segunda-feira, 28 de julho de 2014

Até isso passa!!!

Esse fim de semana tive o prazer de jogar o 62° Aberto do Santos São Vicente Golfe Clube, após um descanso de torneios de mais de 40 dias.
Depois de uma semana muito corrida em Poços, com pouco tempo para pensar em golfe, cheguei no campo em que não pisava desde 1999. Não lembrava de nada desde o Interclubes Juvenil!
Fiz um treino na sexta-feira, com algumas tacadas muitos boas, mas ainda sem score e pouca confiança. Mas o intuito do torneio era bater bem e evitar erros bobos - não podia exigir mais naquele momento. 


No sábado, sem chuva mas com o campo pesado, consegui controlar bem a volta, mesmo depois de abrir e fechar os primeiros 9 buracos com doubles. Fiz pares e birdies e segui (ainda com double no buraco 10 - com uma penalidade "infantil") para a segunda volta mais confiante. O jogo havia entrado e somente precisava me concentrar e manter o swing simples! Deu certo - fechei com 78 e feliz!

O segundo dia começou tenso, com chuva e um aquecimento bem ruim no driving range. Fui controlando o jogo e perdendo alguns birdies até o buraco 5. Em um par 4 longo, difícil tomei um double e logo após no 8 outro - é difícil controlar o swing quando você sente que ele sumiu - e com os brancos que costumo ter no segundo dia, fiquei tensa! Sai no tee do 9 com um bom driver, mas uma sequência de madeira e ferros não muito convincentes. Fiz um approach médio e num putter de 3 metros sabia que precisava dele para manter ritmo: deu certo! 
Segui bem os últimos 9 buracos - mas com umas sensação diferente, uma confiança que não havia sentido ainda desde que comecei a competir. Apesar de uns soluços (e outro double), mantive a cabeça no lugar certo e fechei o segundo dia com 79.

Foi a primeira vez que joguei abaixo de 80 em dois dias de campeonato na VIDA! Foi uma sensação indescritível, sensação de jogador maduro! Tive oportunidades de sair do jogo, de perder o swing, mas me concentrei e estou muito orgulhosa disso. Eu realmente acredito que a maturidade do golfe vem aos 33 anos, porque leva-se tempo para aceitar que o esporte é longe ser somente físico/técnico - golfe é mente e se você está de bem com a sua, meio caminho está andado.



Mas isso é só um jogo. E até a sorte extrema, passa.

domingo, 20 de julho de 2014

Ready, Set, Golf!

Essa época de Copa do Mundo foi uma parada necessária de torneios tanto para meu swing quanto para o jogo. 
Há dois anos tento mudar meu swing para me adaptar a nova idade - e não é mentira- comecei a jogar golfe com 10 anos e competir com 13. E meu swing inical sempre teve muita cintura, muita agressão e um pouco de muita flexibilidade. Quase um swing forçado - conseguia bater lindos ferros e fantásticos drivers, mas acertava shanks na mesma frequencia!
Além da instabilidade, o problema é que nosso corpo não aguenta fazer isso perto dos 30 sem uma dor aqui, outra ali. E em 2012, tive sérios problemas na lombar devido ao treinos (de certa forma quantitativos, mas não qualitativos) e ao swing muito agressivo. 
Vendo que estava em um "brick wall", fiz um trabalho muito legal em 2013 com nosso Head Pro, Horáco Maldonado e com imensa ajuda de Kevin Bullman - que conseguiu me mostrar como o excesso não só não me ajudava, como eu estava criando um vício de backswing terrível. Adoro estudar e melhorar swings, então não acreditei quando Kevin me disse: "Roberta, se você mudar o swing de uma vez,vai ficar 6 meses sem acertar a bola". Dito e feito! Um semestre inteiro me sentindo uma handicap 50! Fiquei desacreditada que algum dia conseguiria ser a handicap 10-12 que era antes...
Graças à muita perseverança, lembrei que era jogadora de golfe em janeiro desse ano - depois do inverno golfístico de 6 meses!!! E hoje consigo treinar sem dor, com um backswing mais curto e mais alto que tinha no passado (ainda longe de perfeito) - mas o que mais me surpreendeu foi que não perdi distância, tenho muito menos excessos e o handicap naturalmente abaixou.

E o que eu ganhei com a Copa? Paz para poder jogar e treinar sem pensar em score, pensando somente em Swing! Joguei abaixo do par em uma volta pela primeira vez (39-34), diminui o fade, voltei a acertar madeiras e ferros longos e simplesmente: jogar por aquele prazer incrível que te tira da cama às 6 da manhã com um frio de 5° lá fora! 
É mole??? Só o golfe mesmo.... 

quarta-feira, 21 de maio de 2014

O Fator Feminino - Golfe (tradução Golf Digest)

"O Fator Feminino: Lições que podemos aprender com os países com elevadas percentagens de mulheres golfistas
por Stina Sternberg, Golf Digest Diretor Global de Golf

Introdução
Ao longo dos últimos 20 anos, a indústria do golfe americano passou uma impressionante quantidade de tempo e recursos em iniciativas destinadas a trazer mais mulheres para o jogo. Infelizmente, esses esforços têm rendido pouco; o número de mulheres que jogam golfe no país é o mesmo hoje como era em 1991, cerca de 5 milhões, ou 20 por cento de todos os participantes.

Cinco milhões pode soar como um número imponente, mas quando você compara a nossa proporção de 20 por cento do sexo feminino para outros esportes, torna-se claro o quão desequilibrado o gênero do golfe está na América. Ambos boliche e tênis, estão cerca de 48 por cento de participantes do sexo feminino no país. Esqui tem 49 por cento de mulheres, bilhar 40 por cento, 31 por cento em pesca e disparo de armas 29 por cento. De fato, os números do golfe estão similares a hóquei no gelo, paintball e artes marciais mistas.

Até 40 por cento dos novos jogadores são mulheres, e tem sido por muito tempo. Claramente, o interesse existe - mulheres americanas querem jogar, e muitas fazem, mas uma vez que elas experimentam, muitas o deixam. Inúmeros estudos têm sido feitos para determinar o que leva as mulheres para longe do nosso esporte, e as respostas normalmente variam de tempo e dinheiro para a dificuldade do jogo e sua atmosfera inerentemente intimidante. Os programas nacionais, regionais e locais de cada organização no golfe têm tentado aliviar algumas destas questões, para pouco ou nenhum proveito. Talvez apenas golfe não é um esporte para as mulheres?

Não tão rápido. Uma rápida olhada ao redor do mundo irá dizer-lhe que, em muitas outras nações de golfe, a participação das mulheres é tão alta quanto 40 por cento de todos os golfistas. O que esses países fazem de forma diferente do que a América ? Como eles são tão bem-sucedidos em manter as mulheres no jogo? A informação recolhida para este artigo foi obtida através de conversas com representantes de organizações de golfe e mídia de golfe em mais de 20 países, e está focado especialmente em cinco países que fazem muito bem com as mulheres: Suécia (que tem 33 por cento de participantes do sexo feminino ), Alemanha (39 por cento), Holanda (35 por cento), Canadá (30 por cento) e Coreia do Sul (38 por cento).



1. O Fanfarrão para por aqui
A maioria dos países que fazem um bom trabalho com as mulheres golfistas têm uma agência central ou federação que é responsável pelo esporte e seu crescimento nacional. Em alguns casos, é uma entidade governamental reconhecida com financiamento do Comitê Olímpico do país, mas nem sempre. O que essas agências ou federações nacionais têm em comum é que os jogadores contribuem financeiramente quando eles se registram para jogar golfe ou tornar-se membros de um clube de golfe. Em muitos destes países, até mesmo os jogadores públicos são obrigados a se registrar com a federação através do clube ou academia em que eles jogam.

As taxas de inscrição às federações são pequenas - na Holanda, é o equivalente a cerca de US$ 20 por adulto golfista por ano, na Suécia, que é cerca de US$ 25 - mas o dinheiro acrescenta-se para as federações. Em troca, a agência ou federação promove golfe e estabelece programas para golfistas emergentes de todas as idades e sexos, mas especialmente juniores e mulheres. No Canadá, o golfe é governado por Golf Canadá, que se reporta a um órgão federal chamado Esporte Canadá, e eles têm que cumprir determinados mandatos para continuar a fazer parte dessa família e manter o financiamento.

Esporte Canadá considera as mulheres uma parte carente da população de golfe, mesmo com 30 por cento de jogadoras, tanto que o Golf Canadá vai atrás de mulheres em uma maneira grande. Golf Canadá tem dados que mostram se as meninas não são expostas a um esporte como o golfe entre as idades de 6 e 12 anos, as chances de praticar esse esporte depois cai significativamente. Assim, o foco principal para Golf Canadá é alcançar crianças, o que eles fazem através das escolas públicas. Até agora, o Golf no programa Escolas está em 2.100 escolas de ensino fundamental e mais de 200 escolas de ensino médio no Canadá, e eles estão esperando para levá-lo a todos as 14.700+ escolas nos próximos anos. O financiamento para isso vem de Golf Canadá, que recebe parte de seu dinheiro de inscrições de membros (ou seja, os jogadores canadenses ) e parte do governo.

2. Golfe é um esporte
A segunda coisa que chama a atenção quando você olha para as diferenças entre o golfe na América e golfe nos países que tem um bom trabalho com as mulheres é o fato de que ele é considerado muito mais do que um esporte do que um passatempo social. Golfistas mulheres na Alemanha, França e Suécia, certamente, desfrutam da camaradagem de jogar golfe com seus amigos e família, mas o campo de golfe é visto mais como uma arena atlética do que uma cena social. Na maioria dos países europeus, não estamos autorizados a andar de carrinho de golfe a menos que você tem lesão ou atestado médico ou deficiência, e não é algo que as pessoas parecem querer fazer de qualquer maneira. Os carrinho de bebidas e tradições de fumar charutos que vemos nos campos aqui nos EUA são praticamente inexistentes.

Outro componente que faz do golfe mais de um esporte na maioria dos países do norte e do centro da Europa é o processo de certificação que as federações de golfe exigem que passem os novos jogadores. Para jogar como um novato, novos jogadores devem submeter-se a um pouco de treinamento com um profissional e mostrar que eles entendem as regras mais comuns e requisitos de etiqueta do jogo. Os detalhes do "teste" de certificação podem variar de país para país, mas os novatos são, essencialmente, pedidos a demonstrar que podem andar no campo de golfe em um ritmo decente, mesmo que eles não estejam jogando bem. Uma vez que eles possam fazer isso, eles dão-lhe uma "licença" para jogar golfe em um clube com handicap 54. Até que esse esteja abaixo de um handicap 36, eles são obrigados a jogar com os jogadores que já estão abaixo do handicap 36, o que se torna uma espécie de programa de orientação. Eles aprendem mais sobre o jogo com esses jogadores "veteranos", e eles também conhecem outros jogadores desta forma.

Contrariamente à crença popular aqui em os EUA, este processo de certificação não é um grande obstáculo para a elaboração de novos jogadores para o jogo. O teste é simples (onde pessoas da segunda e terceira séries do ensino fundamental passam todas as semanas) e realmente tem um efeito positivo, porque obriga as pessoas a investirem algum tempo e energia para aprender as noções básicas de um profissional, o que os atrai mais rápido. Os programas de orientação ajudam os novos jogadores a investir mais no jogo, o que mantém a maior taxa de retenção.

3 . Regras Igualdade
Denominador comum No. 3 entre os países que fazem um bom trabalho com as mulheres é a quase total falta de preconceito de gênero dentro das instalações de golfe. Com exceção de alguns mais velhos, clubes privados no Canadá (que também estão mudando de tom, mas não tão rápido quanto o resto do país), você nunca vai ver coisas como tee times, dias de torneio ou de tamanhos diferentes de vestiários com base no sexo em clubes de golfe nesses países.

Todos os torneios, exceto para os campeonatos Abertos do clube, são eventos mistos em gênero, também aberto a jogadores de todas as idades. No processo de certificação do iniciante; enquanto um jogador foi certificado, a sua idade e sexo é irrelevante. Uma vez que todos os jogadores certificadas tem handicaps baseadas no "course" e "slope rating" do campo em que eles normalmente jogam, não há controvérsia equivocada sobre competir contra jogadores que usam diferentes tees.

A equipe de trabalho em campos de golfe nesses países também é muito igual entre homens e mulheres. Não há grupos de perfis para mulheres , porque o processo de certificação elimina a necessidade de grupos inteiramente - golfistas sabem jogar rápido e como deixar outros grupos jogar. Uma dupla jogando golfe na Suécia poderia jogar entre outros grupos meia dúzia de vezes em uma partida de 18 buracos. É simplesmente o padrão se você estiver jogando rápido, e todo mundo sabe como fazer isso acontecer de forma integrada.

Quando questionado sobre como as mulheres são tratadas em instalações de golfe em seus países, a maioria dos representantes falou com perplexo deliberado, como se fosse uma pegadinha. "Por que as mulheres seriam tratadas de forma diferente do que os homens?" Foi uma resposta comum. É simplesmente ruim para os negócios.

4 . Uma nova rodada
Os países que fazem um bom trabalho com as mulheres não têm medo de romper com a tradição. Eles mantiveram importantes costumes de golfe, como regras, esportividade e honra, mas eles também se uniram ao século 21 para se livrar de coisas como códigos de vestimenta e obrigatórias rodadas de 18 buracos. Jogando golfe na Suécia, você verá alguém com jeans em qualquer outro buraco. Golas e mangas pode estar faltando algumas camisas. Quando o tempo está quente, todo mundo tenta pegar um bronzeado enquanto joga golfe, por isso há tops e shorts curtos e até mesmo sandálias em jogo. Até agora, ele não comprometeu a integridade do jogo, e isso ajudou a tornar o esporte de golfe segunda maior participação no país.

Tempo é, historicamente, um dos maiores obstáculos para as mulheres quando se trata de golfe, o que é o motivo pelo qual rodadas de nove buracos são muito mais aceita nesses países. Taxas de nove buracos estão disponíveis quase em toda parte, e muitos golfistas jogam nove antes ou depois do trabalho durante a semana, e 18 nos fins de semana. Todo mundo sabe como apresentar os resultados de nove buracos para handicap, e não há nenhum estigma social entre os melhores jogadores contra a jogar "apenas" nove buracos.

Outra forma desses países para reverter a tradição é usando Stableford, em vez de stroke ou match play (em muitos lugares, é a base do seu sistema de handicap, por isso é um método reconhecido), e há alguns benefícios para isso. Primeiro de tudo, ele acelera o jogo; uma vez que você alcançou um duplo bogey net em um buraco, você pega sua bola e passa para o próximo tee. Como resultado, não há vergonha em pegar a bola para os novos jogadores, a maioria dos jogadores tem que fazer isso pelo menos uma ou duas vezes por rodada. O sistema Stableford também se torna um grande equalizador, porque os jogadores não falam sobre quantas tacadas fizeram em uma rodada, apenas o número de pontos que acumulou. O sistema Stableford também elimina a necessidade de "Equitable Stroke Control" e faz que a postagem de handicaps seja muito mais simples para os jogadores de todas as habilidades.

5 . Formação de Estrelas
Um número esmagador dos países contatados para este projeto estão colocando muito esforço e fundos em criar bons jogadores juniores, especialmente no caminho do golfe ser nomeado em 2009 como um esporte olímpico. Em algumas nações, onde o financiamento do governo não suportavam golfe no passado, fundações olímpicos nacionais agora fazem. Em alguns desses países já vimos o que ter uma grande heroína pode fazer para o crescimento do jogo. A Olimpíada pode ser um divisor de águas para o crescimento maciço de uma forma que golfe jamais viu, contanto que o seu país tenha os jogadores certos no lugar certo.

Melhoria nos EUA exige mudança
Seria fácil atribuir as percentagens mais elevadas de mulheres golfistas nos países pesquisados ​​para este projeto fundamentalmente por serem nações de culturas diferentes - norte e do centro da Europa são as maiores no mundo em equabilidade de gênero, se você está falando sobre política, negócios, criação infantil ou liderança religiosa. Mas essa teoria cai por água abaixo quando se leva em conta países como Coréia do Sul. A formade pensar "fora-da-caixa" da Coréia do Sul fora (simulador de golfe é o maior ponto de entrada do país para mulheres golfistas ), emparelhado com o seu tratamento de primeira classe de mulheres em campos de golfe, fez golfe um esporte extremamente popular para as mulheres de lá (até 38%), apesar de sua sociedade em geral, ser dominado pelos homens.

Enquanto os EUA talvez nunca tenha uma entidade do governo supervisionando e assumindo a responsabilidade do crescimento do golfe, há várias coisas que podemos adotar a partir dos países que têm números elevados de participação de mulheres.

Por exemplo, a indústria do golfe americano poderia:

Instituir um programa de certificação para iniciantes e fornecer incentivos para aqueles que completam o processo de certificação.
Instituir programas de orientação e tee times para iniciantes nos campos de golfe.
Educar golfistas na pontuação do Stableford e promover o sistema como uma alternativa para stroke play.
Faça tee times de nove buracos mais facilmente acessíveis.
Incentivar cursos públicos e privados para a realização de pelo menos um torneio misto de gênero por mês.
Elimine as escalas influenciadas por gênero em campos públicos e colocar uma forte pressão sobre as instalações privadas a fazerem o mesmo .
Realizar cursos para implementar novos códigos de vestimenta, mais relaxado"

Fonte: http://ngfdashboard.clubnewsmaker.org/Newsletter/17pzbr1s4g1

terça-feira, 22 de abril de 2014

IV WSAC!


O sentimento dessa foto é difícil de ser explicado.

Tive o imenso prazer de ser convocada para a Seleção Brasileira de Cricket, no Women's South American Championship, que aconteceu nos dias 17-20 de abril em Lima, no Peru. O Cricket é um esporte pouco divulgado no Brasil, mas está crescendo com projetos em Poços e futuros projetos "in the making" em Brasília! Há equipes masculinas em São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Belo Horizonte, e homens e mulheres em Brasília e Poços. Com pouco dinheiro e muita vontade, o Cricket vem crescendo...


A primeira convocação para esse campeonato saiu em dezembro, e desde então estávamos treinando firme para representar a nação - a equipe foi composta de 11 meninas de Brasília e 3 meninas de Poços, sendo que a tradição em Brasília é mais longa e as meninas são, na maioria, mais maduras nesse tipo de competição. De Poços, além de mim, tivemos duas meninas de 14 e 15 anos - um grande orgulho para um projeto que ainda está engatinhando e crescendo na cidade.


Confesso que estava nervosa - primeira viagem num esporte coletivo a nível internacional, onde não conhecia nossas adversárias e nunca havia viajado com as meninas da minha equipe. Podia levar certa experiência conquistada com o Golfe, como a concentração, garra, foco... Mas sabia que ainda estava crua. Os resultados foram tão bons que será uma viagem pra levar na memória e contar para os netos.


Jogamos muito: na raça, no amor à camisa e com muita emoção! O Cricket é conhecido por ser um esporte jogado de "calças brancas", ou seja, de cavalheiros, onde as leis invisíveis imperam e são respeitadas! Nós as respeitamos, muito, mas jogamos sem a quietude gringa e o silêncio gentlemen - competimos com música, emoção à flor da pele, e distinta alegria que contagiou os umpires, torcida e levou sorrisos em todo o pitch! Explicamos várias vezes: o Brasil é feliz e o Brasileiro não desiste - então a música e a garra andaram de mãos dadas na nossa seleção!


No fim, numa final disputadíssima entre os rivais Brasil e Argentina, chegamos muito perto da vitória e apenas 4 pontos e uma penalidade nos separaram da taça. Mas o jogo foi de uma vida tão intensa, de sorrisos e lágrimas tão reais que voltei ao Brasil maravilhada.

Em um momento em que o esporte é sugado por emoções negativas, o Cricket se posicionou ao lado do meu tão amado Golfe e renovou minhas energias! Acredito que ambos me ensinam todos os dias e trazem coisas que não conseguiria numa vida sem esportes: a amizade, a garra, a luta pela vitoria, a honestidade e o respeito pelo outro são vividos a cada instante - e isso é respeitável.

Todo mundo deveria competir um esporte e sentir tal emoção, pelo menos uma vez na vida!

O sentimento daquela foto é somente um: ORGULHO DE SER SELEÇÃO BRASILEIRA!
Obrigada meninas, pela experiência incrível.


(Na foto, da esquerda para direita, em pé: Harry, Duda, Silvia, Dela, Denise, Dani, Anthony. Agachados: Elisa, Joana, Kika, Roberta, Nany, Renata e Gabi. Capacete representando Kathy e Lúcia que estavam no hospital, após uma lesão na final!) 



segunda-feira, 31 de março de 2014

De geração para geração!

Mauro, Walison, Genilton e Peterson - do Golfing Kids, Poços de Caldas

Esse fim de semana foi nostálgico!
Tivemos a 1° Etapa do Torneio Juvenil da Federação Paulista de Golfe - Oficial em Poços! Muitas crianças, muito estilo, muita determinação e amizade: o futuro do nosso Golfe Paulista!!!

É emocionante pelo fato de ter começado a amar o golfe dessa forma - sócios apaixonados pelo esporte nos levavam para campeonatos quando tínhamos pouco mais de 11-12 anos, com muito suor e muita vontade de passar o golfe para a próxima geração!! Não tínhamos dinheiro, os clubes eram longe, mas estávamos sempre nos Torneios e Interclubes Juvenil! E fortaleceu-se essa paixão que hoje é maior que eu poderia um dia imaginar!

Nessa etapa do Juvenil, tivemos a participação de meninos e meninas do FPG Juvenil, Golfe Nota 10 e também uma categoria "Especial" jogada em 9 buracos por dia em Stableford - com quatro jogadores do nosso projeto social de Golfe gratuito para crianças até 16 anos, que engloba crianças das escolas da cidade e tem dado oportunidade também aos caddies com potencial no clube que amam o esporte e tem muito talento!

Durante a entrega de prêmios, foi anunciado que o primeiro colocado da categoria "Especial" teria o handicap da FPG pelo Golfe Nota 10 e foram intimados a jogar a próxima etapa, em São José! E na mesma hora eu e Eder Cisternas concordamos em não só agilizar o handicap desses meninos, mas de também levarmos juntos essa meninada para as próximas etapas!!

É hora de passar para a próxima geração a oportunidade de conhecer o golfe competitivo e reacender a paixão nos mais jovens!!! Se conseguirmos passar para eles metade do amor que temos no esporte, me sentirei muito realizada!

Sou eternamente agradecida à todos que fizeram por nós o que fazemos hoje pelos juvenis do clube, em especial ao João Bosco DAmbrósio que com muita energia nos manteve no esporte e no Tour Juvenil, sempre com um sorriso no rosto!!!

E Meninos do Pcgc: bem vindos ao golfe! Muito orgulho de vocês!!!

segunda-feira, 17 de março de 2014

Superação!

Semana passada não parecia semana de torneio! Estava focada em inúmeros fatos fora do campo de golfe, com um swing bem fraco e bastante dificuldade de me concentrar - fomos para o Aberto de Avaré, há quase 400km de Poços para o terceiro torneio do Tour Paulista do ano, mas com um pé atrás, como todo bom mineiro.

Na sexta, tive muita dificuldade. Bati mal, errei putters, e o fantasma shank estava de volta! Mais de 5 shanks no jogo. Fui para o driving range e pedi uma aula com meu parceiro de golfe, Eder Cisternas - eu tinha na cabeça que não podia de forma alguma ir pra campo daquele jeito! Não poderia me frustar DE NOVO! E depois de mais de 50 bolinhas de aula, eu tinha cerca de 30 shanks e muito cansaço. Parecia um pesadelo.

Decidi que não iria perder o sono - fingi que esse dia não havia acontecido, dormi e acordei pensando que era um novo jogo, com mais concentração e precisaria fazer algo que nunca tinha feito em jogos: jogar com apenas meio swing nos próximos 36 buracos. Essa era a única forma de evitar o overswing e a entrada de quadris que estava me prejudicando...

Com muita conversa com meu super caddie, foco e bastante paciência, consegui rodar sem shanks e com uma boa batida no sábado!! Estava me sentindo bem - apesar dos putters estarem bem instáveis, o contato na bola estava como eu gosto e até um pouco de draw voltou.

E agora precisava superar o trauma do segundo dia!! Depois de dois Abertos esse ano com liderança no sábado e fracassos imensos no domingo, eu precisava de auto controle e concentração para manter a batida. Estava tudo bem até o buraco 9, quando errei o driver e o híbrido com dois shanks. Minha cabeça estava a milhão por hora - eu não podia deixar que isso acontecesse novamente. Buraco 10 tive outro contratempo e acabei relaxando no putter e ficando 2 tacadas atrás da líder. 
Meu caddie me chamou atenção e com isso a ficha caiu! Eu ainda tinha 8 buracos, estava batendo bem e o putter ia entrar... e se fosse pra ser meu dia, o jogo iria mostrar isso! Eu não precisava surtar antes de acabar os 36 buracos!E era meu dia - estava com as duas tacadas atrás da líder e fechei com par, par, par para acabar com 2 na frente, embocando um putter de 3 metros que havia me assombrado o torneio inteiro. 

A felicidade não cabia dentro de mim, eu queria correr, tremia, queria pular de felicidade: eu tinha conseguido vencer os meus demônios do segundo dia! Me controlei até o 36° buraco e isso não tinha preço. Ainda vejo o último putter entrar e o grito de "VAI" que mais parecia um grito oprimido depois de bater na trave na categoria scratch em tantos outros torneios e depois de quase 3 anos, conseguir levar a taça.

Escrevo sorrindo! Ainda estou muito feliz. Não seria nada sem tanto apoio que tive das minhas pessoas próximas (principalmente do meu supper caddie) e muita fé - sem contar que jogar entre as meninas que joguei é uma energia maravilhosa (na derrota e na vitória) e isso faz do esporte um prazer imensurável na nossa vida.


E no final, é só um jogo! 


Roberta Moretti Avery com Prefeito de Avaré