sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Virando os números


Essa semana participei do tradicionalíssimo Aberto do São Paulo Golf Club, um dos campos mais lindos do Brasil e casa de grandes jogadores! Super organização, pessoas maravilhosas e muitas jogadoras - um evento para prestigiar sempre.


Aberto do SPGC - Tee 1 - 25/09/2014

Torneios no meio da semana são um pouco complicados para mim ainda em performance - a mente fica um pouco ligada no trabalho, não consegui chegar antes para treinar e joguei o campo pela primeira vez já no campeonato! 
Mas foi delicioso - o campo é realmente perfeito, técnico, greens rápidos e com oportunidades de birdes e triples - como o dia estava mais para triples, joguei um mero 87 - fiz 3 triples e não emboquei os birdies - a batida não estava muito ruim, mas fiz escolhas erradas de tacos e confesso que li mal os fairways. Mas apesar de tudo, tentei lembrar somente do pouco que tinha dado certo.

Comecei mal no driving range no segundo dia - alguns shanks e muitas tacadas pesadas. Então já sabia que teria que focar além do normal para jogar bem e manter o swing limpo. Nas últimas semanas, acertei um pouquinho o back swing e parei de ter um fade que estava comigo há alguns meses e voltei a ter draw (o que eu acho muito melhor para o meu jogo) e isso ainda faz que eu tenha uma variação ampla entre tacadas - variação quase nunca desejada! 

Foquei e abri o jogo com um birdie, mas já em seguida tive que caprichar para fazer um double. Notei que o jogo seria de emoções e se perdesse o foco, o campo iria me penalizar. Segui com pares, fiz mais um birdie e pela primeira vez na vida rodei 36 em 9 buracos em um Campeonato. Não acreditava - o jogo continuou e pequei mais duas vezes nos putters e outros dois doubles - no fim acabei com 78, 3 doubles, 2 birdies e 2 bogeys. Li melhor o campo, evitamos áreas de risco e isso tinha compensado! Rendeu o Vice-Scratch e 1° no Handicap Index.

Esse ano tem sido muito bom para o meu jogo e minha maturidade em campo - foi o ano da primeira vez que ganhei um Torneio Scratch, primeira vez que rodei abaixo de 80 nos dois dias, primeira volta de 36! E isso me anima muito. Sei que o golfe tem seus altos e baixos e em questão de dias (às vezes BURACOS) o jogo pode mudar bastante, Então o objetivo para o resto de 2014 e 2015 é: MANTER O FOCO! Não importa o campo, o dia, os parceiros mas foco é fundamental - são até 5 horas de jogo e perder a concentração é muito fácil num período extenso de tempo, mas se conseguir manter a cabeça no lugar certo, facilita o jogo e os scores tem mais chances de vir.

Estou feliz! É só um jogo, mas faz um bem danado ;) 


Jogadoras do Aberto do SPGC no encerramento

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Foco no jogo mental

Esse fim de semana participei do lindo 10° Torneio Aberto do Broa Golf Resort - Taça Fernando de Arruda Botelho, que é sempre um grande evento do interior paulista. Jogo esse torneio desde 2011, quando ainda tínhamos poucos jogadores - hoje, a lista de espera é enorme e o fim de semana é sempre uma grande festa em um dos melhores campos de golfe do país.
Treinei sexta, com uma boa batida mas dificuldades nos approachs e putters - que é ainda um ponto a melhorar bastante no meu jogo. Estou mudando meu toque de putter para ter mais fluência e menos impacto brusco então ainda vario bastante nesse quesito.


Broa Golf Resort - Buraco 6 - Foto por Ricardo Fonseca e Thais Pastor

Sábado tive uma ótima primeira volta e um grande soluço no início da segunda - dois greens de três putters e um triple nos primeiros 3 buracos. Tenso! Precisava focar e voltar ao jogo que estava para manter qualquer chance no Campeonato - meu primo e caddie, Tavinho, me ajudou muito a manter o foco e conseguimos: fizemos 5 pares seguidos e com uma pequena turbulência acabamos com um double - uma volta inicial de 81, empatados com a Barata - grande jogadora! Ainda precisava melhorar os putters e approachs de 40-50 jardas que estavam prejudicando chances de birdie em alguns buracos onde meus drivers estavam dando essa oportunidade.

Jogar domingo dividindo a liderança ainda é uma sensação nervosa para mim. Meu foco era fazer cada swing bem! Nada mais - jogar com calma e ter um bom toque no putter - uma hora eles iriam cair! Comecei a volta muito bem e cheguei a abrir 4 tacadas de vantagem, mas eu sei que isso, aos primeiros 9 buracos, ainda é pouco. E foram mesmo. Vi minha vantagem ir água abaixo em 4 buracos e acabei a primeira volta ainda empatada - e o sol queimando!!! 

No intervalo entre voltas, esperamos um pouquinho. Pensei em todos os torneios em que eu estava confiante e sumi na última volta! Pensei em como o jogo mental era minha chave agora e não podia enfraquecer - o calor estava fortíssimo e estava um pouco cansada - aumentei na nutrição, na hidratação e insisti: não vou enfraquecer. Não posso, não quero! 


Mantive a mesma estratégia: fazer um bom swing e manter o toque de putter. Com isso, emboquei um lindo birdie no 10, de longe! Me senti bem, mais aliviada - retomara uma tacada de vantagem, mas essa tacada sumiu no 12. Estava batendo bem e no 13 outro putter de bastante importância veio e fechei o par. Porém no 14 errei um putter mínimo e não consegui abrir mais uma. 
Broa Golf Resort - Buraco 2 - Foto por Ricardo Fonseca e Thaís Pastor

Os próximos buracos foram de muitos erros e importantes acertos. Mas uma coisa mudou: eu estava melhor mentalmente. Mesmo com os erros no 15, o cross bunker no 16, o quase lago no 17, eu estava com a mente clara e isso ajudou a manter o swing em boa forma. 
Cheguei no 18 com duas tacadas de vantagem e o último putter caiu como um grito de alívio depois de 36 buracos tensos, com uma baita jogadora atrás e pressão interna e externa no jogo. Tinha acabado e meu corpo cedeu ao stress - tremia de felicidade!!

Esse ano tem sido uma reviravolta para o meu golfe. E o foco é melhorar o swing, melhorar o jogo mental e estar bem fisicamente! Não importa o campo, o dia da semana, o adversário, nem mesmo importa o clima - tenho que focar na mentalidade correta! E dentre vários fatores, com certeza isso me ajudou nesse fim de semana.

E saber que nosso trabalho está no caminho certo é bom demais... :)


65° Aberto de Golfe do Estado - Embrase


Esse fim de semana tivemos o 65° Aberto de Golfe do Estado, organizado pela FPG no belíssimo campo do Terras de São José, em Itu, com o apoio da Embrase, nossa querida parceira!

Eu adoro o campo do TSJGC - gosto das chances que o campo oferece e sei de algumas armadilhas. Estou naquela fase do golfe que o swing anda instável e minha confiança ainda não é firme, então posso fazer o jogo da vida ou da tragédia. A sensação ao chegar no TSJGC era de curiosidade: será que o jogo ia entrar esse fim de semana?

Eu ainda tenho um certo preconceito com jogo às sextas. Estou sempre ligada no trabalho, checando e-mails, acordo em dia útil... Parece que não é dia de torneio! Costumo não marcar nem match-play às sextas. Então fui pro campo um pouco fora de timing e o cartão mostrou: fiz somente dois pares, três birdies e muitas besteiras - de três putters à shanks! Não posso nem dizer que fiquei chateada, estava somente decepcionada por ter voltado perto da estaca 0 com relação à minha confiança em campeonatos. Mas, notei que a minha atitude estava errada desde o princípio e tinha ainda dois dias para reconquistar meu jogo.

Sábado e domingo foram dias muito parecidos - decidi ir sem caddie e avaliar o jogo sozinha. Entrei mais centrada, cometi erros, mas consegui fazer uma média de 10 pares e um birdie por rodada - o que não significou que o jogo foi bom! Fiz doubles, triples e excessos além - conheci o campo de formas que ainda não conhecia.

Mas a experiência de um campo diferente, com pessoas de jogos distintos, leitura de greens, fairways e momentos de jogo valeram a pena. O golfe é um jogo de ups e downs e temos que aceitar tanto que as fases boas quanto ruins vão passar - temos que ter serenidade para viver cada uma delas com paz! E manter sempre a mente positiva - é nela que ganhamos (ou perdemos) um jogo.

E essa menina fofa e linda fez com que eu revivesse muito dos meus juvenis - a desejo muita sorte e bom golfe no seu futuro!!

Tata e Bruna Piccin no 65° Aberto de Golfe do Estado de SP - Embrase 

    

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

A tristeza da falta de respeito

Eu tenho realmente uma paixão enorme por esportes. Sou capaz de ficar 6h durante 4 dias seguidos na frente da TV assistindo um campeonato de golfe, depois de já ter jogado 36 buracos no fim de semana e falar de swings, greens, putters, roupas e temperamento de cada jogador! E ainda assistir tênis no intervalo e falar do vôlei feminino e planejar o treino de cricket de segunda a quarta (sim, essa é a descrição do meu último fim de semana)! 
E apesar de amar a grande maioria dos esportes, escolhi praticar golfe e cricket. E acho que o que me atrai tanto em ambos é o fato de serem esportes de extrema concentração, controle, o "mindset" correto - esporte de "gentlemen", onde o adversário joga bem e você deseja um sincero 'Boa Bola' e admira o bom jogo. Mesmo que não seja seu!

Mas na mesma proporção que eu amo meus esportes, eu fico extremamente contrariada com a falta de respeito em campo de jogadores veteranos - tanto com o esporte, quanto com o clube, companheiros de jogo, funcionários, caddies... e esse domingo foi um dia triste para mim em campo.

Chegamos em 5 jogadores para um jogo às 8 horas. Sorteamos os grupos e sai em um grupo de 2 pessoas e 3 outros amigos no grupo atrás. Apesar do meu jogo não estar bom, o dia estava lindo. Que combinação de golfe + sol + amigos dá errado!?

Mas ao sair para o buraco 10, vimos que tínhamos um grupo de 5 jogadores na nossa frente. E isso é algo que me tira do sério: CINCO JOGADORES! Nós estávamos em 5 pessoas há menos de 2 horas atrás no tee de saída e nos dividimos - porque senhores bem sucedidos e de boa família pensam que quebrar as regras da etiqueta do golfe é NORMAL? Porque eles pensam que podem ser maiores e melhores que as regras de um dos esportes mais "gentlemen" existentes no nosso país? E ainda por cima de forma consciente! 

Após o incidente ontem, eu não fiquei irada como costumo ficar, o que senti foi uma profunda tristeza! Tristeza de saber que a falta de respeito ainda impera entre alguns, em um lugar onde o princípio é a honestidade e cavalheirismo. 
Somos um clube pequeno e de bastante tradição, então não temos ainda um Starter, ou seja, cada um é responsável pelo seu tee time e o bom senso deve imperar. Além de atrapalhar o fluxo do campo, segurar os grupos, esses casos conseguem retirar o mindset daqueles que administram e trabalham para fazer um clube melhor. Demonstram extrema falta de respeito e nada justifica essa atitude, nem o uso de um cart, nem a aposta entre os cinco jogadores, nem o fator "andamos rapidinho-então-não-tem-problema"! 

Graças à Deus e à boa educação, exemplos como esse acontecem com menos frequencia hoje no esporte e trabalhamos sempre para mostrar que o esporte é MELHOR quando as pessoas são MELHORES. E creio fielmente que o melhor a fazer é sempre ser o exemplo para aquilo que você deseja encontrar no campo. Eu ainda tenho muito a aprimorar, mas acordo todos os dias pensando que preciso ser uma pessoa melhor para mim, meu redor e meu esporte. 

E você - faz sua parte? 

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Até isso passa!!!

Esse fim de semana tive o prazer de jogar o 62° Aberto do Santos São Vicente Golfe Clube, após um descanso de torneios de mais de 40 dias.
Depois de uma semana muito corrida em Poços, com pouco tempo para pensar em golfe, cheguei no campo em que não pisava desde 1999. Não lembrava de nada desde o Interclubes Juvenil!
Fiz um treino na sexta-feira, com algumas tacadas muitos boas, mas ainda sem score e pouca confiança. Mas o intuito do torneio era bater bem e evitar erros bobos - não podia exigir mais naquele momento. 


No sábado, sem chuva mas com o campo pesado, consegui controlar bem a volta, mesmo depois de abrir e fechar os primeiros 9 buracos com doubles. Fiz pares e birdies e segui (ainda com double no buraco 10 - com uma penalidade "infantil") para a segunda volta mais confiante. O jogo havia entrado e somente precisava me concentrar e manter o swing simples! Deu certo - fechei com 78 e feliz!

O segundo dia começou tenso, com chuva e um aquecimento bem ruim no driving range. Fui controlando o jogo e perdendo alguns birdies até o buraco 5. Em um par 4 longo, difícil tomei um double e logo após no 8 outro - é difícil controlar o swing quando você sente que ele sumiu - e com os brancos que costumo ter no segundo dia, fiquei tensa! Sai no tee do 9 com um bom driver, mas uma sequência de madeira e ferros não muito convincentes. Fiz um approach médio e num putter de 3 metros sabia que precisava dele para manter ritmo: deu certo! 
Segui bem os últimos 9 buracos - mas com umas sensação diferente, uma confiança que não havia sentido ainda desde que comecei a competir. Apesar de uns soluços (e outro double), mantive a cabeça no lugar certo e fechei o segundo dia com 79.

Foi a primeira vez que joguei abaixo de 80 em dois dias de campeonato na VIDA! Foi uma sensação indescritível, sensação de jogador maduro! Tive oportunidades de sair do jogo, de perder o swing, mas me concentrei e estou muito orgulhosa disso. Eu realmente acredito que a maturidade do golfe vem aos 33 anos, porque leva-se tempo para aceitar que o esporte é longe ser somente físico/técnico - golfe é mente e se você está de bem com a sua, meio caminho está andado.



Mas isso é só um jogo. E até a sorte extrema, passa.

domingo, 20 de julho de 2014

Ready, Set, Golf!

Essa época de Copa do Mundo foi uma parada necessária de torneios tanto para meu swing quanto para o jogo. 
Há dois anos tento mudar meu swing para me adaptar a nova idade - e não é mentira- comecei a jogar golfe com 10 anos e competir com 13. E meu swing inical sempre teve muita cintura, muita agressão e um pouco de muita flexibilidade. Quase um swing forçado - conseguia bater lindos ferros e fantásticos drivers, mas acertava shanks na mesma frequencia!
Além da instabilidade, o problema é que nosso corpo não aguenta fazer isso perto dos 30 sem uma dor aqui, outra ali. E em 2012, tive sérios problemas na lombar devido ao treinos (de certa forma quantitativos, mas não qualitativos) e ao swing muito agressivo. 
Vendo que estava em um "brick wall", fiz um trabalho muito legal em 2013 com nosso Head Pro, Horáco Maldonado e com imensa ajuda de Kevin Bullman - que conseguiu me mostrar como o excesso não só não me ajudava, como eu estava criando um vício de backswing terrível. Adoro estudar e melhorar swings, então não acreditei quando Kevin me disse: "Roberta, se você mudar o swing de uma vez,vai ficar 6 meses sem acertar a bola". Dito e feito! Um semestre inteiro me sentindo uma handicap 50! Fiquei desacreditada que algum dia conseguiria ser a handicap 10-12 que era antes...
Graças à muita perseverança, lembrei que era jogadora de golfe em janeiro desse ano - depois do inverno golfístico de 6 meses!!! E hoje consigo treinar sem dor, com um backswing mais curto e mais alto que tinha no passado (ainda longe de perfeito) - mas o que mais me surpreendeu foi que não perdi distância, tenho muito menos excessos e o handicap naturalmente abaixou.

E o que eu ganhei com a Copa? Paz para poder jogar e treinar sem pensar em score, pensando somente em Swing! Joguei abaixo do par em uma volta pela primeira vez (39-34), diminui o fade, voltei a acertar madeiras e ferros longos e simplesmente: jogar por aquele prazer incrível que te tira da cama às 6 da manhã com um frio de 5° lá fora! 
É mole??? Só o golfe mesmo....