beleza

Acredite em tudo que você pode alcançar neste mundo

O mundo é nosso!!!

O mundo é para todas as mulheres.

e em 2022 minha mensagem é bem clara

Feliz dia das mulheres! Para todas nós.

Jogue como uma garota

Porque você pode!


sábado, 29 de fevereiro de 2020

Toque

Toque.
Toque na pele
Toque Raul
Toque feridas
Troque paixões

Despeja.
Despeja o corpo
Despeja o sangue
Despeja o sentimento
Desprega o quadro

Sinta.
Sinta na alma
Sinta por sin
Sinta por não
Cento é pouco
Pra quem busca milhão.



Quando foi que eu parei

Estive no teatro hoje pela primeira vez em anos.
Foi uma peça tocante, bonita. Falava sobre Deus, sobre fé, sobre música.

E durante vários momentos da hora de apresentação, me veio o questionamento:

"Quando foi que eu parei de chorar?"

É algo que comentei na terapia recentemente - eu, de repente, notei que já não chorava tanto.
Notei que já não abraçava tanto.
Notei que estava muito confortável com minha distância do mundo.

Tá. Tudo bem.

Mas a distância do mundo me faz bem?

Eu hesito em entender o que devo escrever agora. Estou questionando ainda se tenho a resposta pra isso.

Resposta, possivelmente ainda não. Mas sei de algumas coisas:

Estou mais eficiente. Talvez até mais focada.
Parece que focar menos nos outros e mais em você rende. O tempo rende mais. 

Estou também determinada a resolver alguns problemas passados. 
Abrindo caixinhas que doem e enfrentando alguns desafios internos. Quero estar em paz.

Falo mais "nãos". Como consequência dos dois pontos acima mesmo.
E isso nem sempre o mundo te entende (O mundo lê-se por pessoas próximas)

Mas também sei de outras coisas:

Estou, inconscientemente, me privando de pequenos prazeres.

Estou abrindo caixinhas demais. Acabo não encontrando minhas válvulas de escape.

Estou fugindo das minhas válvulas de escape!

E nisso eu notei que parei de chorar. 
Chorar era uma válvula de escape.
Mas chorar é mais acessível quando você está mais próximo do mundo.
Longe do mundo, parece que o choro fica mais fraco.

É isso que quero?

Quando foi que eu parei de estar ali pelo mundo?





quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

Fechando Ciclos


Eu gostaria que hoje tivesse sido menos doloroso
Que eu não me importasse com um mero quadro com o meu nome
Que eu não tivesse disfarçado as lágrimas quando meu nome não foi citado
Mas doeu.
E doeu forte.

Eu gostaria de que minhas lutas tivessem sido valorizadas não somente por mim, mas por aquele clube que levei o nome.
Pelas tardes de luta e de treino
Pela constante buscas na melhoria
Por vestir a camisa e bater no peito sempre: eu sou de Poços!
Bati sim. Treinava quando o mundo me perguntava pq fazia aquilo
Corria atrás das viagens, do ranking, das financas, do físico, do mental... 
perdi social, perdi amizades, perdi descansos.
Mas tudo isso valeu a pena.
Faria tudo igual 

So mudaria uma coisa. Mudaria a esperança que tinha da valorização do clube que levava.
Aprenderia a ligar alguns foda-se
Demorei a entender
E hoje caiu a ficha. 
Doeu. Muito.
Mas caiu a ficha
Vc nunca será reconhecida pelos seus feitos por outros que não sejam VOCÊ! 
De conquistas Grandes ou pequenas.
De batalhas desde o desenvolvimento do clube à levar o pequeno PCGC de nove buracos de campo de batatais à camiseta verde amarela.
Quantas vezes cheguei em clubes e ouvi: “quem é essa jogadora?”, “de que clube vem?”, “nossa, lá tem golfe?” 
E eu mostrava não só que tinha golfe, mas tinha gente boa jogando!

Eu fiz minha parte
Eu lutei e dei meu sangue levando o PCGC. 
Me orgulho disso.
E isso vai me bastar.

Carta à mim mesma


Olá Roberta
Tudo bem?
Eu ainda não sei como falar com vc, mas to aprendendo!
Eu aprendo rápido igualzinho vc!
Vc sempre foi menina de potencial! Menina que faz bem! Menina que decora, que lembra, inteligente e perspicaz! 
Mas você não confia muito nisso!
Pode confiar, menina! Vc é boa sim!
Você tem um coração cheio de coisas boas - vc ama sua família, vc ama os animais, vc ama seus amigos! Vc sorri, vc alegra, vc quer ser amada!
Você age pensando em ser reconhecida e amada, mas não fica triste se por acaso alguém não notar. Vc está fazendo as coisas certas e logo vai aprender a fazer pelos motivos certos tb!
Algumas coisas te machucam, te envergonham... e menina, vc ainda tá crescendo e vai ter algumas coisas que não são certas mesmo! E vc vai aprender a identifica-lãs e tomar a decisão certa com o tempo! 
Vc ainda é menina!
Mas vc vai virar um mulherão!
Não pq vc precisa ser um mulherão
Vc pode ser o que vc quiser
Mas pq você age certo! vc faz o bem e vc tem o coração de quem quer ser melhor!!! 
Eu já tenho mto orgulho de vc!
E somente quero que vc seja uma menina feliz!
E Eu sei que vc foi :)
E eu to aqui pra vc assim como to aqui pelas minhas meninas
Vamos crescer juntas! Lembrando de toda a energia e vivacidade que nos temos e aprendendo a trabalhar pelos motivos certos!

domingo, 16 de junho de 2019

Sobre o golfe feminino

Éramos 10 mulheres inscritas nesse torneio.
10 de 80. Equivalente à 12.5% dos jogadores.
De um Campeonato historicamente masculino e feminino.
A Diretoria sempre batalhou para que fosse um Aberto de homens e mulheres. Sabemos da importância dessa composição.

A Copa Carlos Parisi foi criada numa homenagem linda.
E com isso veio a Taça. Nos presenteada!

A Taça veio com todos os Campeões escritos. Quer dizer, todos os homens.
A reportagem depois do primeiro dia de jogo veio com os resultados parciais. Quer dizer, os resultados dos homens.

Sem mulher na taça. Sem mulher nas notícias.
Fantasmas!
Ainda questionei sobre a Taça na hora que vi - e preferia não ter ouvido à resposta.

Esse ano eu não fui uma dessas mulheres jogadoras. Mas machuca ver que um dos motivos por eu ter abandonado o golfe competitivo AINDA É tão presente.

O mundo está mudando para empoderar as mulheres, para dar espaço para elas no esporte, no paridade salarial, nas escolhas do corpo.
Estamos dando vozes às mulheres! E aprendendo a controlar esse machismo enraizado nas pequenas atitudes - para mim, essas pequenas atitudes revelam muito.

Nós, mulheres jogadoras, mulheres incentivadoras, mulheres que se viram pra jogar: merecemos mais!
Entre Federações e Confederações: valorizem suas jogadoras! Valorizem a presença delas! Tratem suas jogadoras bem!

EM QUALQUER ESPORTE!
Merecemos isso.
É o mínimo.







terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

Sobre Crazy!

Falo sobre isso sempre: mulheres atletas geralmente são evidenciadas porque tiraram alguma foto sexy, ou são musas ou são meninas gostosonas que posam como atletas e são "babes". Dificilmente fazem uma matéria de uma atleta falando dos seus títulos, dificuldades superadas, rotina de preparação... 

Mas aiii, ai dela se ela for alongar e PUM: foto de bunda! Virou musa, virou biscat**, virou choque da sociedade.


No mesmo dia que saiu essa reportagem da Ingrid Oliveira, saiu também uma reportagem evidenciando que a Marta foi considerada pela Forbes uma das mulheres mais poderosas do Brasil - a manchete da Marta saiu ao lado de outras 5 pequenas miniaturas e a matéria tem 20 linhas e uma foto da reportagem na revista. A matéria do escândalo da Ingrid tem mais de o triplo e está na seção de esportes - apesar de pelo menos ser uma ótima crítica à esse tipo de exposição.

Isso no dia seguinte que a Nike lançou uma campanha MARAVILHOSA sobre atletas mulheres - ASSISTAM: https://www.youtube.com/watch?v=whpJ19RJ4JY

Nossas jovens e meninas não tem acesso à ídolos mulheres. Não porque elas não existem - mas porque elas não são notícia. Não são valorizadas. Dentre tantos talentos (que sofrem e lutam muito) para ter destaque, quantas são valorizadas pela sua luta?

Eu estive num bate papo ótimo com um cara sensacional há algumas semanas sobre esportes e esporte feminino e me perguntaram casualmente se saíamos feias depois do jogo. E comentaram que jogadoras de basquete saiam muito feias das quadras. Mas não questionamos isso sobre os homens. Quem liga se o Neymar sai suado e feio do campo? E daí se o Messi tem 100 tatuagens e tá com o cabelo esparramado? Nossa cultura ainda está abrindo as portas para a atletas, porém o inconsciente ainda tem muitas passagens fechadas. 

IF THEY WANT TO CALL YOU CRAZY
SHOW WHAT CRAZY CAN DO!


https://dibradoras.blogosfera.uol.com.br/2019/02/26/ingrid-oliveira-a-atleta-que-revelou-ao-mundo-mulheres-transam/?fbclid=IwAR1bbQJDsRovndM0wchJp25xk-RdM0SGO1QyhUR2TKuW3f9G12SzjZb4a_M

 

Sobre adversidade

Esse é o Amarelão!

Meu pai uma vez disse que o nome dele é “Marelo”, mas eu gosto mais de Amarelão. Aqui em casa o apelido dele é Gugudo... 


Amarelão está com a gente há mais ou menos 8 anos. Era do Clube da Uva e depois de ter sido abandonado em Andradas (em uma possível “recolocação de abandono”), foi resgatado por mim. Liguei para minha mãe chorando pedindo pro Amarelão ficar na casa dela uns dias para ir pra Feira de Adoção. Pois bem, nota-se que eu nunca o levei pra feira nenhuma. 


  Amarelão escolheu minha mãe como pessoa Alpha, esperto, ganhou vale-night pra ficar na casa. Era parceiro do Pingo e tinha cara de cachorro simpático! Meio tortinho, feliz, não dava trabalho.


Após a morte do Pingo, começamos a notar que o Amarelão estava mesmo tortinho, o pescoço caído e o andar diferente. Encurtando a história, após muitas passagens por veterinários, exames e opiniões diversas descobrimos que ele tem uma lesão na cervical - lesão antiga e ela vai tirando o movimento dos membros lentamente... 

Amarelo, que morava na casa dos meus pais, sempre dava seu jeitinho de se locomover. Até que começou a ficar muito difícil. Ele começou a urinar dentro de casa, emagreceu muito e tinha dificuldades para beber água. 

Na virada do ano passado, cheguei em casa e disse pro @rickavery1976 que traria o Amarelo pra casa para fazer um tratamento. Mais uma passagem por veterinários e mais uma constatação: cirurgia é um risco altíssimo e tratamento não há. Pois bem, entre sorrisos e lágrimas, Amarelao mudou de casa. E virou o quarto cachorro da habitação Moretti-Avery.

Não são todos os dias fáceis, mas com certeza foi um ano de muito aprendizado. Amarelão é inteligente pra carai*: aprendeu a esperar a hora de passear, só faz seu xixizinho lá fora, é conhecido da vizinhança inteira e deu uma engordadinha! Lógico que depende de nós pra comer e beber, mas apesar de ser um velhinho ranzinza, continua lutando todos os dias e aproveitando todos os solzinhos que toma pela manhã com seus 3 parças da casa!
Mas porque que eu quis falar isso hoje??? Sendo que já tá rolando há um ano aqui em casa???

Pois temos algumas lições aqui:

1. O animal não sente pena de si próprio. Ele se adapta, ele continua, ele segue lutando todos os dias.
Todos os cachorros se respeitam dentro de casa, mas alguns os humanos olham para a condição do Amarelo e sentem pena. O Amarelao tá aqui latindo e olhando tudo dentro da nova vida dele. Como deveria ser!


2. Nos escolhemos o Amarelo para fazer parte da nossa família. Ele era novo, era saudável, nao dava trabalho. Nós nunca o abandonaremos agora que ele ficou velhinho, deficiente e custoso. Família é família! Até o fim! 

3. Eu sou muito agradecida por poder auxiliar uma vidinha! Amarelão faz acupuntura com a Tia Ingrid, já viajou pra passear na casa da Tia Diandra, vai assistir jogos de cricket e é mega cuidado pelos jogadores... e Eu agradeço demais por Deus ter me proporcionado saúde e condições para ajudá-lo.

E é isso! Que sejamos fortes para nos adaptarmos e agradecidos por poder prestar auxílio àqueles que precisam.
Sempre!

Sobre um 36

Senta que lá vem textão! 

Ontem recebi de uma amiga uma foto que dizia: "Enquanto você fala da minha vida, só te digo uma coisa. Continuo usando 36 e você?"
Me bateu uma certa tristeza em ler algo assim. 

Eu tive que lutar com alguns fantasmas na minha cabeça nos últimos anos. Peso, muito peso, pouco peso. Da adolescência até hoje já pesei de 53 a 69 quilos. Mas somente nos últimos anos, quando já me considerava uma pessoa madura, entendi que o número não me define.

Eu sei que existe a pressão social da aparência - principalmente entre mulheres e mais ainda no Brasil - e também sei o quanto isso afeta jovens e mulheres. Como assim você não é uma pessoa boa, de sucesso, feliz por não vestir 36? WHAT?!
"Ah, Roberta, que ironia. Você só aceita seu número porque agora é fytnexx!" Pior que não. Mas já ouvi isso algumas vezes. Mesmo após entrar numa vida mais saudável, tive momentos de dificuldade para aceitar algumas coisas. Acho que fantasmas do passado. Já não usei uma roupa porque me achava estranha, já não quis fazer algo por me sentir feia e já me julguei por não estar no "padrão" - mesmo quando o mundo achava que eu estava. E há pouco tempo estou evoluindo para um caminho de aceitação e me policio muito para não dar passos para trás.

Agora, e se nós, mulheres e jovens de hoje, parássemos de nos julgar e julgar as outras por causa de um número? E se olhássemos para cada desconhecida ou conhecida e conversássemos sobre coisas que nos fazem bem ao invés de olhar a roupa do dia? E se apoiássemos a vitória da outra ao invés de julgar e condenar os motivos?

Eu não visto 36.
 

E se nos apoiarmos, possivelmente fantasmas do passado não voltarão, e seremos mais felizes com nosso corpo, nosso padrão, nossa beleza.
 

De que vale um 36 se o sorriso na cara é de fachada?

Sobre 2018

Eu tenho tentado parar para escrever sobre 2018 - o ano que previa maturidade, que previa fortalecimento.
E na verdade eu tive tempo para parar. Mas eu tive dificuldade de colocar tudo em palavras.


Realmente esse ano teve fortalecimento, mas não o físico. 

Foi fortalecimento do meu eu interior, de crenças, foi de reviravolta na minha forma de pensar e encarar a vida.
Começou como uma simples mudança no meio esportivo e me mudou como pessoa, como líder e na forma que tento evoluir.


Com essas mudanças, veio o fim do golfe competitivo. Definitivamente não foi uma decisão fácil, muito menos não dolorosa. Mas foi curiosamente na época que dizemos que chegamos à maturidade esportiva: aos 33 anos. Mesmo com o coração balançado, acredito que foi a decisão correta. Luz e transformação da minha vida.
Veio a consolidação da capitania no Cricket com o Sul-americano. O primeiro campeonato que construí desde o comecinho. E foi o começo da maturidade como líder de uma forma mais ampla. Foi sair da zona de conforto, mas muito muito gratificante!


Foi ano de muito trabalho! Mas com pessoas incríveis, onde tivemos muito suor para conquistar as vitórias e aprender com as derrotas de cada parte do processo!
 

Foi ano de finalizar mais uma graduação! Um pequeno sonho! De escutar: “nossa, como vc mudou!” E entender que aquele era o maior elogio que vc poderia escutar!
Também foi ano de ver que tenho muito a evoluir no setor pessoal. Me livrar de amarras, de respirar fundo e de escolher as batalhas a enfrentar! Sair da casca de canceriana e me abrir para novos recomeços. E novos caminhos!

Foi um ano impressionante! E foi um processo que precisava passar!
Algumas pessoas foram essenciais nesse processo - e não preciso nem sequer citá-las! Elas sabem.


Obrigada, Papai do Céu, por ter me guiado por cada escolha e por ter colocado pessoas no meu caminho que foram essenciais em cada parte do processo!
 

Senhor, obrigada por todos os problemas que enfrentei esse ano! Obrigada por me guiar por todos os meus acertos! Obrigada pelas dores e pelo conforto! Obrigada pelas oportunidades e pelas batalhas!
 

E que tenhamos Fé para mais um ciclo abençoado!

Vem 2019! ❤️🙏🏼🙌🏼

Sobre Entrevistas que marcam

Eu já dei algumas entrevistas na minha vida... e adoro! Adoro falar sobre esportes, batalhas, teorias! 

Mas essa foi a minha favorita. A qual pude ir um pouquinho mais no meu eu e falar sobre a relação linda que tenho com minhas duas paixões esportivas: cricket e golfe! ❤️❤️
E agora está aqui pra vcs: https://issuu.com/seriezrevista/docs/seriez21
Da página 70 à 81!


Obrigada imensamente, Revista Série Z e Felipe Augusto pela oportunidade! E também por abrir espaço para esportes menos tradicionais!
Leiam e acompanhem, amigos!!! 🏏🇧🇷🙏
  #cricket #golfe #atletastudioação #WeRun4Cricket #entrevistasquemarcam #revistaseriez #ateltasdeMG #forcafocoefe #divulgandoesportes #cricketbrasil #cricketpoços #pcgc

Profissionalismo na Gerência Esportiva

Essa reportagem somente mostra porque o profissionalismo na gerência esportiva é algo necessário! Não é só saber jogar, não é só apostar naqueles que já são bons. 

É criar um caminho de desenvolvimento desde base até alta performance, é aumentar a participação e interação com o esporte, é dar apoio sustentável à todos os níveis esportivos.

Inglaterra, Austrália, EUA organizam o desenvolvimento esportivo com planejamento a curto, médio e longo prazo. No masculino há muito tempo, e nos últimos anos, no feminino. E os números mostram: maior envolvimento > maior participação > mais investimento > mais jogadoras > mais alto rendimento.

Dê oportunidade e um caminho seguro e contínuo - sustainable pathways! 

Vale a pena a leitura:
https://dibradoras.blogosfera.uol.com.br/…/brasil-sai-derr…/

Campeonato Sul Americano de Cricket

Alegria! Raça! Amor!

Isso é Seleção Brasileira de Cricket! 🇧🇷 🏏 ❤️


Tenho muito orgulho em fazer parte dessa Seleção.
Orgulho ainda maior de ter a oportunidade de ser Capitã!

E tenho orgulho de cada uma das jogadoras - dos seus esforços, dos sorrisos, das músicas, das lutas!

Cada uma com sua estória, cada uma com seus desafios.
Foi maravilhoso ver uma a uma crescer, a cada jogo, a cada over.
União, alegria e consciência de jogo. Nada ao acaso.


Agradeço ao Papai do Céu por esse momento lindo!
E agradeço a cada uma por ser parte desse momento!
E por confiar nas decisões que tomamos em campo!
E agradeço todos aqueles que nos permitem crescer, aprender e vivenciar tudo isso!


Obrigada.
De coração!




sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Sobre mudanças de rumos

Eu tenho pensado muito sobre meu futuro no esporte e como lidar com recomeços e finais.

Estive com duas jogadoras na última semana que me relataram que o corpo delas passou a sofrer muito com os efeitos de anos e anos de alto rendimento esportivo. Elas já passaram dos 40 e apesar de parecerem ÓTIMAS para a idade e externamente mostrarem jovialidade e disposição, o corpo já reclama e não permite a intensidade de anos atrás.

E me caiu uma ficha: temos data de validade no alto rendimento!

Lógico que eu já sabia disso - mas eu nunca tinha pensado pra parar no MEU TEMPO. Como o meu corpo reage à trabalho intenso por anos, competições, viagens, etc.

Uma coisa eu posso ficar tranquila: eu me cuido há alguns anos - desde 2015 cuido da minha alimentação, hidratação, sono, físico. Ponto Positivo. Mas ao mesmo tempo já tenho dores que podem ser por excesso. Ponto não tão positivo. 

E começo a pensar em deixar algumas coisas de lado. Alguns caminhos que me podem me encurtar essa vida de atleta amadora.

Pela segunda vez em 12 meses, e talvez a milésima vez na minha vida, vem a proposta: Roberta, você precisa parar de viajar tanto. Você precisa buscar aquilo que te faz melhor. Roberta do céu: SOSSEGA um pouco!

De verdade, dessa vez, eu parei pra pensar! Parei mesmo. Até meditei para buscar um pouco de paz (parece que a idade realmente te faz ter maturidade). E como boa canceriana que adora fazer as mesmas coisas o tempo todo, tive que quebrar algumas partes do meu coração para chegar na minha proposta de equilíbrio.

Colocado tudo na balança, com minha vida profissional, minha segunda carreira, minha família, eu vou ter que deixar algumas coisas de lado. 
Coisas que fazem parte de mim, coisas que acreditei por muito tempo, coisas que me trazem prazer. Mas não na mesma proporção que outras. Ou que me trazem prazer, mas o ambiente não me favorece.

Pesando positivos e negativos. Achando respostas que já deixam saudades.


 

domingo, 8 de julho de 2018

Sobre maturidade esportiva

Success is going from failure to failure with no loss of enthusiasm.
 
 E segue o plano.
 
Campo de Golfe Olímpico - 06/07/2018














segunda-feira, 18 de junho de 2018

Sobre experiências fora de campo


Dessa vez não venho falar de esportes.
Mas algo que se passa no meio esportivo. 

Hoje apresentarei meu TCC - vou falar sobre jovens meninas e os motivos pelo qual essas abandonam o esporte quando adolescentes. E dentre varias razões (não há uma resposta única pra isso, são vários tópicos complementares), uma delas é a auto estima na adolescência e o bullying sofrido por amigos, colegas e escola.

Quando comecei a competir, vi que o bullying existe de forma muito clara. E hoje, após um campeonato que gosto muito, voltei pra casa triste. Triste por ver como esses atos são incentivados, explícitos e frequentes!
A mim, dói ver o bullying com o menos acessível, com o de menor poder aquisitivo, com o fisicamente diferente. Com aquele que de tanto escutar sobre sua timidez, já se fechou e é tachado de autista, ou especial ou retardado.

E o pior de tudo: foi ver pessoas educadas, com toda a informação do mundo nas mãos tomando atitudes tão mesquinhas e baixas quanto atingir o próximo quando aquele não mais é útil pra sua vida.

E entendam: eu adoro tiradas! Eu perco o amigo e não a piada! Mas eu tenho limites. Faça aquilo até o ponto que vc esteja confortável pra ouvir o mesmo sem estressar. Peça desculpas se passou dos limites - e pense no outro. Tenha respeito! Caramba: dê o devido respeito!

Não acho que o mundo é um grande arco íris, nem que todos se dão bem e muito menos que o mundo é justo pra todos!

Mas cada vez mais valorizo aqueles que ajudam o próximo quando não se espera nada em troca. Que elogiam quando buscam somente enriquecer o dia alheio e aqueles que escutam a sua resposta na pergunta de tudo bem! 

Pena que estão cada vez mais raros.